EM NOITE MÁGICA, AUTO DE SÃO MIGUEL ARCANJO REÚNE CENTENAS DE PESSOAS NA PRAIA DA XÊPA

Espetáculo emocionou o público que prestigiou o evento, enredo misturou didaticamente a história do padroeiro da cidade com a origem do próprio município.

POR AILTON RODRIGUES
PRAIA DA XÊPA, S.M. DO GOSTOSO/RN

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Encantamento. Com essa palavra podemos definir como foi o Auto de São Miguel Arcanjo que foi apresentado para cerca de 1500 pessoas nesta última sexta-feira (29) na Praia da Xêpa em São Miguel do Gostoso.

Contando com aproximadamente 100 envolvidos, dentre eles 40 atores, o espetáculo que durou cerca de 1 hora e meia, trouxe grandes atuações, além de dança e efeitos visuais que apesar de simples encheram os olhos das pessoas que prestigiaram todo o Auto. Este evento encerrou a programação de comemoração as festividades do padroeiro da cidade e de quebra brindou a união dos 10 anos entre o Espaço TEAR/CDHEC com a Paróquia de São Miguel Arcanjo.

O Contador acompanhou todo o dia de expectativas que girou em torno desta apresentação, confira:

DIA DE SUSTOS E NERVOSISMO

Durante todo o dia a equipe do Auto de São Miguel Arcanjo estava apreensiva para que o equipamento estivesse funcionando 100% durante todo o evento, mas um pequeno susto foi o destaque do dia.

Em meio aos testes, o forte vento acabou atrapalhando e uma parte do equipamento de luz desabou, além disso, uma das pessoas que estavam trabalhando no espaço acabou se ferindo com arranhões no braço. Ele foi atendido no posto de saúde local e passa bem. Após isso, tudo foi recolocado no lugar e preso em outro tipo de estrutura mais segura.

ATRASO PARA ‘RESPIRAR’

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No fim da tarde, quase início de noite, a missa solene começou a ser ministrada pelo Pe. João Maria, pároco de Gostoso, e foi conduzindo até o momento da procissão de luzes que contou com a participação especial do Pe. Rodrigo Paiva, pároco de Touros.

A procissão acabou começando bem próxima a hora do espetáculo o que atrasou o evento em 45 minutos. Apesar disso, a demora ajudou na articulação do público e na diminuição da expectativa dos atores já estavam apreensivos.

PRIMEIRO ATO: SURPRESA!

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No início do Auto, uma surpresa acabou pegando de jeito as diretoras gerais do evento: Maria Auxiliadora, Airis Vital e Rozangela Modesto. O grupo Café com Leite havia sido contemplado com a XI edição do Prêmio Ponta do Santo Cristo, prêmio este que reconhece medidas individuais de protagonismo. Este reconhecimento aos protagonistas foi idealizado em memória de Wolfgang Losch, marido da nossa querida parceira Dominique Pastore que por meio deste mimo o homenageia todos os anos.

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O anúncio foi proferido por Ricardo André em um texto escrito por outro contador, Ailton Rodrigues. Elas até tentaram resistir, mas acabaram indo às lágrimas após receber a premiação.

IDENTIDADE NA TELA

Antes da encenação acontecer de fato, foi exibido um curta metragem chamado “Identidade” com direção de Rozângela Modesto (também dirigiu o curta À Procura do Sol) e produzido pelo grupo Nós do Audiovisual. A obra contou por meio de depoimentos e belas imagens da cidade de São Miguel do Gostoso, toda a tradição e as histórias que foram passadas de geração em geração.

COMEÇOU O SHOW

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Depois da cerimônia de abertura, o Auto de São Miguel Arcanjo começou a ser encenado. Todo o trabalho da sonoplastia e cenografia pareciam fluir musicalmente, no andar da carruagem começava a trama escrita por Maria Auxiliadora que contava nos primeiros atos como se deu a formação do céu e o início de toda a revolta de Lúcifer contra Deus.

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Apesar de todas as atuações terem sido incríveis, os grandes destaques foram as atuações dos protagonistas, uma vez que ambos faziam suas estreias em espetáculos, primeiramente o Arcanjo Miguel interpretado por Miquéias Mattos e o anjo Lúcifer interpretado por Alex Barbosa, que protagonizaram a batalha que de acordo com a trama abalou os céus, enquanto isso arrancou aplausos ‘fora de hora’ da plateia.

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O segundo momento mais emblemático, foi a montagem da história em que relatava a formação da cidade de Gostoso com a promessa feita por Miguel Felix em meados de 1899 que acabou dando origem a capelinha onde hoje se encontra a igreja. Quem interpretou o pescador foi Mateus Eduardo que além de ator foi um dos responsáveis pela sonoplastia do evento, inclusive ministrando uma das oficinas de formação.

O ponto principal do roteiro, que teve base nos livros História do Mundo dos Anjos (escrito por José Antônio Fontea) e São Miguel Arcanjo: A Batalha Final (escrito por Sérgio Roberto de Farias), foi a forma didática e plural que foi tratado a trama. Enquanto a dança permeava o espaço cênico, as atuações firmes dos atores, até então inexperientes, acabaram segurando o ritmo.

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Os pontos mais altos, foram sem dúvida a batalha dos anjos e a transição para a parte da vila. Ambas as cenas causaram fortes reações no público e provocou um despertar histórico e cultural sobre a cidade dando um cartão de visitas para quem veio à Gostoso passear e por acaso assistiu ao espetáculo.

FIGURINO E MAQUIAGEM ESPETACULARES

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Os detalhes de figurino e maquiagem fizeram toda a diferença no Auto. Os efeitos nas chagas de Jesus, o belíssimo figurino de Nossa Senhora Aparecida e os acessórios na montagem do Arcanjo Miguel foram destaque de comentários entre os espectadores.

Coincidência ou não, eles acabaram sendo os mais tietados após o evento e foram ‘alvos’ de várias fotos e selfies.

A oficina de noções de maquiagem foi ministrada por Patrícia Tenório, enquanto a de figurino foi executada por Dennis Amaro, Ana Luiza e Jennifer

ABRE ASPAS

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Algumas personalidades gostosenses estavam presentes no evento, além dos padres de Touros e Gostoso, estavam os secretários de Turismo e Comunicação, Janielle Linhares, o de Educação e Cultura, Nivaldo Batista, além da primeira dama, Geovânia Santana.

Alguns deles deram umas palavrinhas para nós, veja os destaques:

Geovânia Santana:

 “Eu gostei muito do espetáculo. Foi tudo maravilhoso, a equipe está de parabéns e os nossos artistas da cidade merecem ser aplaudidos”.

Padre João Maria:

“A festa religiosa de São Miguel Arcanjo saiu perfeitamente como o planejado, com a participação maciça do povo nas celebrações e terminar com um espetáculo como esse e com uma produção como essa é de encher os olhos e nos encher de orgulho pelo trabalho realizado. O mérito todo é do Café com Leite e do Espaço TEAR/CDHEC por retratarem tudo o que foi pensado pela Paróquia.

As meninas atenderam as minhas expectativas. Eu não quis fazer nenhuma revisão teológica do texto, apenas li o texto de Auxiliadora e dei uma sugestão na trilha sonora, onde inclusive uma das músicas saiu. Mas foi tudo muito perfeito, elas compraram a ideia e colocaram em prática o que foi pensado”.

Padre Rodrigo Paiva:

“O grito fiel de Miguel me fez voltar a infância e responder algumas daquelas dúvidas por meio da arte: ‘Como era o céu antes da gente ser criado?’ e ‘qual a relação de Deus com os anjos?’, pode ter certeza que minha passagem por São Miguel foi de muita fé, recebi de Deus a fé do povo de São Miguel do Gostoso e a fé diluída na arte.

Que trabalho bonito, de parceria, de mãos dadas, de educação, de incentivo a juventude. Que coisa linda e que prova do quanto a juventude tem um potencial a ser explorado. Volto pra Touros hoje cheio de ideias para provocar minha sociedade tourense e mostrar o quanto somos capazes de investir em cultura e em arte. Agradeço ao Pe. João pela oportunidade de vir celebrar e assistir ao Auto de São Miguel”.

Maria Auxiliadora:

“É um Auto feito a muitas mãos! Sem as equipes de figurino, maquiagem, cenário, iluminação, sonoplastia, arrecadação, burocrática, facilitadores e os respectivos ajudantes de cada equipe esse espetáculo não seria possível. Obrigada a todos, sem vocês não conseguiríamos.

Janielle Linhares:

“Fico sem palavras para descrever o quanto fiquei emocionada durante o espetáculo, me arrepiei, chorei, uma mistura de orgulho por morar em São Miguel do Gostoso e por poder vivenciar momentos como o de ontem. São muitos talentos, a história contada por muitos que fazem parte da história. Com certeza os familiares e amigos que ali estavam e que puderam ver assim como eu um belíssimo e inesquecível espetáculo com certeza estavam muito emocionados”.

O Auto de São Miguel Arcanjo terá uma reexibição neste sábado (30) no mesmo local e horário. Nós continuamos de olho.

Até qualquer hora!

DIVULGADAS NOVAS ATRAÇÕES DA FESTA TRADICIONAL DE SÃO MIGUEL DO GOSTOSO

Evento havia sido cancelado pela prefeitura municipal devido o decreto de emergência, mas pressão popular fez com que um plano B fosse tomado.

POR AILTON RODRIGUES
SÃO MIGUEL DO GOSTOSO/RN

Cartaz da Festa Tradicional de Gostoso

Nesta última sexta-feira (29) foram divulgadas as novas bandas que irão se apresentar na Festa Tradicional de São Miguel do Gostoso, o anúncio foi realizado pelo coordenador do Centro de Cultura, Neilson Gomes, por meio das suas redes sociais.

As atrações que estarão na Arena da Praia da Xêpa no próximo dia 21 de outubro, à partir das 23 horas, são: Ferro na Boneca, Neto Marotto, Vem com Tudo e Rhian Farra de Playboy. O evento terá realização de N Promoções e as vendas por ingressos antecipados começam na próxima segunda-feira (03).

QUASE NÃO TERIA

Esta edição da Festa Tradicional estava ameaçada. Isso porque a prefeitura municipal havia emitido uma nota pública na última sexta-feira (22/09) onde informava que havia cancelado a festividade por causa do decreto de emergência que o governo do estado havia registrado no Diário Oficial.

Com isso começaram as reclamações nas redes sociais, em especial, dos jovens. No entanto, pelo que foi visto um plano B foi tomado, a única diferença será a gratuidade, que agora não terá mais (além das bandas, é claro!). A principal atração antes do cancelamento era o cantor Louro Santos.

Nós continuamos de olho.

 

5 MOTIVOS PARA NÃO PERDER O AUTO DE SÃO MIGUEL ARCANJO

Espetáculo será o encerramento das festividades do padroeiro de São Miguel do Gostoso e acontece nesta sexta-feira (29).

POR AILTON RODRIGUES
SÃO MIGUEL DO GOSTOSO/RN

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Nesta sexta-feira (29) a Praia da Xêpa será o palco do encerramento das comemorações ao padroeiro do município de São Miguel do Gostoso e o grande evento pensado para este dia será o Auto de São Miguel Arcanjo, um espetáculo ao ar livre produzido e encenado por gostosenses.

Ao longo de todo o dia também acontecerão outros momentos, a paróquia divulgou os horários das atividades programadas, veja:

  • 5h – Caminhada Penitencial com café compartilhado;
  • 11h – Coroação de São Miguel Arcanjo;
  • 12h – ‘Pipocaço’ e repicar dos sinos;
  • 17h – Missa solene e em seguida procissão luminosa pelas ruas da cidade, que será presidido pelo Pe. Rodrigo Paiva (Touros);

O Contador que está acompanhando os preparativos do Auto desde o início do ano vai te dar 5 motivos para você vir prestigiar:

1 – SERÁ INÉDITO (E ÚNICO)

O Auto de São Miguel Arcanjo foi totalmente feito do zero, por isso será absolutamente inédito. Fruto da parceria do CDHEC com a Paróquia de São Miguel Arcanjo, o evento celebra justamente os 10 anos dessa união, por isso não foram poupados esforços das diretoras Airis Vital, Auxiliadora Ribeiro e Rozangela Modesto que juntas formam o grupo de entretenimento cultural Café com Leite.

Será a primeira vez na história que um espetáculo teatral será totalmente voltado para contar a história do padroeiro da cidade.

2 – 100% GOSTOSO

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Já foi dito acima que o espetáculo era inédito, mas outro grande detalhe é que os mais de 40 atores envolvidos no espetáculo são gostosenses. Será gente do município contando a história do padroeiro que se entrelaça com a própria cultura. Um misto de fé e história que com certeza emocionará os presentes.

“Os novos rostos que estão neste espetáculo são os pontos mais positivos nesse percurso”, declarou Airis Vital.

3 – VOCÊ AJUDOU A FAZER

Não foi um projeto barato e nem fácil, mas graças as doações de pessoas generosas e organizações o Auto está conseguindo sair do papel após dois anos de planejamento. Então não custa nada você vir prestigiar, aliás quem ainda quiser ajudar pode fazer doações de qualquer quantia pela conta:

  • Banco do Brasil 001 // Agência: 3525-4 // Conta Corrente: 27.021-0

4 – A UNIÃO FAZ A FORÇA

Os grupos sociais de São Miguel do Gostoso estão praticamente todos reunidos nesse espetáculo, só o CDHEC trouxe consigo o pessoal do teatro de rua, audiovisual (Nós do Audiovisual) e da comunicação (O Contador de Causos). Além disso os grupos da igreja também estão mobilizados, ou seja, são dezenas de pessoas trabalhando para dar um verdadeiro show aos que vierem assistir.

5 – É DE GRAÇA E PARA TODOS OS CREDOS

O evento começará às 19 horas na Praia da Xêpa em um espaço aberto ao público e como já foi abordado anteriormente: todos podem ver, afinal não é um espetáculo religioso e sim de cunho sócio-artístico-cultural que mostra a história do padroeiro, mas resgata a cultura do município nas suas mais diferentes e belas formas.

Portanto, programe na sua agenda e venha assistir ao Auto de São Miguel Arcanjo, será um espetáculo que promete ficar na história do município. Nós estaremos de olho em tudo e, claro, que contamos pra você aqui.

Até qualquer hora!

7º DIA DE RIR: SUNSET HANDBANGER E HITS DO RED HOT CHILI PEPPERS FECHAM O FESTIVAL

The Offspring, Thirty Seconds to Mars e Capital Inicial também se apresentaram no último dia do evento.

POR LUCAS BRÊDA
DO SITE ROLLING STONE

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Red Hot Chili Peppers no RIR 2017.

Acabou o Rock in Rio 2017. Depois de sete dias de shows, o Parque Olímpico do Rio de Janeiro viu o Red Hot Chili Peppers dar fim à festa de dezenas de milhares e fechar a tampa de mais uma edição de um dos festivais mais bem-sucedidos do mundo – a quarta carioca desde 2011, quando o Rock in Rio retornou à sua casa após versões em outros países.

O último dia foi tão cheio quanto as datas mais esperadas: especificamente os de Maroon 5 (no sábado, 16), Bon Jovi e Guns N’ Roses. Quem foi ao Rock in Rio no domingo, 24, viu um palco Sunset praticamente sem encontros, completamente diferente dos dias anteriores. Em vez disso, uma série de atrações de rock pesado (uma possível “compensação” por não haver o tal “dia do metal”) foram escaladas: o novo Ego Kill Talent, o agitado Republica (que acabou de lançar o disco Brutal & Beautiful) e, mais uma vez no festival, o pesadíssimo Sepultura, cujos shows catárticos sempre deixam a sensação de que mereciam o palco principal.

No palco Mundo, o Capital Inicial abriu os trabalhos. Liderada por Dinho Ouro Preto, figura tanto querida quanto personagem de meme, a banda fez o típico show de abertura do palco: hits muito conhecidos em sequência saudosista. Ouro Preto se esforçou bastante para honrar a veia política do grupo e manter as faixas mais verborrágicas ainda com algum sentido.

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Thirty Seconds To Mars no RIR 2017

The Offspring e Thirty Seconds to Mars fizeram dois shows bastante distintos no palco Mundo. O primeiro foi sincero ao resgatar as faixas tão nostálgicas para os adolescentes de 20 anos atrás, em um show raro no line-up do Rock in Rio: punk e simples, e que conversou até com o público menos ligado. Já o Thirty Seconds to Mars deixou o som de lado para abusar das firulas: tirolesa como em 2013, bandeira do Brasil, fãs no palco, Jared Leto tomando açaí…

Grande atração do dia, o Red Hot Chili Peppers jogou seguro, com um show enxuto, de 17 músicas em 1h30 e poucas novidades. O quarteto está em turnê com o disco The Getaway (2016) e mostrou apenas três faixas do trabalho – para a alegria do público do megafestival, sempre sedento por hits.

O show do último headliner também revelou muito sobre a dinâmica deste Rock in Rio 2017. Foi uma apresentação que funcionou, especialmente quando a banda puxava algum sucesso (“Under the Bridge” foi apoteótica), mas que não foi memorável, assim como a maioria dos shows que passaram pelo palco Mundo. Houve, contudo, uma pesada exceção: o The Who, que em sua primeira passagem pelo Rio de Janeiro fez uma apresentação difícil de se esquecer, repleta de clássicos da discografia da banda.

JOGADOR ADALBERTO AGRADECE MENSAGENS DOS GOSTOSENSES: “A CIDADE INTEIRA TAMBÉM TORCE POR MIM”

Jogador que é natural de São Miguel do Gostoso comemorou acesso à Série B com o Fortaleza no último sábado (23).

POR AILTON RODRIGUES
FORTALEZA/CE

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Depois de muito sofrimento e pressão da torcida nas últimas temporadas o Fortaleza finalmente conseguiu o acesso para a série B do Campeonato Brasileiro, o feito aconteceu no último sábado (23) em Juiz de Fora onde mesmo perdendo para o Tupi por 1 a 0, a vaga ficou com o Leão por ter vencido a primeira partida por 2 a 0.

O Contador foi até a capital do Ceará para conversar com o zagueiro do Fortaleza, Adalberto, que é natural de São Miguel do Gostoso e ele trocou umas palavrinhas com a gente, onde primeiramente agradeceu as mensagens de carinho e incentivo que vieram dos seus conterrâneos:

 “Recebi inúmeras mensagens do pessoal de Gostoso, graças a Deus. Fico muito feliz por isso por que sei que tem muita gente torcendo por mim e não é só da minha família, mas a cidade inteira também torce por mim”, declarou o jogador.

Sobre o acesso para a Série B, Adalberto disse:

“É um sentimento maravilhoso, todos que assistiram viram que não foi fácil, mas deu certo. Eu fui o jogador que mais jogou a Série C, foram 4 temporadas pelo Fortaleza. Esse acesso foi um sonho que sempre acreditei e agora realizei. Tirei um peso das minhas costas”.

Questionado sobre esse “peso nas costas”, Adalberto nos explicou:

“Sempre teve essa pressão por parte da torcida. Eu cheguei aqui na temporada de 2013 e passei mais dois anos, saí e voltei para a temporada de 2017, ou seja foram 8 anos nesse sofrimento. A pressão era por causa da grandeza do Fortaleza para o futebol do estado do Ceará e do Brasil”.

O zagueiro também falou sobre a emoção de ver centenas de torcedores recepcionando eles na chegada a Fortaleza. Inclusive ele registrou esses momentos na sua rede social, confira abaixo:

  • Jantar de comemoração dos jogadores e comissão técnica:

  • Recepção dos torcedores na chegada ao CE:

Agora o objetivo do Leão é o título da Série C, o clube enfrenta o Sampaio Corrêa – MA nas semifinais do Brasileirão.

Nós parabenizamos o triunfo do Adalberto e continuaremos de olho. Até qualquer hora!

ESPECIALISTA EM BANCO MUNDIAL REALIZA VISITA ÀS OBRAS EM SÃO MIGUEL DO GOSTOSO

POR ASSECOM/GOVERNO CIDADÃO
FOTOS JANIELLE LINHARES.

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Dando continuidade a Missão de acompanhamento dos investimentos do Acordo de Empréstimo com o Banco Mundial e Governo do Estado, a especialista sênior em desenvolvimento rural, Fátima Amazonas visitou na manhã desta quarta-feira(20), as obras de saneamento básico de São Miguel do Gostoso que está recebendo investimento de R$ 25,3 milhões para deixar a área urbana do município totalmente saneada.

Na visita, Fátima esteve na Estação de Tratamento de Esgoto- ETE, no canteiro de obras e no plantão social.

“A obra em si vai beneficiar a população de Gostoso e atrair mais turistas. O plantão social e as cartilhas ambientais são iniciativas consolidadas que merecem destaque neste momento, pois elas esclarecem todas as dúvidas da população”, declarou.

O prefeito da cidade, José Renato acompanhou a visita e ouviu da especialista do Banco Mundial que é fundamental o município agilizar o plano diretor para evitar o crescimento desordenado e ocupação de áreas importantes que precisam ser preservadas.

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O secretário de Turismo, Ruy Gaspar destacou que os investimentos são do Governo do RN através do acordo de empréstimo fez com que o Estado aumentasse em 7.4% o fluxo de turistas, lembrou ainda que Gostoso é um destino consolidado.

Acompanharam a visita, Ana Guedes (Gerente executiva do Projeto Governo Cidadão), Sérgio Araújo (Engenheiro do Governo Cidadão), Renato Teixeira (Prefeito de São Miguel do Gostoso) e a primeira dama, Geovânia Santana, Solange Portela ( Sub – secretária do Turismo do RN), Clóvis Veloso( Engenheiro da CAERN) e Janiele Linhares ( secretária de turismo de Gostoso), além de assessores.

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Original: http://www.governocidadao.rn.gov.br/?pg=noticias&id=795

6º DIA DE RIR: THE WHO IMPRESSIONA PELO VIGOR E GUNS N’ ROSES FAZ MARATONA

Titãs, Incubus, Bomba Estéreo, Karol Conka e CeeLo Green também estiveram entre as atrações do penúltimo dia de festival.

POR ANNA MOTA E  LUCAS BRÊDA
DO SITE ROLLING STONE

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The Who no Rock In Rio 2017.

O público não se importou com o sol quente do Rio de Janeiro na hora de escolher como iria vestido para o penúltimo dia do Rock in Rio 2017. As camisetas pretas homenageando o Guns N’ Roses tomaram conta do local desde cedo, fazendo questão de mostrar por quem boa parte do público esperava na Cidade do Rock.

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Guns N’ Roses fez maratona de 3 horas de show.

E, se era Guns N’ Roses o que queriam, foram o que tiveram. O atraso foi menor do que o habitual, e a chuva que marcou a apresentação do grupo na edição de 2011 do evento não apareceu desta vez. Axl Rose não é o tipo de figura que se deixa passar em branco, e fez questão de permanecer por mais de três horas no palco, ainda que perdesse e recuperasse a voz na mesma medida em que recebia euforia e indiferença do público.

O repertório não deixou nenhuma música essencial de fora (teve “It’s So Easy”, “Mr. Brownstone”, “Sweet Child O’ Mine”, “Patience”, “November Rain”…), e ainda acrescentou uma versão à guitarra de “Wish You Were Here” (Pink Floyd) e covers de “Whole Lotta Rosie”, do AC/DC (banda com a qual Axl Rose saiu recentemente em turnê como vocalista), “The Seeker” (The Who) e “Black Hole Sun” (Soundgarden), que entrou recentemente no setlist da turnê de retorno como homenagem a Chris Cornell, morto este ano.

A longa performance do Guns foi um marco (principalmente para os que enfrentaram mais de 15 horas de festival), mas o acerto ficou por conta do show do The Who, que se apresentou às 22h35 no palco Mundo. Os mais de 70 anos do cantor Roger Daltrey e do guitarrista Pete Townshend, os dois únicos membros originais da banda, somente enfatizaram o quão impressionante foi a energia colocada no show de estreia da banda no Rio de Janeiro.

O público — que normalmente se distrai com facilidade no Rock in Rio — se manteve vibrante do início ao fim. O repertório foi impecável, com uma hora de duração, passando por clássicos como “Can’t Explain”, “Who Are You?”, “Behind Blue Eyes”, “Pinball Wizard”, “Baba O’Riley” e “Won’t Get Fooled Again”. Um momento que valeu a espera do público fluminense — e brasileiro.

Incubus e Titãs também passaram pelo palco Mundo neste penúltimo dia de festival. No primeiro show de grande porte sem o guitarrista e vocalista Paulo Miklos, a banda brasileira optou por hits do passado para segurar a plateia, como “Diversão”, “AA UU” e “Televisão”. As inéditas “Doze Flores Amarelas” e “Me Estuprem” praticamente passaram despercebidas em meio ao set list de sucessos.

No palco Sunset, o clima foi contagiante. Após receber o Cidade Negra cantando Gilberto Gil, o local abrigou a apresentação contestadora do Bomba Estéreo, que teve como convidada Karol Conka. CeeLo Green fechou a grande festa com melodias funkeadas e com pinceladas de R&B, como “Crazy” e “Fuck You”, além de ter recebido a brasileira Iza para “Fool For You”.

VAI LÁ E FAZ AMIZADE COM A DOR

POR FÁBIO CHAP

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A vida nos aperta pelo pescoço. Ameaça nos devorar e engolir em cada sonho mais ousado. ‘Se ponha no seu lugar’, diz a vida. E pra que a gente não dê passos a mais, ela nos afoga.

Minutos sem respirar. Dias sem respirar. Anos sem respirar. Mais mortos do que vivos, aguentamos. Prendemos a respiração e encaramos a porra toda. Dá medo, mas a gente abre mais uma porta e dá mais um passo. Uma porta, um novo passo. Outra porta, mais um novo caminho todo.

O boleto nos preocupa, o amor nos preocupa, a família nos preocupa, a política, então… Mas em meio a todo o caos, eu existo. É preciso que eu me preocupe, também, comigo. Nessa gigantesca jornada, existe você, é preciso que você se preocupe, também, com você.

Não podemos nos anular em nome de boleto, do amor ou da família. Se não dá pra gente saber nosso lugar no mundo, pelo menos dá pra gente saber nosso lugar na nossa própria vida. E não esquecer que ela – a tal vida – aperta o pescoço mesmo. Não se deixe morrer, há muito pra viver, então vai lá e faz amizade com a dor.

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5ºDIA DE ROCK IN RIO TEVE “SUNSET NORDESTINO” E BON JOVI PARA MULTIDÃO

Show do headliner foi o que atraiu mais público; parceria de Ney Matogrosso e Nação Zumbi dividiu opiniões.

POR LUCAS BRÊDA
DO SITE ROLLING STONE

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Bon Jovi mostrou muito equilíbrio na escolha do setlist, mas público ficou sem ‘Always’.

O segundo fim de semana do Rock in Rio segue intenso – nesta sexta, 22, o festival teve um dos dias mais cheios até agora. O público chegou cedo (especialmente em comparação ao dia anterior, quinta-feira) e ficou até os fogos anunciarem que, para a tristeza geral, o Bon Jovi não voltaria para um segundo bis.

A montanha-russa voltou a funcionar, a tirolesa continuou a todo vapor e o dia ensolarado ajudou o ambiente. O Baiana System, uma das atrações mais urgentes e interessantes de todo o Rock in Rio, carregou uma multidão logo cedo, depois das 16h, para o palco Sunset. A energia da apresentação foi tanta que nem parecia dia – e nem palco Sunset.

O palco secundário do festival, aliás, hoje era temático do Nordeste. Depois do furacão Baiana System, O Grande Encontro reuniu Alceu Valença, Elba Ramalho e Geraldo Azevedo para uma visita bem guiada aos hits “folk” da música nordestina. Foi um estardalhaço incomum para o festival, com menção ao ausente Zé Ramalho, “fora, Temer” e discurso de Valença. Já o encontro pouco entrosado – se não decepcionante, devido à grande espera – de Ney Matogrosso e Nação Zumbi não foi tão animado, ainda que tenha mantido o espaço interessante pelo ineditismo.

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Ney Matogrosso e Nação Zumbi no Palco Sunset.

O palco Mundo foi do pop rock e do classic rock mais reconhecível. Primeiro, o Jota Quest emendou covers de Lulu Santos e Roberto Carlos em um repertório que deveu às antigas (e mais funkeadas) e abraçou as baladas (e singles recentes). Ainda teve o rock genérico do Alter Bridge antes de um show bastante digno do Tears For Fears, que mostrou ter hits de sobra em uma apresentação calcada na performance de palco, com direito a uma cover de “Creep” (Radiohead).

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Jota Quest incendiou o Palco Mundo com pedidos de paz.

O Bon Jovi fez certamente o show mais cheio do palco Mundo até agora. Em comparação com o headliner do dia anterior, o Aerosmith, contudo, não foi o mais celebrado. O volume assustador de gente deu tons épicos a hits máximos como “It’s My Life” e “Livin On a Prayer”, mas o miolo do set list não segurou tanto o gás quanto a banda de Steven Tyler. Ao fim, o público não arredou o pé pedindo a esnobada “Always”, até se conformar que o show havia acabado sem a inclusão da faixa.

PANE NA MONTANHA-RUSSA E AEROSMITH PODEROSO MARCAM 4º DIA DE ROCK IN RIO

Dia ainda teve boas apresentações de Scalene, Fall Out Boy e Alice Cooper.

POR ANNA MOTA E LUCAS BRÊDA
DO SITE ROLLING STONE

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Aerosmith no RiR 2017

O Rock in Rio começou com um fim de semana pop, mas apostou em um line-up de classic rock para esta quinta-feira, 21. O público respondeu com camisetas de bandas, maquiagem pesada e muita animação, em uma tarde que, por estar no meio da semana, fez com que a Cidade do Rock demorasse mais que o normal para ficar cheia.

A menor movimentação não fez com que o dia fosse necessariamente mais tranquilo. Perto das 18h, a montanha-russa, uma das atrações mais procuradas pelo público, sofreu uma pane e deixou quatro pessoas presas durante 55 minutos. Com o incidente, que não deixou feridos, a organização decidiu fechar o brinquedo por tempo indeterminado.

O susto foi seguido pela grande chuva de fogos de artifício, anunciando o início das atrações no palco principal. Às 19h, o Scalene abriu a programação do Palco Mundo com um show sustentado em repertório próprio — e atual, já que lançou o disco mais recente, Magnetite, mês passado. A apresentação de qualidade provou o peso da produção musical contemporânea do país, com músicas como “Surreal” (de Real/Surreal, de 2013) e “Cartão Postal” (de Magnetite) sendo fortemente aplaudidas. Além do bom início de noite, o Scalene deixou a reflexão de que novas bandas podem (e devem) ter mais representatividade em festivais de peso como o Rock in Rio, afinal, a produção está a todo vapor. Só é necessário visibilidade.

Um pouco mais cedo, o palco Sunset já havia recebido o duo britânico The Kills. Em uma entrevista recente à Rolling Stone Brasil, o guitarrista Jamie Hince afirmou que “rock é atitude”. E foi isso que a apresentação dele ao lado de Alison Mosshart exalou. Com uma mescla de fases, a dupla trouxe riffs pesados do passado, como em “Kissy Kissy”, de Keep on Your Mean Side (2003), e elementos eletrônicos e dançantes do último disco, Ash & Ice (2016). Alison dominou o palco durante a uma hora de show, entregando uma performance enérgica e original.

No mesmo estilo caloroso seguiu o show de Alice Cooper, também no Sunset. O cantor, que completa 70 anos em 2018, comandou uma das horas mais intensas do festival, com um arsenal de recursos grotescos (como uma guilhotina, um boneco gigante do Frankenstein e uma câmara de gás) incrementando o rock pesado apresentado pela talentosa banda. “Poison” foi uma das canções mais vibradas, assim como “School’s Out”, que contou com a participação de Arthur Brown — que entrou ao som de um dos maiores sucessos dele, “Fire”. A apresentação, que ainda teve como surpresa uma entrada de Joe Perry, do Aerosmith (e colega de Cooper no projeto Hollywood Vampires), terminou com uma aclamada e breve cover de “Another Brick in the Wall”, do Pink Floyd, e com Cooper desejando “pesadelos maravilhosos” para a plateia.

Às 20h, o Fall Out Boy provou ter tamanho para o Palco Mundo com um catálogo da década passada, incluindo um final que teve “Thnks Fr Th Mmrs” e a surpreendente “Saturday”, não prevista no setlist. Também revigorou um dia dominado pelo passado distante e deu espaço para uma das vertentes menos respeitadas do rock, o emo, que passa por um revivalismo recente e merecia olhares mais atentos dos festivais brasileiros.

“Quantos ele tem mesmo?” “Nossa, ele ainda consegue cantar”, era o que mais se ouvia em torno do Parque Olímpico. A soma de um repertório clássico com o vigor de Steven Tyler, 69 anos, e seus companheiros foi o necessário para incensar a noite no Rio de Janeiro. Ainda mais depois de um morno show do Def Leppard, também no palco Mundo. Foi uma possível despedida do Aerosmith das terras brasileiras com tudo o que o público tinha direito (incluindo um momento épico com “I Don’t Wanna Miss a Thing” e uma cover de “Cone Together” , dos Beatles).

Nós continuamos de olho no RiR.