MOSTRA DE CINEMA DE GOSTOSO

A 7ª Mostra de Cinema de Gostoso acontece de 10 a 14 de março de 2021 no formato online devido a pandemia, mas continuará trazendo uma gama diversa de obras do cinema brasileiro! Veja a seleção desta edição:

Mostra Nacional – Longas Metragens

Açucena (2021)

Todo ano, uma mulher comemora seu aniversário de 7 anos. Direção: Isaac Donato (BA)

Trailer de Açucena

Antena da Raça (2020)

Em 1979, enquanto o Brasil vivia o momento conturbado da Lei da Anistia, Glauber Rocha realiza para a TV Tupi o programa “Abertura”, no qual interroga de frente um Brasil contraditório e em ebulição, pleno de utopias mas sempre sob o peso de chagas seculares. Quarenta anos depois, sua filha Paloma e o parceiro Luís Abramo voltam a esse material, recentemente restaurado, e o colocam em fricção com cenas do cinema de Glauber – mas também com imagens do Brasil de 2018: um país ainda conturbado e contraditório, que parece perseguir o rabo de sua própria história. Direção: Paloma Rocha e Luis Abramo (SP).

Até o Fim (2020)

Geralda está trabalhando em seu quiosque à beira de uma praia no Recôncavo da  Bahia, ela recebe um telefonema do hospital dizendo que seu pai pode morrer a qualquer momento. Ela avisa suas irmãs Rose, Bel e Vilmar. O encontro promovido pela espera da morte se torna um  momento de desabafo e reconhecimentos das quatro irmãs que não se reúnem desde a morte da  mãe, há 15 anos. Direção: Glenda Nicácio e Ary Rosa (BA).

Cavalo (2020)

Envolvidos num processo artístico, sete jovens dançarinos são provocados a um mergulho em suas ancestralidades. Direção: Rafhael Barbosa e Werner Salles (AL).

Trailer de Cavalo

Cidade Correria (2020)

Cidade Correria é Brasil pulsante e radicalmente coletivo. Por dentro do processo do espetáculo, o encontro do transbordamento das urgências cotidianas, contradições, alegrias, delírios, feridas e potências através da voz e nascimento do Coletivo Bonobando, grupo inspirador que se expande do palco para o mar, do mar para a cidade, da cidade para a tela. Direção: Juliana Vicente (RJ).

Nũhũ Yãg Mũ Yõg Hãm: Essa Terra é Nossa! (2020)

Antigamente, os brancos não existiam e nós vivíamos caçando com os nossos espíritos yãmĩyxop. Mas os brancos vieram, derrubaram as matas, secaram os rios e espantaram os bichos para longe. Mas os nossos yãmĩyxop são muito fortes e nos ensinaram as histórias e os cantos dos antigos que andaram por aqui. Direção: Isael Maxakali, Sueli Maxakali, Carolina Canguçu e Roberto Romero (MG).

Trailer de Nũhũ Yãg Mũ Yõg Hãm: Essa Terra é Nossa!

Mostra Nacional – Curtas Metragens

4 Bilhões de Infinitos (2020)

Brasil. 2020. Uma família vive com a energia de casa cortada. Enquanto a mãe trabalha, seus filhos ficam em casa conversando sobre ter esperança. Direção: Marco Antônio Pereira (MG)

Trailer de 4 bilhões de Infinitos

A Morte Branca do Feiticeiro Negro (2020)

Memórias do passado escravista brasileiro transbordam em paisagens etéreas e ruídos angustiantes. Através de um poético ensaio visual, uma reflexão sobre silenciamento e invisibilização do povo preto em diáspora, numa jornada íntima e sensorial. Direção: Rodrigo Ribeiro (SC)

Trailer de A Morte Branca do Feiticeiro Negro

Casa com Parede (2020)

Um assentamento urbano em remoção, após um incêndio que destruiu mais de 50% dos barracos. Mulheres, homens e crianças em mudança para tão sonhada moradia. Essa história é revelada de forma lúdica por uma criança de oito anos que viveu com sua mãe numa comunidade entre tábuas e lonas, mas que sonhava morar em uma casa com parede. Direção: Dênia Cruz (RN)

Trailer de Casa com Parede

De Vez em Quando eu Ardo (2020)

Louise é uma fotógrafa que busca a simbiose dos corpos. Seu encontro com Teresa, uma jovem que se oferece para participar da sessão de fotos, cria um abalo, muito maior do que elas podem imaginar. Direção: Carlos Segundo (MG).

Trailer de De Vem em Quando eu Ardo.

Lora (2020)

Na maior cidade do Brasil, Lora nos conduz a ver o centro de São Paulo através de seu olhar. Lora é uma mulher livre e plena de presença, que apresenta outra forma de pensar sobre pessoas em situação de rua. Direção: Mari Moraga (SP).

Trailer de Lora

Mestre Marciano (2021)

Em São Miguel do Gostoso, litoral do Rio Grande do Norte, pai e filho relembram tradições do passado que continuam vivas em suas mentes, e que transformaram José Marciano no maior mestre do Boi de Reis da cidade. Direção: Igor Ribeiro e Rubens dos Anjos (RN)

Ser Feliz no Vão (2020)

Um ensaio preto sobre trens, praias e ocupação de espaço. Direção: Lucas Rossi (RJ)

Trailer de Ser Feliz no Vão

Trindade (2020)

Trindade ouve os ecos da escravidão desde menina. Agora, é ela quem canta. Direção: Rodrigo Meireles (MG).

Teaser de Trindade.

Urubá (2020)

O mundo espiritual ao seu redor passa muito mais pelo terceiro olho do que pelos olhos físicos. O invisível aos olhos de Luiz não é invisível à sua sensibilidade espiritual. Direção: Rodrigo Sena (RN).

Trailer de Urubá

Vai Melhorar (2020)

Nos bastidores de uma campanha política para prefeito, a apresentadora Luísa sofre com a difícil convivência entre os colegas de trabalho. É a última semana antes do primeiro turno e Luísa, longe de sua cidade e sua família, descobre um escândalo que pode comprometer toda a eleição. Agora ela precisa decidir não só o seu destino, mas o de uma cidade inteira. Direção: Pedro Fiuza (RN).

Trailer de Vai Melhorar

Mostra Acervo

Vidas Secas (1963)

“Vidas Secas” é o pilar do movimento do Cinema Novo.  Inspirado na obra de Graciliano Ramos, é considerado uma obra prima e clássico do Cinema Brasileiro. Ambientado no início da década de 1940, descreve dois anos da vida de um vaqueiro itinerante e sua família, lutando para sobreviver no sertão, seco e devastado, do Nordeste do país. Direção: Nelson Pereira dos Santos.

Copacabana Mon Amour (1970)

Sônia Silk sonha ser cantora da Rádio Nacional e para sobreviver se entrega a turistas. Seu irmão Vidimar, empregado do Dr. Grilo apaixona-se pelo patrão. A mãe de Sônia e Vidimar acha que ambos estão possuídos pelo demônio. Sônia, que vê espíritos baixarem em seres e objetos estranhos, resolve procurar o pai de Santo Joãozinho da Goméia. Direção: Rogério Sganzerla.

São Bernardo (1972)

Paulo Honório, um sertanejo de origem pobre que, em uma empreitada financeira, se torna dono da decadente fazenda de São Bernardo em Viçosa, Alagoas. Determinado a fazer fortuna e ascender socialmente, ele recupera a fazenda, consegue entrar para a economia rural e casa-se com a professora da cidade, Madalena. Os problemas começam quando as diferenças de Paulo e sua esposa se acentuam. Baseado no célebre romance de Graciliano Ramos. Direção: Leon Hirszman.

Claro (1975)

Transitando entre documentário e ficção, político e pessoal, centro e periferia, Glauber inscreve sua trajetória no fluxo das mudanças que acontecem pelo mundo. Como todo imperador que se preze, Glauber não quer nada menos do que conquistar Roma. Claro é sua vitória. direção: Glauber Rocha.

Bicho de Sete Cabeças (2000)

Como todo adolescente, Neto (Rodrigo Santoro) gosta de desafiar o perigo e comete pequenas rebeldias incompreendidas pelos pais. Mas seus pais (Othon Bastos e Cássia Kiss) levam as experiências de Neto muito a sério e, sentindo que estão perdendo o controle, resolvem trancafiá-lo num hospital psiquiátrico. No manicômio, Neto conhece uma realidade desumana e vive emoções e horrores que ele nunca imaginou que pudessem existir. Inspirado no livro ‘Canto dos Malditos’, de Austregésilo Carrano Bueno. Direção: Laís Bodanzky.

Trailer de Bicho de Sete Cabeças.

Martírio (2016)

O retorno ao princípio da grande marcha de retomada dos territórios sagrados Guarani Kaiowá através das filmagens de Vincent Carelli, que registrou o nascedouro do movimento na década de 1980. Vinte anos mais tarde, tomado pelos relatos de sucessivos massacres, Carelli busca as origens deste genocídio, um conflito de forças desproporcionais: a insurgência pacífica e obstinada dos despossuídos Guarani Kaiowá frente ao poderoso aparato do agronegócio. Direção: Vincent Carelli.

Trailer de Martírio

Cinemateca Brasileira (1993)

Documentário sobre as atividades da Cinemateca Brasileira, acompanha o início da transferência para a sede atual.  O filme apresenta uma Cinemateca Brasileira ainda dividida por diferentes locais, assim como já esteve em inúmeros outros, sempre de maneira provisória e em depósitos muito longe do ideal e necessário. Direção: Ozualdo Candeias.

Sessão CineLimite

A Vida Provisória (1968)

Paulo José interpreta um jornalista mineiro que coloca sua vida em risco ao viajar para Brasília com documentos secretos para serem entregues a um político. Durante a viagem, ele relembra dois amores do passado. Em Brasília, não consegue fazer chegar os documentos a seu destino, sendo oprimido por forças do governo. Em texto de Jairo Ferreira datado de janeiro de 1969, Maurício Gomes Leite é citado: “Espero que A Vida Provisória seja recebido – e entendido – como uma dupla manifestação que envolve o ‘eu’ e o ‘nós’. O que há de pessoal no filme é marcadamente coletivo. E o que há de coletivo é extremamente pessoal”. Dir. Maurício Gomes Leite.

O Bravo Guerreiro (1968)

O jovem congressista Miguel Horta (Paulo César Pereio) representa um partido que se opõe diretamente ao governo federal. Ele muda de partido a fim de ser favorecido por aqueles no poder – comprometendo seriamente seus próprios ideais e sua ética no processo. Embora sua esposa reclame das atividades de Miguel, preferindo que ele fique em casa, ele prossegue com suas maquinações políticas. Quando se envolve em negócios sórdidos entre o governo burguês e os sindicatos locais, ele tenta fazer um longo discurso, falando sobre sua própria carreira política. Direção: Gustavo Dahl.

Desesperato (1968)

Em meados de 1968 – ano politicamente turbulento -, Antônio, um renomado escritor, volta para casa no Rio após um longo período de viagens pelo Nordeste para trabalhar nos ajustes finais de seu mais recente romance. Antônio se vê dividido entre a ideologia revolucionária do protagonista de seu livro e a resignação do ambiente burguês do qual faz parte. Insatisfeito com a situação nacional, Antônio entra para a luta armada, com graves consequências. Dir.: Sérgio Bernardes Filho.

Sessão Xanadu

As Libertinas – Três História de Amor e Sexo (1968)

(Episódio 1 – Alice: dir. Carlos Reichenbach Filho; Episódio 2 – Angélica: dir. Antonio Lima; Episódio 3 – Ana: dir. João Callegaro).

Três episódios sobre casamento, adultério e a busca de uma aventura sexual. No primeiro, Felipe, um escritor medíocre, divide-se entre a esposa Augusta e a jovem Alice. No segundo, Anita descobre que seu marido tem uma amante, Angélica. No terceiro, Marcos induz sua mulher a seduzir Mário, homem dominado pela esposa. Sua ideia é fotografar os dois juntos para chantageá-lo

Audácia, a Fúria dos Desejos (1969)

(Prólogo – dir. Carlos Oscar Reichenbach Filho; A Baladíssima dos Trópicos x Os Picaretas – dir: Carlos Oscar Reichenbach Filho; Amor – 69 – dir. Antonio Lima)

A cineasta Paula Nélson decide conseguir dinheiro para filmar com o namorado rico. Nas filmagens ele se envolve com uma aspirante a atriz, e ela com um amigo ator. A produção é interrompida quando o dinheiro acaba. No dilema de ter que ceder às pressões dos produtores da Boca do Lixo, que querem incluir cenas de sexo, a cineasta, seu assistentre deslumbrado, e uma amiga jornalista atravessam os dias em bebedeiras e perambulações pela cidade.

Sessão Boi de Prata

Boi de Prata (1981)

Eloy Dantas, filho de família latifundiária da cidade, ao retornar de uma temporada de estudos na Europa, quer implantar uma empresa de mineração. Um grande veio do mineral – scheelita – passa por dentro das terras de Manoel Vaqueiro, pequeno proprietário que se nega a vendê-las a Eloy. Dir.: Carlos Augusto da Costa Ribeiro Júnior.

Mostra Coletivo Nós do Audiovisual

Autômato do Tempo (2018)

Cena de Autômato do Tempo

Nas fissuras do que constitui a realidade, vive Renner. Um viajante do tempo que busca montar o quebra cabeça de sua história. Dir.: Rubens dos Anjos.

Filho de Peixe (2018)

Capa de Filho de Peixe

O filho de um peixe pode ser um peixe e também pode ser o que ele quiser. Dir.: Igor Ribeiro.

O Contador de Causos (2013)

Capa de O Contador de Causos

Livre interpretação da história da fundação do município de São Miguel do Gostoso, no Rio Grande do Norte. Dir.: Coletivo Nós do Audiovisual.

O Menino e a Caixa Misteriosa (2015)

Capa de O Menino e a Caixa Misteriosa.

Luiz certamente passaria a vida inteira brincando na terra quente com seus amigos se não fosse pela chegada de uma caixa misteriosa. A caixa atrai a atenção de todos e agora a vizinhança está em apuros. Dir. Leonardo Maximiano e Andrieli Torres.

O Pai da Noite (2015)

Capa de O Pai da Noite

Quatro adolescentes se perdem na mata, liderados por um feiticeiro picareta que evoca um espectro maligno visando antever o resultado do jogo do bicho. Dir.: Hugo Ério e Artísio Silva.

A Mostra de Cinema de Gostoso é uma realização da Heco Produções, CDHEC – Coletivo de Direitos Humanos, Ecologia, Cultura e Cidadania e Guajirú Produções.

Patrocínio: Lei Aldir Blanc Rio Grande do Norte, Fundação José Augusto, Governo do Estado do Rio Grande do Norte, Secretaria Especial da Cultura, Ministério da Cidadania e Governo Federal.

Apoio: Sebrae RN, BrLab, Edições SESC e Prefeitura do Município de São Miguel do Gostoso.