ONG ORIENTA POPULAÇÃO SOBRE DESOVA DE TARTARUGAS MARINHAS

Nesse domingo (29) a ONG AMJUS publicou uma nota nas suas redes sociais orientando a população sobre o que fazer ao se depara na praia com ninhos ou filhotes de tartarugas marinhas.

POR RICARDO ANDRÉ
SÃO MIGUEL DO GOSTOSO/RN

A seguir você confere na integra a nota da ONG a população, com orientações sobre como proceder quando se deparar com ninhos ou filhotes de tartarugas marinhas. A principal orientação é “não mexer” e entrar em contato com o serviço de monitoramento.

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“NÃO ALTEREM A CENA de uma ocorrência com tartarugas marinhas, principalmente sem conhecer os possíveis fenômenos das ocorrências.

O monitoramento da área de reprodução realizado pela AMJUS não acontece 24 horas por dia e, num espaço de tempo, muitas situações podem ocorrer, inclusive a mais natural e mais frequente, que é a “predação animal” mais comum por raposas do campo, “espécie classificada em situação de vulnerabilidade”.

Se uma predação ocorrer após o monitoramento, ela certamente só vai ser percebida tempos depois, ou, como também é comum, se algum cidadão de boa fé, ao ver, comunique imediatamente à AMJUS.

Vejam a primeira foto! A imagem de “um ninho” predado por raposa, tendo o cidadão jogado as tartarugas machucadas no mar [não adequado] mas ao menos registrando o ninho [a origem] com as pegadas e deixando a bandeira com a numeração do ninho.

Vejam a segunda foto! A recebemos pelo whatsapp, com os filhotes juntados sobre uma pedra, o que não é possível analisar um contexto por uma cena estática da foto.

A tartaruga marinha é parte de uma cadeia alimentar, que se alimenta e serve de alimento, tanto no mar quanto na areia. Lutamos para proteger da mais agressiva ação, que é a humana [antrópica]. 

Na predação animal, destacamos a raposa do campo por ser a mais comum, ela deixa o ninho aberto, alguns animais mastigados, inclusive com cabeças descoladas por ser a parte mais frágil e, os demais filhotinhos suportam apenas alguns minutos de sol, pois sofrem desidratação rápida e morrem. Bem como uma “predação humana” terá características particulares.

Mas é importante acionar a AMJUS, para analisar, registrar e entender o comportamento dos predadores, sejam animais selvagens ou humanos.

Compartilhar fotos via grupos de WhatsApp ou grupos fechados de Facebook, não levará nenhum cidadão a obter respostas concretas.

E se qualquer cidadão desejar, de verdade e boa fé, conhecer informações sobre ocorrência que não lhe pareçam comum, estamos no Facebook e no Instagram, por onde muita gente conversa com a AMJUS. Então é só entrar em contato. Principalmente, SEM ALTERAR A CENA!”

Autor: Ricardo André

Professor de Matemática, produtor cultural e tesoureiro do Espaço TEAR (CDHEC)