CRÍTICA: BATMAN VS. SUPERMAN – A ORIGEM DA JUSTIÇA

POR 42 BITS

Foram longos anos esperando que Batman e Superman se encontrassem nas telonas e em 2016 nós nos empolgamos em vê-los em Batman Vs. Superman : Origem da Justiça e mais uma vez entramos no trem do hype e descarrilhamos.

É complicado falar do filme pois a impressão é que nós apenas vimos aquele trailer do final de 2015, só que agora com duas horas e meia, tudo o que foi mostrado no trailer é o que o filme entrega – ás vezes isso é bom, só que nesse caso simplesmente você tem toda a estrutura da narrativa na sua cabeça – já há nos trailers os três arcos bem determinados e o que você encontra no filme você já sabe.

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A produção de Nolan está ali pra dar a credibilidade que nós sabemos que David S. Goyer não tem, Zack Snyder está no filme para fazer imagens bonitas, releituras de capas e cenas dos quadrinhos – fazer o filme ser lindo e isso ele é. Infelizmente o roteiro de Goyer e Terrio, mesmo tendo pinceladas de várias histórias memoráveis dos heróis acaba sendo de uma linearidade que nos lembra muito mais um Transformers do que um Batman: O Cavaleiro das Trevas (que nós sabemos que foi e ainda é o melhor filme da DC), o filme consegue colocar em seu roteiro várias teorias cinematográficas como MacGuffin, Arma de Tchecov e se isso já foi irritante em Vingadores: Era de Ultron, aqui fica ainda pior.

Tudo acontece quando o roteiro precisa, nós temos um Batman que é um herói há 20 anos mas Clark só ouviu falar dele agora quando está no Planeta Diário, o próprio Perry White (Lawrence Fishburne muito melhor aproveitado nessa sequência) brinca com isso, Lex Luthor consegue facilmente enganar os dois heróis como se estivéssemos vendo um antigo filme de 007 com seu Apocalipse. O didatismo do filme incomoda um pouco com o uso de flashbacks de forma exaustivas – precisamos mesmo rever a origem do Batman?

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Ben Affleck nos entrega um bom Batman, que merecia um filme para ontem. Gal Gadot é a grande estrela do filme e rouba a cena com sua Mulher Maravilha porém Henry Cavill entrega um Superman menos confiante do que o do final de Homem de Aço. A grande incógnita é mesmo o Lex Luthor de Jesse Eisenberg, uns amarão e outros odiarão – cheio de tiques e lembrando bastante o Coringa fica a pergunta: Qual será o papel do Coringa nesse universo? O Lex não consegue finalizar um discurso, ele não é eloquente, ele não é político (saudades Gene Hackman/Kevin Spacey) o que deixa ele muito longe do vilanesco dos quadrinhos e o deixa mais próximo de algum psicopata do Asilo Arkham.

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E AÍ, PRESTA?

É dever de todo fã de quadrinhos ver o filme, mesmo que não atenda as expectativas. Mas não é o que nós merecíamos, a DC/Warner ainda fica em dívida com os fãs. O filme teve uma ótima abertura nos Estados Unidos, porém as próximas semanas serão complicadas mas está sem competição até o final de abril. Ainda fica uma incógnita do tom que o filme quer atingir, já que ele não é destinado para crianças mas ao mesmo tempo não tem grandes cenas de ação elaboradas.

PRÓS

  • Batman de Ben Affleck,
  • Mulher Maravilha mostrando que merecia ter tido um filme antes,
  • Fotografia;
  • Cenas que remetem a capas e momentos chave dos quadrinhos,

CONTRAS

  • Lex Luthor descaracterizado;
  • Facilidade da criação do Apocalipse;
  • Roteiro simplista
  • A facilidade de como os heróis são enganados/e o que faz eles se “desenganarem”
  • Excesso de flashbacks
  • Superman de Henry Cavill não teve crescimento algum desde o último filme;
  • Lois Lane, dama em perigo e Macguffin para tudo.
  • Os trailers e featurettes entregaram tudo do filme.

Matéria original em: http://42bits.tv/batman-vs-superman-origem-da-justica-critica/

HORA DE SE DESLIGAR

Você já deve ter visto no O Contador que as eleições municipais tem novos prazos para convenções, filiações, registro de candidatura e campanha eleitoral, porém os prazos de descompatibilização continuam os mesmos.

POR RICARDO ANDRÉ
SÃO MIGUEL DO GOSTOSO/RN

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Desincompatibilização é o ato pelo qual o pré-candidato se afasta de um cargo, emprego ou função, cujo exercício leva a inelegibilidade, ou seja, o impedimento da sua candidatura. A legislação eleitoral prevê que, conforme o caso, o afastamento pode se dar em caráter temporário ou definitivo, também defini prazos diferentes para a vaga que se pretende concorrer, neste ano prefeito, vice-prefeito e vereador.

Dentro da grande variedade de cargos e funções podemos dar destaque para algumas que sempre causam grande mobilização politica nas prefeituras, lembrando que há prazos diferentes para quem deseja ser candidato a vereador, prefeito, ou vice-prefeito.

Os secretários municipais (e equivalentes) devem se desligar com 6 meses de antecedência (até esse sábado 02/04) no caso de visarem o cargo à vereador e com 4 meses no caso de prefeito ou vice-prefeito; o mesmo vale para o cargo de fiscal de tributos; os demais cargos comissionados devem se desligar com 3 meses de antecedência em ambos os casos.

Servidores públicos em geral  – professores, ASG’s, agentes comunitários de saúde, conselheiro tutelar, etc – interessados em concorrer em 2016 devem se afastar com 3 meses de antecedência para qualquer cargo, sendo seu afastamento remunerado. Os dirigentes sindicais devem se afastar em qualquer hipótese com 4 meses de antecedência.

Os cidadãos que já ocupam os cargos de vereador, prefeito e vice-prefeito, assim como os  presidentes de conselho de controle social e presidentes de associações sem fins lucrativos, não tem necessidade de se descompatibilizar.

Caro leitor fiz um resumo breve e simples de um tema que necessita de estudo, para maiores informações consulte os links abaixo ou procure o Cartório Eleitoral mais próximo.

Para saber mais:

TABELA DE DESCOMPATIBILIZAÇÃO ou www.tre-sc.jus.br/site/legislacao/eleicoes-2016/prazos-de-desincompatibilizacao/index.html

 

PAIXÃO DE CRISTO É ENCENADA EM GOSTOSO

Grande público e emoção foram os destaques do percurso de quase um quilômetro feito pelos atores/jovens de São Miguel do Gostoso.

POR AILTON RODRIGUES
SÃO MIGUEL DO GOSTOSO/RN

via sacra 2016
Público presente na Paixão de Cristo (Foto: José Carlos).

Um grande público se fez presente nas ruas de São Miguel do Gostoso para percorrer o trajeto estipulado pela organização da Paixão de Cristo 2016, foi quase um quilômetro feito pelos atores.

O evento organizado pelo Coletivo de Direitos Humanos, Ecologia, Cultura e Cidadania (CDHEC) e com parceria da Paróquia de São Miguel Arcanjo chegou a sua terceira edição, sendo duas delas nesse molde de Via Sacra.

A palavra para definir o evento de acordo com o presidente do coletivo, Fernando Miranda, foi pressa, tudo foi estipulado em menos de dois meses e com poucos recursos, mas o resultado foram grandes emoções proporcionadas a todos que assistiram, e a prova disso foram os inúmeros comentários nas redes sociais, confira alguns deles:

comentários
Comentários nas Redes Sociais.

“Acredito que a expectativa foi atingida e ultrapassada. Apesar do pouco tempo de ensaios e escassez de recursos tudo deu certo. Conseguimos fazer uma bela encenação e principalmente emocionar o publico com o verdadeiro sentido da Páscoa”. –  Fernando Miranda, presidente do CDHEC.

“Foi a melhor apresentação que eu já vi de Paixão de Cristo em todos esses anos. Se não fosse o problema dos microfones teria sido perfeito” – Maria Lúcia.

Aliás, o CDHEC está promovendo um Festival de Prêmios para arcar com alguns dos custos da encenação, se você quiser ajudar entre em contato pelos números do whatsapp: 84 99471-8736 ou 84 99656-9185.

SOBRE A ENCENAÇÃO

A saída foi no Espaço Tear, sede do CDHEC, às 20h e foi sendo paralisada ao longo das 15 estações que retratam a Via-Sacra.

Ainda sobre a parte de produção, o figurino foi todo confeccionado pelos atores chefiados por Jhony Ribeiro, assim como a direção que foi compartilhada com Fernando Miranda e Cinthia Matos. Destaque para a maquiagem realista das chagas de Jesus que foi produzida pelos donos da pousada Casa de Taipa, Kiko Prado e Marlos Prado. Os outros maquiadores que também auxiliaram na produção dos demais atores foram Patrícia Tenório, Stephany Menezes, Iris Vital e Eduardo Santos.

Apesar dos pequenos problemas com o som, a interpretação dos jovens gostosenses foi destaque e motivos de vários elogios. A novidade deste ano foi a inserção da dança durante a abertura e no encerramento do espetáculo.

Outro mérito do sucesso da apresentação foi dedicado aos músicos José Carlos, Andreza Fernandes, Taiza Miranda e Wellington França que ensaiaram cerca de 13 canções em duas semanas e auxiliaram no som suprindo em partes as falhas nos microfones dos atores.

  • GALERIA DE IMAGENS (POR: ARICLENES SILVA)

O Contador parabeniza ao grupo e continua de olho em tudo que agita São Miguel do Gostoso. Até qualquer hora!