ÚLTIMO “TAKE”: NOITE DE GALA

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SEXTO DIA: Mostra de Cinema de Gostoso chega ao fim com Cerimônia de Encerramento premiando filmes por votação popular. Rio Grande do Norte sai com dois troféus.

O último dia da Mostra de Cinema de Gostoso, nesta terça-feira (19), agitou a todas as 1200 pessoas (número estimado) que foram as areias da Praia do Maceió, afinal conhecemos os vencedores escolhidos por voto popular.

Pela manhã, o dia começou com a exibição dos filmes da Sessão infantil com a presença da educadora Bete Bullara. No Centro de Cultura houve o debate com os produtores Ângelo, que está presente em quatro filmes desta Mostra como “A Revolução do Ano” que fez o encerramento oficial na Praia do Maceió, além da Suerda Morais, produtora do potiguar “A Última Companhia”.

Já pela noite, a Cerimônia de Encerramento começou com a reexibição dos curtas produzidos pelos meninos do curso de audiovisual (“Entre Lonas” e “Promessas”) que por mais uma vez foi aclamado pela população. Além disso os agradecimentos oficiais aos mais de 100 envolvidos diretos na organização do evento.

Na sequência, conhecemos os vencedores desta edição com um sentimento de nervosismo e expectativa. Os prêmios foram esculpidos por um artesão de São Miguel do Gostoso chamado Hélio Rocha.

A menção honrosa foi dedicada ao documentário “Dominguinhos” de Joaquim Castro, Eduardo Nazarian e Mariana Aydar, que conta a história do cantor com os depoimentos dele mesmo e com músicas de alta qualidade dos acervos de artistas como Gilberto Gil.

O vencedor de Melhor Curta, ou melhor os vencedores, porque pela primeira vez houve um empate nessa categoria foram os potiguares “Abraço de Maré” de Victor Ciriaco contando a história de uma família ribeirinha do Rio Potengi e “O Menino do Dente de Ouro” do Rodrigo Sena, que retrata o despertar da adolescência de um menino de 12 anos no cenário da periferia de Alecrim.

“Ganhar um prêmio com a primeira exibição no estado onde eu moro com voto popular é muito legal, agradeço a todos que votaram no filme, pois ele é feito com muito amor e carinho. Quando está pronto ali na tela é muito legal, mas dá muito trabalho em fazer então a recompensa é isso! Vamos seguir em frente, que venham mais filmes”, disse Rodrigo Sena.

O mais esperado prêmio de Melhor Longa foi para o já conceituado “Hoje Eu Quero Voltar Sozinho” de Daniel Ribeiro, que retratou a história de um menino cego despertando sua vida sexual, vencendo preconceitos.

Então no ranking da Mostra, dois potiguares e dois paulistas levaram os prêmios, não por coincidência os dois foram os maiores fornecedores de obras desta edição.

Depois da premiação foi exibido o longa “A Revolução do Ano” que retratava a Primavera Árabe no seu apogeu.

“Foi uma mostra incrível. Há muito tempo que eu não sentia uma energia tão positiva das pessoas e ver como a comunidade participou, isso é muito interessante. Aos poucos a gente vai melhorar tudo, inclusive os filmes, mas estamos acertando em trazer mais obras para que o povo de São Miguel se identifique assim como trazer outros diferentes para que eduquem o olhar”, afirmou o coordenador geral do evento, Eugênio Puppo.

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Mas infelizmente a Mostra de Cinema chegou ao fim e o sentimento é justamente de nostalgia, afinal foram seis dias de cultura e emoções em São Miguel do Gostoso. Já deixamos o convite para a edição de 2015.

Até lá!

Por Ailton Rodrigues

VOCÊ NÃO VÊ, MAS ELES ESTÃO LÁ

Os responsáveis pela projeção ficam por trás de uma cortina preta, mas são essenciais para que todos vejam a arte dos cineastas.

Luiz Carlos (camisa amarela) sendo entrevistado por Ailton Rodrigues (Foto: Airis Vital)
Luiz Carlos (camisa amarela) sendo entrevistado por Ailton Rodrigues (Foto: Airis Vital)

Invisíveis. Este é o termo que pode definir bem a vida dos técnicos responsáveis em fazer a projeção de todos os filmes da Mostra de Cinema de Gostoso, em especial os da Praia do Maceió.

O Contador de Causos foi conversar com o chefe da operação no seu ambiente de trabalho em pleno funcionamento e em um dia estressante, afinal o blackout do quinto dia prejudicou alguns equipamentos e eles estavam um tanto “agitados”, mas no fim tudo deu certo e foi um sucesso como sempre.

Luiz Carlos tem 15 anos de profissão como Técnico em Projeção, é responsável com mais dois componentes em estabelecer o procedimento de luz, som e projeção na praia. Além disso é veterano, primeiro por fazer festivais por todo o país e segundo porque esteve nas duas edições da Mostra de Cinema de Gostoso.

Equipamento ao qual a equipe de projeção administra (Foto: Airis Vital)
Equipamento ao qual a equipe de projeção administra (Foto: Airis Vital)

“O próprio nome da cidade define, é gostoso demais! Eu me apaixonei pela cidade. Quando cheguei aqui fiquei maravilhado e já avisei na empresa que só eu faço esse festival”, disse Luiz Carlos sobre como se sentia ao exercer a profissão em Gostoso.

Luiz também falou sobre como se sente na responsabilidade que tem no evento: “Eu me considero o último integrante da equipe do diretor do filme. Se eu não fizer meu trabalho bem feito, todo o trabalho dele, que pode ter durado anos, vai por água abaixo. Eu sou responsável em jogar o olhar dele na tela para as pessoas verem”

Ainda nos revelou que a dificuldade do espaço montado na praia foi a areia, mas que trabalha por prazer e se sente feliz por isso.

Realmente esses profissionais merecem demais o nosso aplauso! Obrigado por nos proporcionarem momentos únicos.

O Contador de Causos continua na cobertura da Mostra. Até a próxima!

O BRILHO DO “OSCAR” NO APAGAR DAS LUZES

QUINTO DIA: Apesar de blackout atrapalhar um pouco os planos, Mostra de Cinema tem filme coroado por indicação brasileira no Oscar 2015 como principal atração da noite.

Cena do filme "Hoje Eu Quero Voltar Sozinho" (Foto: extra.globo.com)
Cena do filme “Hoje Eu Quero Voltar Sozinho” (Foto: extra.globo.com)

Uma palavra que resume o quinto dia da Mostra de Cinema, nesta segunda (18), é tranquilidade, o único detalhe mais tenso foi o blackout que paralisou por alguns minutos a Mostra Competitiva. O gerador teve que ser ligado para sanar o problema, mas a cidade ficou com uma capacidade baixa de eletricidade que ocasionou em luzes fracas nas residências e ruas no escuro.

Porém, a noite também foi marcada pelo filme brasileiro indicado para a pré-lista do Oscar 2015. “Hoje Eu Não Volto Sozinho” contou a história de um menino cego que se apaixona por outro menino. De maneira bem simples e envolvente trata homossexualismo e deficiência com grandes doses de naturalidade, afinal deveria ser tratada assim mesmo. O público “quebrou o protocolo” e aplaudiu a obra em dois momentos e não apenas no final, como já virou rotina na Mostra.

Pela manhã tivemos a Sessão Infantil, destacando o conhecido curta “Calango” do diretor Alê Camargo, já de tarde o destaque foi a obra potiguar “Sailor” do Victor Ciriaco. Os curtas da noite também foram bons, assim como o outro longa metragem “Ela Volta Na Quinta” que fechou os trabalhos. Uma curiosidade é que este longa foi gravado com a família original e a esposa verdadeira do autor André Novais Oliveira.

O Contador insere você dentro da Mostra de Cinema e já vai se aquecendo porque nesta terça vamos conhecer os vencedores da Mostra!

Até lá!

PRA CABRA NENHUM BOTAR DEFEITO

QUARTO DIA: Mostra de Cinema tem dia marcado por encanto nas obras nordestinas e pela marca conquistada de 50 horas de programação.

Marina Não Vai à Praia (MG) de Cássio Pereira
Marina Não Vai à Praia (MG) de Cássio Pereira

A Mostra de Cinema de Gostoso já tinha o que comemorar, mas ganhou um motivo a mais para concluir a festa nesse último domingo (16), isso porque a programação entre debates e sessões bateu a marca de 50 horas.

Além disso os filmes que mais chamaram a atenção do público foram os nordestinos, que já vem recebendo elogios pelo avanço significativo na construção das suas obras. Na Mostra Panorama além de todos os maravilhosos curtas, foi o único longa da tarde, chamado “Tatuagem”, que roubou a cena. O pernambucano Hilton Lacerda retratou a realidade da arte em meados de ditadura militar com direito a polêmica e tudo.

A noite na Mostra Competitiva o público foi imerso em cinco grandes obras de três estados (Pernambuco, Minas Gerais e Rio Grande do Norte). “Marina Não Vai a Praia” foi singelo ao ter como protagonista uma menina com síndrome de down e o detalhe é que ela chegou a falecer depois da obra finalizada, causando comoção na leitura da dedicatória do curta. Na sequência, o enigmático “Deserto Azul” que tem cenas gravadas no deserto do Atacama no Chile.

Já na segunda sessão da noite tivemos o curta potiguar “O Menino do Dente de Ouro” que retratou o despertar da adolescência em um menino por meios um tanto ilegais. No “Poeira de Prata no Escuro do Quarto” foi revelado que é importante ter um sorriso no rosto.

No fechamento da noite, o ápice com o longa “A História da Eternidade” que já vinha com o detalhe de ter a maior duração desta edição da mostra com 120 minutos, e simplesmente encantou o público fazendo mergulhar no sertão pernambucano carregado de crenças, preconceitos e músicas maravilhosas.

Outro grande detalhe do filme é a qualidade da fotografia que de maneira impar colocou o espectador na realidade nordestina, méritos ao diretor de fotografia Beto Martins. Ele disse em entrevistas anteriores que havia se inspirado nas cores das pinturas de Caravaggio, do século XVI.

A Mostra de Cinema está transformando a rotina das pessoas em São Miguel do Gostoso e o Contador de Causos está junto para contar a você todas essas histórias.

Até a próxima!

Por Ailton Rodrigues

POR TRÁS DA CÂMERA

#DebateNaMostra: Autores convidados para o terceiro debate fazem sucesso pela sutileza na hora de lidar com as dificuldades nacionais que o cinema encara, além disso o retrato da vida de cada um também chama atenção.

Cinema ao ar livre deixa noites agitadas em Gostoso (Foto: Pedro Corso de Albuquerque)
Cinema ao ar livre deixa noites agitadas em Gostoso (Foto: Pedro Corso de Albuquerque)

Sabe aquele momento em que você não entende um artigo de algum regulamento, ou pede para que a prestadora de serviço explique porque a conta veio tão cara? É exatamente este mesmo sentimento que as pessoas que vão ao Centro de Cultura participar dos debates têm, pois elas podem esmiuçar com os diretores o que não entenderam.

Neste domingo (16) os diretores Adirley Queirós (“Branco Sai, Preto Fica”), Kennel Rógis (“Sophia”) e Rodrigo Aragão (“Noite do Chupacabras”) foram bombardeado por perguntas dos espectadores que viram suas obras na Praia do Maceió.

Logo no começo cada diretor pôde explanar um pouco da sua experiência com cinema, por exemplo, Rodrigo disse com absoluta naturalidade que não é formado em cinema, mas que é autodidata. Adirley revelou que começou a encarar o cinema aos 28 anos e sua profissão antes das telonas era os gramados como jogador de futebol. Já o simpático Kennel Rógis encantou todos com seu carisma paraibano, em conjunto com o curta “Sophia” de sutileza ímpar.

Outros temas foram abordados como por exemplo a dificuldade de fazer e distribuir filmes no Brasil onde faltam incentivos, mas sobram problemas e ideias boas que se perdem.

No fim os diretores rasgaram elogios a São Miguel do Gostoso pela Mostra e disseram que pretendem voltar.

Nós estamos esperando por eles, não é mesmo? Continue conosco no Contador de Causos.

HAJA ESTÔMAGO

TERCEIRO DIA: Mostra de Cinema tem o tão esperado filme de terror “A Noite do Chupacabras”. Na prévia, grandes obras premiadas causaram comoção e alegria.

Cinema ao ar livre deixa noites agitadas em Gostoso (Foto: Pedro Corso de Albuquerque
Cinema ao ar livre deixa noites agitadas em Gostoso (Foto: Pedro Corso de Albuquerque

Parece que a Mostra de Cinema de Gostoso, apesar de todas as novidades, tem “ingredientes” que nunca podem sair da “receita” de sucesso do evento. Mesmo que um desses “ingredientes” venha junto com muito sangue, partes de corpo mutiladas e vômito. Esse é o caso dos filmes do cineasta Rodrigo Aragão, que pelo segundo ano seguido virou marca registrada do evento.

Na noite da sexta-feira (15), o filme mais esperado dessa primeira metade da Mostra foi o longa “Noite do Chupacabras” que desta vez foi colocado na categoria Sessão Especial e continuou sendo exibido na Praia do Maceió. O atraso mais uma vez foi visto, porém não atrapalhou tanto como no segundo dia, desta vez as sessões terminaram as duas da manhã.

Rodrigo aragão apresentando o seu filme (foto: Pedro Corso de Albuquerque)
Rodrigo aragão apresentando o seu filme (foto: Pedro Corso de Albuquerque)

O capixaba consegue criar seus filmes sem incentivos fiscais, com uma verba que não passa de 200 mil reais, que é relativamente barato em comparação a tantas outras obras, e sem atores conhecidos nacionalmente. Mas independentemente disso ele consegue arrancar o grito e o sorriso dos espectadores nessa mescla que só ele sabe fazer com o “terror-cômico”.

Porém a noite começou bem antes, a prévia do filme de terror teve várias obras já consagradas pelo país, como o longa “Branco Sai, Preto Fica” que contando a história de três homens, onde dois deles são marcados por um acidente que muda suas vidas e o outro vem do futuro investigar o acontecido, consagrou Adirley Queirós que faturou nada menos que 11 prêmios no Festival de Brasília deste ano, por este filme.

Ao curtas “A Chamada” e “Sophia” se tornaram grandes quando o assunto foi envolver os espectadores com histórias simples e singelas.

O outro longa da noite foi “O Último Cine Drive-In” que emocionou muitas pessoas com a história de um filho tentando conquistar o sonho de levar sua mãe, em estado terminal de câncer, para assistir no drive-in de Brasília, o último do país.

Já percebeu que não dá para piscar nessa Mostra de Cinema, né? Então fique com a gente no Contador de Causos que vamos contar absolutamente tudo para você.

Até a próxima!

A “COISA” TÁ MELHORANDO

#DebateNaMostra: Segundo dia de debates tem um tema específico, gera discussão e coloca espectadores no verdadeiro mundo por trás das telonas. Otimismo pelo cinema nordestino também foi ressaltado.

Mesa do debate está repleta de grandes nomes do cinema. (Foto: Pedro Corso de Albuquerque)
Mesa do debate está repleta de grandes nomes do cinema. (Foto: Pedro Corso de Albuquerque)

O segundo dia de debates na Mostra de Cinema de Gostoso possuiu um tema definido neste sábado, 15, onde autores, diretores e produtores puderam discutir as diretrizes do cinema nacional com ênfase no nordeste.

“A Produção Audiovisual no Nordeste” foi o título da roda de conversas entre público e cineastas, porém antes disso foi aberto o evento com Júlio Cavani, diretor do curta “História Natural”, e com o pessoal do Coletivo Caboré de onde surgiu o “Abraço de Maré” dirigido pelo Victor Ciríaco.

E a partir daí vários temas vieram à tona junto com o acréscimo dos diretores Anderson Legal (“Quebramar”), Kennel Rógis (“Sophia”), além do Fábio de Silva, diretor do curso de cinema da UNP. Uma mistura nordestina de Pernambuco, Paraíba e do Rio Grande do Norte.

Ficou visível que o que tira mais o sono dos cineastas brasileiros é o incentivo comercial, que no Brasil são poucos. Destaca-se com algumas ressalvas a Lei Câmara Cascudo que apoia e financia os projetos culturais em variadas áreas.

Debate no  Centro de Cultura (Foto: Pedro Corso de Albuquerque)
Debate no Centro de Cultura (Foto: Pedro Corso de Albuquerque)

Voltando aos filmes, a realidade é que o nordeste evoluiu na Mostra de Cinema de Gostoso. Tirando as obras infantis, os maiores fornecedores para esta edição são nordestinos (19 obras) sendo nove do RN. Esse aspecto otimista de evolução também foi passado no debate o que deixa a todos esperançosos para o futuro próximo.

Esperamos que essa evolução do cinema nordestino continue, se propague e se difunda em festivais como a nossa Mostra de Cinema de Gostoso.

E você fique ligado no Contador de Causos. Até qualquer hora!

PENSANDO FORA DA CAIXINHA

SEGUNDO DIA: Mostra de Cinema é marcada no segundo dia por filmes que fogem do “padrão” na Mostra Competitiva e um polêmico filme de temas fortes na Mostra Panorama.

Julio Cavani comentou sobre a sua obra "Históri Natural" (Foto: Pedro Corso de Albuquerque)
Julio Cavani comentou sobre a sua obra “Históri Natural” (Foto: Pedro Corso de Albuquerque)

O segundo dia da Mostra de Cinema de Gostoso, nessa sexta-feira, 15, foi marcado por filmes que o público não é acostumado a ver. São linguagens novas desenvolvidas pelos cineastas das obras que causam até estranhamento em alguns espectadores, por isso a frase “não entendi quase nada” foi frequente, o que não quer dizer que alguns não caíssem no gosto do pessoal.

Começando pela Mostra Panorama, o grande destaque foi o filme “Praia do Futuro” que mostrou a relação de dois homens após um acidente que envolvia um destes. O filme tinha cenas fortes e chamou atenção pela história que envolvia não apenas homossexualismo, mas também o abandono familiar. Emocionou algumas pessoas inclusive.

A noite, na Praia do Maceió, o documentário “Dominguinhos” foi uma das belas surpresas da noite. A história do cantor mostrada em forma de música de alto nível e narrada por ele próprio foi de uma delicadeza e de experiências sensoriais.

“História Natural” foi um curta que não tinha palavras, apenas som. “Abraço de Maré” foi mais um curta, a obra potiguar contou a história de uma família ribeirinha que vive em uma casa de taipa as margens do Rio Potengi.

O longa “Rio Cigano” foi uma ficção que contava a história de duas meninas ciganas separadas na infância e prendeu os espectadores na gigantesca tela da praia. Para finalizar, o esperado “Sem Pena” do coordenador da Mostra, Eugênio Puppo, mostrou com muita clareza a realidade carcerária do país, provocando reflexões em quem assistiu.

O único detalhe negativo foi que o atraso na exibição na praia, influenciou na presença do público na última sessão que acabou se prolongando até a madrugada.

O Contador de Causos estará de olho na Mostra de Cinema e conta tudo para você, até à próxima!

DEMOROU UM POUQUINHO

#DebateNaMostra: Primeiro debate com autores na Mostra de Cinema revela que a pressa não foi importante na formação do filme “A Luneta do Tempo” que durou 10 anos para ser filmado e finalizado.

Tuinho Schwartz falou sobre a produção do filme "A Luneta do Tempo"
Tuinho Schwartz falou sobre a produção do filme “A Luneta do Tempo”

Na manhã desta sexta-feira, 14, aconteceu o primeiro debate com autores dos filmes da Mostra de Cinema do Gostoso no novo Centro de Cultura e o primeiro convidado foi o produtor do longa-metragem “A Luneta do Tempo”, Tuinho Schwartz.

O Contador de Causos foi conferir e diz para você o que aconteceu de mais interessante. Primeiramente, Tuinho afirmou que o filme está sendo apresentado pela primeira vez na Região Nordeste, sendo Gostoso a quarta mostra ao qual “A Luneta do Tempo” participa.

Debate com Tuinho Schwartz começou os trabalhos na Mostra.
Debate com Tuinho Schwartz começou os trabalhos na Mostra.

Ainda questionado pelo vasto e rico acervo musical do filme, ele afirmou: “O filme tem umas 57 músicas, todas interpretadas por Alceu (Valença) e tudo foi moldado por ele.” O cantor fez seu primeiro filme, logo no sertão pernambucano com grande elenco, inclusive tendo a participação da potiguar Krhystal. Alceu a conheceu quando ela participou do especial “Som Brasil” que o homenageava.

Tuinho ainda revelou que a ideia do filme nasceu depois da morte do pai de Alceu Valença, onde o cantor resolveu voltar ao passado e resgatou temas da sua infância que era exatamente o nordeste e o cangaço.

Lembrando também que o filme só estreará em abril de 2015, ele ficou pronto em agosto para ser obra exclusiva no Festival de Gramado, acabou sendo chamado para Rio, São Paulo, atracou aqui em Gostoso e depois parte para Mar Del Plata.

O Contador de Causos tá de olho na Mostra de Cinema e te coloca dentro de tudo!

TUDO CERTINHO

PRIMEIRO DIA: Expectativas da estreia da Mostra de Cinema foram superadas e mais uma vez filmes da “casa” fizeram sucesso.

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Público Compareceu as areias da Praia do Maceió (Foto: Pedro Corso de Albuquerque)

Foi um dia de grandes emoções nesta quinta-feira, 13, afinal foi dado o pontapé para uma maratona de seis dias e 62 filmes da Mostra de Cinema do Gostoso. Como a primeira impressão é a que fica, os organizadores do evento foram então categóricos nesse ponto, o telão foi maior do que no ano passado e o tablado que suporta o público nas areias também cresceu.

Gostoso mais uma vez foi o destaque do estado com direito a link ao vivo para emissoras de TV e grande público, cerca de 1500 pessoas (número estimado) foram as areias da praia do Maceió que é o principal palco da Mostra.

Eugênio Puppo e Mateus Sundfeld na Cerimônia de Abertura (Foto: Pedro Corso de Albuquerque)
Eugênio Puppo e Mateus Sundfeld na Cerimônia de Abertura (Foto: Pedro Corso de Albuquerque)

Mais voltando a cerimônia, toda espera de pouco mais de uma hora valeu a pena, os anfitriões eram o cineasta Eugênio Puppo e seu fiel escudeiro Matheus Sundfeld, junto com eles vimos um aperitivo dos filmes selecionados e ainda certificaram os alunos do curso audiovisual que mostrariam os frutos da jornada de estudos naquela noite.

“De fato o que nos move a fazer tudo isso aqui são esses alunos”, disse Puppo ao anunciar os alunos para receberem seus certificados.

A sessão então teve início com os filmes de Gostoso, ambos curtas-metragens, primeiro foi o “Entre Lonas”, uma comédia que contou de forma leve o polêmico assunto do trabalho infantil, tão comum no nordeste, na sequência o documentário “Promessas” que tratava do Marco da Praia dos Marcos, fonte de grande religiosidade que foi deslocado para Natal nos anos 70 causando impactos culturais. Claro que foram ovacionados pelo público presente.

Para fechar a noite o longa-metragem que abriu os trabalhos da Mostra Competitiva. Coube “A Luneta do Tempo”, do estreante cineasta e renomado cantor, Alceu Valença mostrar como se faz um faroeste brasileiro ser amado pela crítica. O filme se passa no nordeste remetendo a história de Lampião e possui uma elogiável trilha musical que apenas define e assina em baixo um forte candidato de ganhar o Prêmio Câmara Cascudo, dado aos mais votados nessa Mostra.

Alunos do Audiovisual (Foto: Pedro Corso de Albuquerque)
Alunos do Audiovisual (Foto: Pedro Corso de Albuquerque)
Produtores apresentando os filmes da noite (Foto: Pedro Corso de Albuquerque)
Produtores apresentando os filmes da noite (Foto: Pedro Corso de Albuquerque)

Mais é só o começo, a Mostra de Cinema de Gostoso ainda nos reserva muitas emoções! Confira tudo aqui no Contador de Causos, até a próxima!