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PREFEITURA GOSTOSENSE OFERECE 10% DE INSALUBRIDADE PARA QUE EDUCADORES ESQUEÇAM RETROATIVOS

O Prefeito Renato de Doquinha de São Miguel do Gostoso oferece insalubridade às vésperas do período eleitoral, mas em troca servidores devem abrir mão de retroativos e processos em andamento.

Por Assessoria de Comunicação SINTE/RN – Núcleo de São Miguel do Gostoso

No último dia 30 de julho a diretoria do Sindicado dos Trabalhadores em Educação Pública (SINTE) núcleo de São Miguel do Gostoso foi convidada para uma reunião com o prefeito Renato de Doquinha, o encontro acabou sendo realizado com uma serie de representantes da prefeitura, em especial o Secretário Municipal de Educação, Franklin Albert, e dois advogados.

Nesse encontro os representantes da gestão fizeram a proposta de inclusão de 10% de insalubridade na folha de pagamento, ainda na folha de julho, porém como contrapartida os servidores deveriam abrir mão do processo que está em curso que solicita Insalubridade de 20% e retroativo dos últimos 5 anos.

Se somou à reunião o advogado do SINTE municipal, Dr. Sésion, através de vídeo conferênciae explicou sobre os processos que foram ajuizados pelos profissionais da educação após uma série de negociações fracassadas com a gestão. O SINTE aprovou o pagamento imediato dos 10% de insalubridade, e uma proposta de pagamento parcelado do retroativo, mas a decisão de desistir dos processos feriria o interesse dos sindicalizados, sendo necessário discutir o tema com a classe. Ficou agendado para o último dia 03 de agosto a apresentação de uma proposta para o retroativo, mas a prefeitura resolveu recuar das negociações sem pagar os 10% de insalubridade dos ASG’s.

Muitos servidores se mostraram indignados com a proposta apresentada de surpresa, sob a pressão do limite do período eleitoral para alterar a folha de pagamento, e sob o pretexto de eliminar os processos na justiça e desistir do retroativo.

“Fizemos inúmeras reuniões, como você bem sabe e participou de quase todas. Entramos na justiça pra tentar ter nossos direitos assegurados, perdemos tempo, gastamos dinheiro com locomoção, fizemos caminhada de protesto, fizemos de tudo pra no final receber o ‘proposta’ […]”, disse Elton Cosme,  ASG

CASO GANHOU AS REDES SOCIAIS

Um grande debate desse não poderia ficar fora das redes sociais e foi o que aconteceu, um dos servidores indignado com a proposta foi as mídias sociais expor sua insatisfação com o descaso da gestão.

TRÊS ANOS DE PLEITOS

A luta do SINTE/RN é constante, não só por salários, mas como também por melhores condições de trabalho e melhores estruturas para alunos e profissionais da educação. Além de lutas que se estendem nessa gestão como a insalubridade para os ASG’s e o reajuste para professores especialistas. Outra grande batalhaé pela estrutura das escolas, materiais didáticos e transporte escolar, o que culmina em uma série de problemas que vem derrubando a qualidade da educação em São Miguel do Gostoso.

Um tema que foi esquecido pela gestão é o plano de cargo e carreira dos profissionais da Educação, que foram incluídos em 2016. Desde lá a lei não vingou e até hoje profissionais com formação esperam esse reconhecimento, que vem sendo ignorado pelo prefeito Renato de Doquinha.

CRESCIMENTO DO SINTE/RN EM SÃO MIGUEL DO GOSTOSO

A conjuntura política em que os sindicatos estão inseridos a nível nacional tem sido um desafio para todos, porém, na contramão disso o SINTE/RN do Núcleo de São Miguel do Gostoso tem mostrado sua força desde que a nova direção do núcleo assumiu em 2017. De lá para cara se iniciou um trabalho intenso de filiações ao sindicato, passando de 91 para 156 sócios, um crescimento 71,24%. Além de professores, outros profissionais da educação como secretários escolares, auxiliares administrativos, motoristas e auxiliares de serviços gerais (ASG’s) se somaram a luta.

Esse crescimento foi motivado por uma série de medidas. A compra de um carro foi uma importante ação que possibilitou a realização de visitas regulares às escolas da Zona Rural, aumentando assim o poder de articulação do Sindicato. Também foram realizadas reformas na sede que recebeu nova fachada e ganhou uma copa, outra ação solicitada pelos sócios e executada pela diretoria tem sido o calendário cultural que tem garantido a realização de grandes eventos de confraternização.

IDEB DE GOSTOSO CAI PELA PRIMEIRA VEZ DESDE QUE ÍNDICE COMEÇOU A SER MEDIDO

IDEB dos municípios divulgado nessa segunda (03) revela primeira queda de desempenho de São Miguel do Gostoso desde que o índice começou a ser medido.

POR RICARDO ANDRÉ
SÃO MIGUEL GOSTOSO/RN

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O Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (INEP) divulgou nesta última segunda-feira (03) as notas do Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (IDEB) referentes ao ano de 2017 e mostrou o que o povo já sentia, a queda da qualidade na educação básica de São Miguel do Gostoso.

Os números são preocupantes, na análise da primeira etapa do ensino fundamental (5º ano), Gostoso amargou sua primeira queda, de 4,8 passou para 4,5, uma queda de 6,25%, mas ainda ficou acima da meta, 4,1. Essa etapa do ensino vinha em ascensão desde 2005 com uma média de 10% de crescimento a cada ano e de repente despencou.

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Na etapa final do ensino fundamental (9º ano) o resultado foi ainda pior, passou de 3,5 para 3,1, uma queda de 8,33% e deixou Gostoso fora da meta estabelecida pelo MEC, que era de 3,7. Nessa etapa (que é a passagem para o ensino médio) o município ficou 16% abaixo da meta, uma queda brusca. Para reforçar ainda mais os dados, diminuiu o número de aprovados no IFRN ao longo dos anos.

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Os recursos abundantes das eólicas em 2015 e 2016 não refletiram resultados na educação, nem tão pouco o falado “desenvolvimento turístico” de São Miguel do Gostoso gerou reflexos positivos na educação. Tivemos sim, uma ampliação da rede particular em detrimento da rede pública e pioraram os serviços na educação, não é segredo para ninguém que hoje transporte, merenda e material didático são problemas permanentes na educação gostosense.

Esse ano o núcleo local do SINTE/RN apontou diversas irregularidades nos serviços da educação pública, mas de lá para cá, quase nada mudou, os problemas permaneceram os mesmos.

O fim das coordenações de pólo desencadearam a falta de controle de gestão administrativa e pedagógica nas comunidades rurais, logicamente a Secretaria de Educação com sua dificuldade tradicional de transporte não conseguiria ajustar o problema de tantas escolas por controle remoto.

OPINIÃO – TRAGÉDIA ANUNCIADA

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São Miguel do Gostoso não pode continuar com as tristes notícias que envolveram a educação nos últimos meses. Vivemos tempos de crise onde sabemos que administrar segue sendo o principal caminho onde a velha tônica do educação e saúde devem ser o primordial nunca foi tão verdadeira e necessária.

Faltava merenda, falta transporte, falta acompanhamento pedagógico. O Contador e o SINTE já mostraram uma série de matérias com fundamento em dados e registros que provam isso de trás para frente, mas continuam falando que o problema não existe.

Acima citamos os chamados coordenadores de pólos, eles cuidavam de 3 a 4 escolas dos distritos e eram responsáveis por dar suporte aos projetos dos professores, registrar livros de ponto, marcar reuniões de pais e mestres, receber e encaminhar lista de materiais didáticos para serem comprados pela Secretaria de Educação, resolver pequenas pendências das escolas como falta de gás, promover reuniões dos professores e análise de avaliações, dentre outras coisas… Foram extintos em 2013 por serem julgados como “desnecessários” pelas palavras do Secretário de Educação da época.

Atualmente existe o Diretor de Núcleo de Educação de Campo e seu vice para tomar conta de todas as 14 escolas rurais. Sinceramente, mesmo com os diretores em quatro destas escolas, vocês acham que eles cobrem toda a demanda? Está claro que não. Mas, penso que este não é o único problema, afinal a nota do IDEB também envolve a sede, porém vale a pena refletir.

Esperamos ansiosamente que possamos discorrer no IDEB de 2019 que esses números tristes ficaram para trás, pois o que está em cheque aqui não é a obtenção ou não da meta do IDEB, mas a primeira queda em mais de 10 anos.

Nós continuamos de olho. Até qualquer hora!

LIVROS INFANTIS QUE DISPARAM BOAS CONVERSAS EM SALA DE AULA

Veja 15 indicações de leituras e saiba o que levar em conta na hora de escolher uma história para contar à sua turma.

Por: Soraia Yoshida, Laís Semis

Ilustração de Bruna Assis para o livro 10 Bons Conselhos do Meu Pai, de João Ubaldo Ribeiro. Foto: Divulgação.

Os livros infantis estão entre os materiais mais usados em sala de aula na Educação Infantil e nos primeiros anos do Ensino Básico. E por uma razão importante: eles podem compor um universo de temas que o professor quer trabalhar com as crianças e ampliar seu vocabulário e compreensão. “O livro é um ‘disparador’ para que as crianças possam pensar sobre algumas coisas, como respeito, o outro e aquilo que que é diferente”, diz Denise Tonello, orientadora educacional e pedagógica do 1º ciclo Ensino Fundamental 1 no Miguel de Cervantes, em São Paulo. Segundo ela, principalmente na faixa até o 3º ano, as histórias são importantes para trabalhar essa reflexão das crianças sobre vários assuntos.

Para o professor, tão interessante quanto as histórias que o livro conta é o que essa leitura trará para a turma. “A literatura ajuda no desenvolvimento da linguagem, na ampliação do vocabulário, além de despertar sentimentos, emoções, desenvolver a imaginação, a criticidade, proporcionar experimentar mundos novos de modo significativo e prazeroso”, afirma a professora Samantha Ishikawa, do Colégio Santa Maria. Nesse processo, durante ou após a leitura, é crucial ouvir as crianças, para que digam qual é o seu entendimento. “Às vezes a gente se surpreende com o que elas enxergam naquela história”, afirma Denise. Ela reforça que as histórias são importantes, mas as crianças também precisam ver exemplos na vida real. “Não adianta pegar um livro bom, ler com os alunos e achar que já fez sua parte. É importante dar voz para a criança e perceber o que e como ela entende a história”.

O educador precisa estar ciente que não é uma questão de escolher o livro somente preso a ensinamentos moralizantes. “Trocar impressões, aguçar percepções, demorar-se em uma página, voltar e reler trechos provocadores são situações muito mais valiosas do que buscar mensagens, na maioria das vezes, reducionistas”, destaca Cristiane Tavares, mestre em Literatura e Crítica Literária pela PUC-SP e coordenadora do curso Livros, crianças e jovens: teoria, mediação e crítica, no Instituto Vera Cruz.

Nesse contexto, se o professor tem um tema claro de conversa que deseja puxar com a turma, vale questionar se a escolha do livro contempla o tema como estereótipo ou em suas sutilezas. “Via de regra os livros que disparam as melhores conversas com as crianças não são aqueles que necessariamente tratam do tema de forma direta”, pondera Cristiane. Um livro que foi programado para falar sobre preconceitos, por exemplo, pode sustentar e perpetuar estereótipos, mesmo que não intencionalmente.

“Ao escolher os livros, os professores preocupam-se muito com a linguagem explícita e com as imagens, se o livro é visualmente interessante e se o vocabulário é de fácil compreensão para a faixa-etária”, diz Samantha.

Embora a preocupação seja legítima, outros cuidados devem ser tomados considerando o tema, a ampliação do vocabulário e os significados das palavras e as próprias interpretações que podem ser feitas a partir da leitura.

Divulgação do livro infantil Esperando a Chuva, de Véronique Vernette. Foto: Divulgação. 

Abordagens Questionáveis

Nesta semana, por exemplo, uma cartilha com a proposta de apresentar hábitos alimentares prejudiciais à saúde e a contra obesidade infantil foi distribuída para crianças em São José dos Campos (SP). O material associava gordo a botijão. A abordagem foi considerada preconceituosa e agressiva. Em 2017, outro tema causou repúdio. O livro Peppa, de Silvana Rando, suscitou muitas discussões e foi retirado de circulação. A proposta era discutir como as crianças, por vezes, acabam deixando de aproveitar a infância ao se obrigar a seguir determinados padrões. O sonho da protagonista Peppa é ter um cabelo liso. Mas para chegar até a proposta, a personagem passa por situações e comparações que muitos consideraram ofensivas – apesar da autora não ter tido a intenção e alguns leitores não enxergarem problemas na forma como o texto trabalha a questão. Os cabelos de Peppa, por exemplo, eram descritos como “feitos de aço”, o que remeteu comparações entre cabelos crespos e palhas de aço (ou Bombril) –expressão geralmente usada de forma ofensiva para falar dos cabelos de meninas negras.

“Dependendo de como o livro surgiu, ele não vai ter um bom efeito, pois parte de um estereótipo”, defende Cristiane. “É melhor um livro que não tem essa conversa editorial, mas que foi escrito por um autor negro, por exemplo”. Samantha concorda e acrescenta que além de considerar a história de vida do autor, é interessante compartilhar esse conteúdo com os alunos após a leitura. “Além de se familiarizar com o autor, isso abre a possibilidade de compreenderem melhor a intencionalidade do professor com essa ação”, diz. A professora também indica que a forma como a linguagem é abordada no livro infantil é fundamental para o seu sucesso ou seu fracasso. “Por isso, é fundamental que o professor analise bem a linguagem apresentada pelo livro”.

Para Cristiane, a leitura compartilhada com crianças pode ser disparadora de boas conversas sobre os mais variados assuntos. “Mas conversar sobre livros é, antes de tudo, uma experiência estética. Na maioria das vezes, os não-ditos são extremamente significativos”, considera. Por esse motivo, a conversa pode estar baseada em outros elementos que não a mensagem em si. O ‘disparador’ pode estar nas ilustrações, na construção textual ou no próprio projeto editorial.

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Além disso, Samantha destaca que, muitas vezes, é a partir das perguntas dos professores que os livros trazem essas boas conversas e os alunos percebem o que está nas entrelinhas. Para isso, é importante aguçar a curiosidade dos alunos em relação ao tema. Ela indica que é possível conversar antes da leitura sobre o título, imagens de capa e contra-capa e até mesmo o próprio conteúdo. A troca entre perspectivas dos alunos também é importante nesse processo. “Isso é fazer a predição, é envolver os alunos na tentativa de estabelecerem relações. Depois a história será contada e confirmarão ou não suas hipóteses iniciais”, diz.

A seguir selecionamos alguns livros indicados pelas entrevistadas desta reportagem. No entanto, sobre a lista de bons autores e livros, Cristiane acrescenta: “Uma lista é sempre uma lista – reduzida e incompleta, ponto de partida, nunca de chegada!”.

1. Dez bons conselhos do meu pai
João Ubaldo Ribeiro – Companhia das Letras

O livro elenca valores a partir dos conselhos que o pai do escritor lhe deu: seja verdadeiro, pense no que você faz, nunca seja medroso… Durante a leitura, o professor pode explicar a razão desses conselhos para as crianças e trabalhar a questão dos valores e da importância de ouvir os mais velhos.

2. O sol se põe na tinturaria Yamada
Claudio Fragata – Editora Pulo do Gato

Ao retornar à cidade na qual passou a infância, o senhor Yamada faz uma viagem ao tempo com o neto a partir de poesias e de uma velha cantiga. A partir da leitura, é possível trabalhar a relação afetiva com os livros, poesia, família, cotidiano e até com a própria escola.

3. Roupa de brincar
Eliandro Rocha –  Editora Pulo do Gato

Indicado tanto para uma leitura compartilhada quanto para quem está começando a ler sozinho, a obra conta a história de uma menina que tinha como a melhor diversão o guarda-roupa da tia. É um livro para se trabalhar as relações familiares, fantasia e realidade, olhar infantil, brincadeiras, mudanças e superação.

4. Maria vai com as outras
Silvia Orthof – Editora Ática

Maria era uma ovelha que sempre fazia o que as outras ovelhas faziam. E se uma ovelha faz algo que não deveria e as outras copiam? É um livro que faz a criança pensar por ela, o que é certo e o que é errado.

5. O pote vazio
Demi – Martins Fonte

O imperador busca um sucessor e decide distribuir sementes a todas as crianças, para que cultivem flores, dizendo que uma delas será escolhida. A história trabalha a questão do fracasso e da honestidade, com ilustrações e texto primorosos.

6. O Reizinho Mandão
Ruth Rocha – Saraiva

O personagem do título é um menino que vive dando ordens aos outros e só faz o que quer. É uma história para que o professor trabalhe a questão do coletivo, lembrando às crianças que em casa pode ser uma coisa, mas no dia a dia com o grupo e na escola é preciso dar espaço ao outro.

7. Valores para convivência
Esteve Pujol – Pons

Coletânea de contos que falam de respeito, justiça, desigualdade. A partir dos temas, o professor pode discutir com as crianças quais são os valores que consideram importantes em suas vidas.

8. O Livro das Virtudes para Crianças
William J. Bennet – Nova Fronteira

Dois volumes com contos, em que cada história trabalha uma virtude. A leitura ajuda as crianças a reconhecer os bons valores.

9. Não fui eu!
Brian Moses – Editora Scipione

É um livro para tratar a questão da honestidade, a partir da história do menino que não assume aquilo que fez.

10. Pode pegar!
Janaína Tokitaka – Boitatá

A obra aborda de forma sutil a identidade do gênero a partir de uma questão muito presente desde o nascimento das crianças: existe roupa de menino e roupa de menina? O questionamento sobre os costumes culturais é feito a partir de dois coelhos, um de saia, batom e sapatinho de salto e de botas, calça e gravata.

Ilustração do livro infantil Tenho Medo, de Ivar da Coll    Foto: Divulgação

11. Tenho medo
Ivar da Coll – Livros da Matriz

Eusébio não consegue dormir por ter medo dos monstros que se escondem em lugares escuros. Para se proteger dos perigos da noite silenciosa, ele conta com um amigo. A obra trata da confiança e da importância da amizade para vencer os medos – mesmo que sejam imaginários.

12. Minhas duas avós
Ana Teixeira – Pólen

O tema central é o das diferenças. A autora faz uma ponte, tanto no texto, quanto nas imagens do livro entre sua própria vida e a ficção. A história fala sobre duas mulheres muito diferentes, que vivem juntas em um universo lúdico.

13. Vazio
Catarina Sobral – Ed. 34

Este é um dos títulos que não fica restrito à história escrita l – até porque se trata de um livro sem palavras. A partir de recortes, pinceladas, carimbos e garatujas, a autora cria uma fábula visual que permite vários níveis de leitura sobre o sentimento do vazio.

14. Esperando a chuva
Véronique Vernette – Editora Pulo do Gato

Afinal, vai chover ou não? Nesse livro, a autora explora a necessidade do homem de se adaptar à força da natureza. O texto em primeira pessoa também ajuda as crianças a se identificar com os pensamentos da personagem.

15. Migrando
Mariana Chiesa Mateos –  Ed. 34

Neste livro também sem palavras, a autora aborda um tema cada vez mais presente dentro das escolas: a imigração. A leitura pode ser iniciada pela capa ou contracapa: tem dois inícios com duas histórias de imigração paralelas que se cruzam em seu interior.

E no seu caso, professor, quais livros infantis já dispararam boas conversas com a sua turma?

Até qualquer hora!

Original: https://novaescola.org.br/conteudo/11657/livros-infantis-que-disparam-boas-conversas-em-sala-de-aula

AVANÇANDO NA APRENDIZAGEM DE ALUNOS SILÁBICOS-ALFABÉTICOS E ALFABÉTICOS

Como propor desafios para quem está avançando na alfabetização.

POR MARA MANSANI
Com boas intervenções pedagógicas no processo de alfabetização os alunos avançam. Crédito: Mariana Pekin.

Olá, professores!

Lembram-se que na semana passada comecei a falar um pouco sobre as hipóteses de escrita de nossos alunos? A ideia é que, no post de hoje, nós exploremos outras duas hipóteses e duas atividades que ajudam esses alunos a avançar. Vamos a elas?

Quais são as boas situações de aprendizagens, as atividades que fazem os alunos em diferentes hipóteses avançarem em seu processo de alfabetização? Esse questionamento é um entre os muitos que fazem parte do planejamento de todo professor alfabetizador. Mas para chegar à resposta precisamos primeiro compreender como os alunos que estão nessas hipóteses pensam a escrita.

Hipótese silábico-alfabética

Segundo estudos e pesquisas de Emilia Ferreiro, os alunos silábicos compreendem que a escrita é a representação da fala e estabelecem relação entre grafemas e fonemas, percebendo os sons da sílaba.

Na etapa silábico-alfabética, os alunos que antes representavam cada emissão sonora com apenas uma letra não se contentam mais com isso, e nessa construção do conhecimento passam agregar mais letras para representar uma determinada emissão sonora. Há momentos em que ele escreve atribuindo a cada sílaba uma letra, e outros em que ele representa as unidades sonoras menores, os fonemas.

Emilia nos ensina que, nesse período há a alternância grafofônica. Isso quer dizer que a criança alterna o uso de duas letras para representar a mesma emissão sonora. É assim: a criança escreve a mesma sílaba em uma palavra usando uma letra e em outra palavra a mesma sílaba é escrita de forma diferente, com as letras adequadas. Pensamos, então, que a criança pulou letra, que está escrevendo sem atenção, mas não é nada disso. Ela, na verdade, consegue em suas hipóteses criar mais de uma versão para a escrita da mesma emissão sonora. Fantástico! Há muito conhecimento nisso!

Hipótese alfabética

Já os alunos na hipóteses alfabética compreendem o sistema de escrita alfabético, entendendo que cada um dos caracteres da palavra corresponde a um valor sonoro menor do que a sílaba. Suas preocupações e questionamentos são agora de ordem ortográfica e textuais.

Vamos às atividades! São duas propostas que podem ser feitas com alunos silábico-alfabéticos e alfabéticos que sempre faço com meus alunos:

01 – Escrita de lista de roupas

Essa atividade pode ser feita com alunos de ambas hipóteses, o que muda é a abordagem e as intervenções.

Organize os alunos em duplas: um silábico-alfabético e um alfabético por dupla. Peça que eles escrevam, usando as letras móveis, uma lista com nomes de roupas que usamos. Cada um escreve a sua palavra, mas eles podem trocar ideias e pensamentos sobre a sua forma de escrever.

Faça boas perguntas aos alunos em relação às suas escritas. Por exemplo, para os silábicos, não adianta falar para que prestem mais atenção ou que falta letra na palavra. Para eles, isso não faz muito sentido. O melhor é pedir que a criança leia mostrando o que escreveu, perguntar se há outra maneira de escrever a palavra, que outras letras podemos usar para escrever determinada sílaba na palavra, entre outros questionamentos.

Para os alfabéticos, os questionamentos devem ser em relação às convenções ortográficas. Por exemplo, “que outras palavras você conhece que são parecidas com essa?” (têm som parecido, usam as mesmas sílabas), que outras palavras se iniciam como a palavra escrita, etc. Para dúvidas em relação à ortografia, esses alunos podem consultar, no pós escrita, o dicionário ou uma lista de palavras de referência anteriormente escritas pelo professor.

Uma  variação dessa atividade é oferecer as letras móveis exatas que compõem a palavra para que a criança escreva cada item da lista. Pode parecer simplificar o trabalho, mas esse é um fator de complexidade, para ambas as hipóteses, porque o aluno precisa adequar o que pensa sobre a escrita e a escrita alfabética.

Os silábicos-alfabéticos possivelmente tirarão ou acrescentarão letras, e os alfabéticos talvez peçam para trocar alguma letra “errada”. Ao saberem que é preciso usar todas as letras para a escrita da palavra, tentarão encontrar formas de adequar sua escrita.

02 – Cruzadinha

Essa atividade também pode ser feita com alunos de ambas hipóteses, mas com variações para cada uma.

Os alunos precisam completar uma cruzadinha que deve explorar um determinado campo temático. Por exemplo: uma cruzadinha sobre alimentos saudáveis, com as frases que determinem qual é a palavra que deve ser escrita. (“Alimento rico em cálcio com cinco letra: Leite”). Mas a cruzadinha também pode ser com imagens que representam as palavras, como animais ou objetos.

Para os alunos silábico-alfabéticos, você pode oferecer um banco com as palavras para completar a cruzadinha. O desafio é ler e encontrar as palavras que se encaixam na cruzadinha.

As crianças adoram fazer cruzadinhas. Elas proporcionam muita reflexão sobre a escrita alfabética. Na internet, você encontra aplicativos para criar de maneira bem fácil suas próprias cruzadinhas.

Essas são as sugestões de atividades da semana. Elas podem ser usadas pelo menos uma vez por semana, e já são suficiente para gerar boas situações de aprendizagem. Usem com seus alunos e depois voltem aqui ao blog para contar como foram os resultados.

Um grande abraço.

Original: https://novaescola.org.br/conteudo/9907/blog-alfabetizacao-hipoteses-de-escrita-silabico-alfabeticos-alfabeticos-como-avancar

 

PAIS REIVINDICAM INICIO DAS AULAS EM GOSTOSO

O adiamento do inicio das aulas foi o tema da semana em São Miguel do Gostoso.

POR RICARDO ANDRÉ
SÃO MIGUEL DO GOSTOSO

Passada a primeira semana de março, o ano letivo ainda não começou em São Miguel do Gostoso. No calendário fornecido pela Secretaria Municipal de Educação e Cultura  o bimestre teria inicio dia 26/02/2018, um dia antes do inicio da Jornada Pedagógica.

O debate sobre o início das aulas começou já na segunda (05), previsão inicial do inicio das aulas, com duras críticas dos vereadores sobre a falta de planejamento do Secretário da pasta, Nivaldo Batista. Ao longo da semana com a realização dos encontros pedagógicos e reunião de pais, as reivindicações da população se tornaram mais intensas.

Algumas escolas permanecem em manutenção, entre elas a Creche Municipal Mundo da Criança, nas E. M. Coronel Zuza Torres e na E. M. Profª. Ana Ribeiro Barbosa a falta de carteiras é o obstáculo, problema que se arrasta desde 2017, outro problema relatado pelos pais é a falta de professores e o “troca troca” de profissionais em disciplinas importantes. A situação de algumas escolas rurais como a do Assentamento Paraíso e da Comunidade da Tabua é de calamidade.

A falta de transporte é um capitulo a parte relatado várias vezes aqui no O Contador de Causos. Em contato com o Setor de Licitações da Prefeitura de São Miguel do Gostoso, foi informado que a problemática licitação de transporte escolar tem previsão de ser renovada (aditivada) e que esta previsto um nova licitação com somente com novos trechos que ainda não foram informados pela Secretaria Municipal de Educação.

Quando começam as aulas?

Eis a pergunta que não quer calar.

Em contato com o Secretário Municipal de Educação e Cultura, foi informado que as escolas estão realizando reuniões de planejamento e de que aulas começariam dia 15. Nas reuniões que ocorreram na sede nessa quinta (08) e sexta (09) o Secretário prometeu que as aulas começariam segunda-feira (12), e garantiu que até segunda o problema das carteiras seria resolvido. Porém algumas unidades escolares informaram que só começariam as aulas com as condições minimas prometidas.

Com  relação as demais escolas, as obras devem esperar bem mais, pois nessa sexta (09) foi publicado no diário oficial a suspensão da Tomada de Preço nº 001-20018 de melhoria das escolas municipais. Quanto ao transporte escolar não há informações de quando o serviço será normalizado.

Nas escola municipal do Assentamento Arizona e na Escola Olímpia Teixeira as aulas começaram no dia 05 de março mesmo sem o serviço de transporte.

PREFEITURA DE GOSTOSO ABRE PROCESSO SELETIVO SEM PRAZO DE INSCRIÇÃO

O Município de São Miguel do Gostos publicou hoje (09) edital final para Processo Seletivo para 6 vagas no Programa Brasil Alfabetizado.

POR RICARDO ANDRÉ
SÃO MIGUEL DO GOSTOSO/RN

O hoje (09) o Município de São Miguel do Gostoso publicou no Diário Oficial dos Municípios do RN o edital final de um Processo Seletivo simplificado para 5 vagas de Voluntário Alfabetizador e 1 vaga para Voluntário Coordenador de Turma, com bolsas de R$ 400,00 e R$ 600,00 respectivamente.

Quem tiver interesse terá pouquíssimas ou nenhuma chance de concorrer já que apesar do edital final ter sido publicado hoje (09) o período de inscrição vai de 05 a 09 de Fevereiro de 2018; acredite se quiser.

CRONOGRAMA

Analise do Contador

O edital de referência foi o Edital nº 001/2017-SMEC publicado em 07/06/2017, já nessa época foi realizado de forma irregular pois as inscrições eram de 05 a 09 de junho de 2017, ou seja, a publicidade do processo só aconteceu durante o período de inscrições. Em 2018 as coisas não foram muito diferentes; aconteceu ontem (08) a publicação de um edital complementar, porém sem o cronograma, sem a data das inscrições. Hoje (09), foi publicado um novo edital já corrigido com o novo cronograma. Novamente o mesmo erro aconteceu (só que pior), as inscrições seriam de 05 a 09 de fevereiro de 2018.

Confira aqui todos os editais:

EDITAL COMPLEMENTAR N 01-2018 – CORRIGIDO

EDITAL COMPLEMENTAR – BRASIL ALFABETIZADO

EDITAL SME N 01-2017 – BRASIL ALFABETIZADO

EDUCAÇÃO INFANTIL É LUGAR PARA HOMEM? ELES MOSTRAM QUE SIM

A baixa participação de homens nessa faixa da educação tem raiz em grande medida na divisão sexual do trabalho, social e historicamente motivada.

POR GUILHERME AZEVEDO
DO UOL, EM SÃO PAULO
FOTOS: RICARDO MATSUKAWA.

Os professores Douglas (esq.) e Eduardo formam uma minoria na educação de crianças no Brasil

(Descrição da foto: Os professores Douglas (esq.) e Eduardo formam uma minoria na educação de crianças no Brasil)

Eduardo Carmelo Conidi, 42, natural de São Paulo, e Douglas Sanches da Silva, 36, de Osasco (Grande São Paulo), fazem parte de uma minoria no Brasil: a dos homens que escolheram ser professores de crianças, trabalhando com educação infantil, universo historicamente ocupado (quase) exclusivamente por mulheres.

Segundo o Censo Escolar 2016, estudo oficial com os dados mais recentes da educação básica no Brasil, há hoje 575 mil docentes na educação infantil brasileira, sendo 554 mil mulheres e 21 mil homens. Quer dizer, para cada professor homem numa creche ou sala de pré-escola, há 26 mulheres.

A baixa participação de homens nessa faixa da educação tem raiz em grande medida na divisão sexual do trabalho, social e historicamente motivada.

“A docência dedicada à infância é uma área profissional que ilustra a segmentação decorrente dessa perspectiva de divisão sexual do trabalho, com o trabalho das mulheres associado à esfera reprodutiva e o dos homens, à esfera produtiva. A educação de crianças pequenas é associada ao âmbito do trabalho doméstico e à esfera reprodutiva, sendo, dessa forma, naturalizada como área de atuação feminina”, afirmam as pesquisadoras Mariana Kubilius Monteiro e Helena Altmann, da Unicamp (Universidade Estadual de Campinas), no estudo “Homens na Educação Infantil: Olhares de Suspeita e Tentativas de Segregação”.

As autoras explicam que a “ideologia naturalizadora” de trabalhos exclusivos para homens e para mulheres se orienta também segundo perspectiva hierárquica, isto é, que atribui valor maior ao trabalho executado por homens. Daí uma das razões, pontuam, para o salário mais baixo pago aos professores de educação infantil em relação, por exemplo, ao pago aos professores de educação superior.

Apesar do destino comum, as origens das trajetórias de Eduardo e Douglas com a educação infantil têm características próprias.

“Você está realizando meu sonho por mim”

Douglas Sanches da Silva, hoje professor de educação fundamental 1 do Colégio Soka do Brasil, em São Paulo, sempre soube o que queria: “Quando criança, me perguntavam o que queria ser quando crescesse, eu já dizia que ia ser ‘professoro'”, relembra, ressaltando o gênero também masculino da profissão, na invenção de vocabulário infantil.

Único filho homem de sua família (ele tem também uma irmã, Deise, mais nova), Douglas precisou frustrar os planos do pai, Nelson, para se tornar professor: “Meu pai queria que eu fizesse Senai [Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial]. Ele ficou muito, muito bravo comigo à época.”

Nelson, hoje com 65 anos, estudou até o quinto ano da educação básica e queria, claro, ajudar: o filho seguiria uma carreira segura, semelhante à sua, como empregado de fábrica –ele trabalhava na multinacional ABB, gigante do setor elétrico. Com o curso do Senai do filho não seria difícil conseguir uma vaga para ele na empresa também. Tal pai, tal filho.

Com o apoio da mãe, Naíra, e apesar da contrariedade do pai, Douglas concluiu o magistério, aos 16 anos.

A grande surpresa e revelação se deu na noite da festa de formatura. Ele relembra com emoção: “Naquele momento vi meu pai como nunca tinha visto em toda a minha vida: ele estava com lágrima nos olhos. Ele olhou, me abraçou e falou: ‘Obrigado’. ‘Mas por que obrigado?’, perguntei. ‘Desculpe a posição que tive, na verdade eu queria ser professor. Você está realizando um sonho por mim.’ Ele não pôde estudar, por força de trabalho e da estrutura da família dele. Eu lutei contra tudo aquilo e aí ele criou coragem para me falar. A vontade do meu pai era ser professor de matemática”. Tal pai, tal filho.

(Descrição da foto: Douglas e a aula de geometria)

“A minha bagagem foi muito importante”

Eduardo Carmelo Conidi, professor de grupo 1 (de crianças de um ano e meio a pouco mais de dois anos) da escola Estilo de Aprender, na capital paulista, sempre gostou muito de crianças, de brincar com elas, mas só viria a se envolver mais profundamente com o universo infantil após uma perda dolorosa.

“Minha primeira mulher [Mônica] morreu em 2001, em decorrência de um tumor no intestino. E eu fiquei com os cuidados de pai e mãe [do primeiro filho, Igor]. Cuidava, dava banho, comida. Foi o contato mais expressivo que tive na minha vida”, aponta.

Da união com sua segunda mulher, Roberta, jornalista especializada em educação, nasceu o interesse formal por ser professor de educação infantil, intenção depois formalizada com o ingresso numa faculdade de pedagogia, paralelamente ao nascimento de seus dois outros filhos, Lorena e Giorgio.

Eduardo só veio a entrar numa sala de aula de educação infantil há seis anos, aos 36 anos de idade. Mas começou a trabalhar cedo, já aos 9 anos, com o pai, Francesco, alfaiate. Depois, aos 14, se tornaria operário da fábrica Lorenzetti, montando chuveiros, passando depois pelo ramo de turismo e até trabalhando como motoboy de um grande banco.

“Essas experiências foram muito importantes, porque na educação você acaba fazendo um pouco de tudo, montando uma coisa aqui, desmontando outra lá, pegando, puxando, subindo, descendo, articulando com várias coisas. Quanto maior é o seu universo de conhecimento, melhor é para oferecer boas experiências aos estudantes. A minha bagagem foi muito importante”, sublinha.

 

(Descrição da foto: Eduardo vê mágica na relação com os pequenos)

“Não me avisaram que não tinha professora”

Douglas assumiu suas primeiras turmas de educação infantil no segundo semestre de 1999: uma de maternal, de manhã, e outra à tarde com alunos que ficam período integral numa escola de Guarulhos (Grande São Paulo).

O argumento para vencer a resistência da própria escola a possíveis reações contrárias dos pais a um professor homem em sala foi este aqui: “Se ele tem o direito de fazer magistério, as meninas [professoras] também têm. Se a questão é uma troca de fraldas, como ele vai se portar com as crianças, as meninas podem ter uma conduta errada também. O diploma dele não tem nada de diferente, é o mesmo delas. Então, vamos arriscar”, cita Douglas, relembrando a discussão.

“A princípio, foi complicado com os pais dos menores. De passar uma situação de a mãe chegar à sala e falar: ‘Quero saber onde está a professora da minha filha! A minha filha jamais vai ficar com um troglodita desse tamanho! Por que não me avisaram que não tinha professora?’. Mas ela mesma me agradeceu no fim do ano e disse que traria o outro filho mais novo para ser cuidado por mim.”

 

Douglas assume que “o perfil masculino assusta”, porque ainda é incomum a posição do homem no cuidado dos pequenos, mas diz ter aprendido uma lição nos 20 anos que soma de profissão.

“Você precisa ter uma estrutura muito grande para aguentar toda essa negatividade e essa dúvida e dar a oportunidade de os pais te conhecerem. Quando você tem esse relacionamento transparente e mostra que consegue avaliar o desenvolvimento de uma criança, eles se abrem de maneira encantadora. O que me deu força para seguir é essa garra de empreitar para transformar essa situação. Alguns desistiram, eu não ia desistir.”

Ricardo Matsukawa/UOL

“Se o amigo não sabe, o amigo tem o direito de perguntar para aprender”, diz Douglas

Eduardo avalia a presença mínima de homens na educação infantil como decorrente do “papel higienista” conferido historicamente à escola, como espaço onde a criança vai ser alimentada e limpa por mulheres, que fazem as vezes das mães, que ainda resiste no presente.

“Aqui [na escola Estilo de Aprender, onde há outros homens trabalhando como professores, numa proporção de quase equivalência com as mulheres] é como se a gente fosse uma ilha. Há ainda muitas escolas higienistas, aquilo tudo limpinho, as mulheres todas de uniforme, as crianças todas de uniforme branquinho, limpinho. O universo masculino é só para arrumar a porta, pintar uma parede, trocar uma luz, quando ainda não tem ninguém na escola. Isso é ainda bem separado hoje.”

Para Eduardo, ser professor é uma brincadeira alegre

“A escola não é um depósito de crianças”

Douglas e Eduardo escolheram serem professores dos pequenos porque veem espaço privilegiado para a criação e a emoção.

“Entendi que a educação infantil não era só assistencialista, não era só trocar uma fralda, cuidar bem de uma criança. Tinha potencial ali dentro, porque eu poderia criar com aquelas crianças”, frisa Douglas.

 

“A educação infantil é única. O momento em que estou com elas ali não vai voltar mais. Se eu pegar uma turma de primeiro ano, é o único primeiro ano da vida daquelas crianças. Então tem que ser o primeiro ano que marque a vida delas. Você precisa saber o que vai fazer, a escola não é um depósito de crianças.”

 

“Quanto menores as crianças, mais legais, porque são muito verdadeiras. Essas relações acontecem como mágica. Todo dia é uma coisa diferente, pode ser até a mesma coisa, mas diferente”, descreve Eduardo.

 

“O olhar que elas têm sobre o mundo ainda é de maravilhamento, de descoberta, de experimentar gostos, pegar coisas. São sensações e emoções bem profundas, que marcam muito a criança. E quanto mais tranquilas são essas experiências, mais calmas essas crianças se tornam. Ficam mais seguras de estar ali com você, um adulto.”

(Descrição da foto: Trabalhos de alunos em paredes da escola Estilo de Aprender)

“A mudança que se quer começa com o pequenininho”

O fato de ter um professor homem em sala pode se converter em ganhos para todos, conforme a experiência dos próprios professores, em nome até da diversidade.

“Eu empodero primeiro meus alunos, dou responsabilidade. E eles ficam mais autônomos, têm menos medo de errar, se tornam mais críticos e abertos. Começam a entender a diferença de habilidade dos gêneros, mas não mais o ‘isso é de homem e isso é de mulher’. Diminui o conflito entre eles. Eles já veem em você algo ousado, porque seu papel e modo de agir já são diferentes”, qualifica.

(Descrição da foto: A presença masculina pode trazer ganhos para os alunos)

“A vibração que a gente tem, as brincadeiras corporais, aquilo de brincar de lutinha, medir força, aqui a gente pode propor também essas brincadeiras de forma leve, respeitar o corpo do outro, brincar junto, dar a mão, fazer uma roda, pular junto, pegar na mão para pular junto, descer o escorregador de trenzinho com todo mundo junto. Acho que essa é uma energia masculina. Claro que as mulheres têm também essa energia, mas acho que nos homens isso é mais forte, de força, levantar, pôr na árvore”, identifica Eduardo.

 

(Descrição da foto: Sala de aula da escola Estilo de Aprender)

Ao lado da desinformação, Eduardo cita também o comodismo do lado masculino na questão de haver poucos homens no infantil: “Uma coisa é ter isso [de profissão de mulher] como verdade socialmente falando, outra é você se arriscar, dizer: ‘Quero experimentar'”.

Assume que a profissão exige certo tipo de perfil, uma vez que as crianças choram, fazem barulho, querem atenção, mas diz não ver lugar melhor para quem quer contribuir com um mundo melhor: “Quando você tem a experimentação de estar numa sala de aula, se aproxima dessas pequenas pinceladas que pode dar no mundo, suas contribuições, as transformações que podem acontecer em muitas vidas que passam por você, então você acaba sendo picado pelo bichinho da educação. E não quer mais sair. Eu não quero”. Daí o seu convite: “Tem que experimentar e refletir sobre que mundo a gente pode construir a partir da educação infantil e da educação em geral. A mudança que se quer começa com o pequenininho”.

No colégio Soka se encerra mais um dia de aula. “Quem está com a mesa organizada, com o material dentro do estojo, pode des…” E os alunos completam a fala do “prô” Douglas, em coro: “… CER!”. “Quer me ver infeliz é me deixar fora de sala de aula. Já tentei, não consegui”, avisa, depois de passar a lição de casa de matemá… TICA!

 

ORIGINAL: https://educacao.uol.com.br/noticias/2017/09/02/educacao-infantil-e-lugar-de-homem-eles-mostram-que-sim.htm

 

 

GESTÃO DEMOCRÁTICA NAS ESCOLAS

Nessa terça (29) acontecem as primeiras eleições para Diretor e vice-diretor das escolas municipais de São Miguel do Gostoso/RN.

POR RICARDO ANDRÉ
SÃO MIGUEL DO GOSTOSO/RN

 Hoje (29) é dia de eleição, isso mesmo. De novo. Dessa vez pais, responsáveis, servidores da educação, professores e alunos a partir dos 12 anos de sete escolas municipais poderão escolher diretor e vice-diretor através do voto direto. Paralela a essa eleição ocorre também, mas de forma indireta a escolha do Coordenador Pedagógico, que será feita pelos membros do Conselho Escolar de cada escola.

Todo processo eleitoral esta sendo conduzido pelo Conselho Municipal de Educação, que foi recém-reformulado; a eleição tem cédula própria em cada unidade escolar e acontece durante todo o dia no mesmo horário de funcionamento da escola; a seguir confira os candidatos ao cargo de gestor escolar:

Creche Mundo da Criança I (Sede)
CHAPA 1: Alexandra Miranda e Kátia Paulino
CHAPA 2: Geize Ribeiro e Michele Matos

M. Coronel Zuza Torres (Sede)
CHAPA 1: Vitória Régia e Marta Domingos

M. Profª. Ana Ribeiro Barbosa (Sede)
CHAPA 1: Maria Edimária e Rogério Tenório

M. João Tomaz de Oliveira (Morro dos Martins)
CHAPA 1: Alessandro Nascimento e Carlécio Gomes

M. Margarida Alves (Arizona)
CHAPA 1: Lindacy Ventura
CHAPA 2: João Maria dos Santos

M. Pref. José Américo (Baixinha dos Franças)
CHAPA 1: Luiza Maria e Sônia Maria

M. Prof. Paulo Freire (Antônio Conselheiro)
CHAPA 1: Alexandre Marcus e José Eduardo
CHAPA 2: Maria dos Anjos e Cícero Jorge

Os candidatos Chapa Única tem como principal adversário a abstenção da comunidade escolar, pois precisam atingir 50% do voto de servidores e 35% do voto de pais e alunos, já que o eleitorado não se sente motivado a votar onde não existe concorrência. O receio dos candidatos Chapa Única é de que as vagas caiam no colo do futuro prefeito, que pode indicar cidadãos para as vagas remanescentes, como será o caso da E. M. Maria Solidade Coelho de Oliveira do Assentamento Novo Horizonte que não possui candidatos.

Nessa terça-feira (29) também ocorre a eleição para gestor da Escola Estadual Olímpia Teixeira que conta com apenas uma chapa, sendo os professores Neirivan Batista e Gerciene Farias, também podem votar pais, alunos e servidores durante todo horário de funcionamento da escola.

 ideasdenegocio2014

O que esperar da Gestão Democrática?

Equiparar o gestor (administrador) ao candidato (político) já é uma coisa normal no imaginário coletivo do povo brasileiro, sobre tudo, nas cidades de interior, onde as desvantagens se atribuem exatamente ao lado político de quem se propõe ao cargo. O mesmo acontecerá com diretores, vice-diretores e coordenadores pedagógicos, que serão cobrados por uma “boa administração”, e se não conseguirem êxito nas suas administrações (o que não depende só deles) serão simplesmente chamados de políticos.

Nas suas propostas de gestão – graças a Deus – poucos candidatos se propuseram ao impossível de prometer obras e melhorias físicas, um dever da administração pública municipal; no geral as propostas abordam questões de articulação da comunidade escolar e ações pedagógicas, o que mostra sobriedade dos poucos candidatos.

Na realidade o que o cidadão espera é uma melhor qualidade da escola pública, de preferência uma gestão escolar que não empurre pais e responsáveis para o universo das escolas particulares. Vale sempre lembrar que já pagamos altos impostos por uma escola pública de qualidade. Todos torcem para que a dita gestão democrática traga reais benefícios a educação gostosense e não seja apenas mais uma das bem intencionadas teorias (nada práticas) da administração pública.

 O Contador de Causos volta em breve com o resultado e o dia de votação.

O DESENHO E O DESENVOLVIMENTO DAS CRIANÇAS

Os rabiscos ganham complexidade conforme os pequenos crescem e, ao mesmo tempo, impulsionam seu desenvolvimento cognitivo e expressivo.

POR THAIS GURGEL
REVISTA NOVA ESCOLA

Reprodução/agradecimento a Creche Central da Universidade de São Paulo (USP)

“Sabia que eu sei desenhar um cavalo? Ele está fazendo cocô.”
“Vou desenhar aqui, que tem espaço vazio.”

“O cavalo ficou escondido debaixo disso tudo!” Joana, 3 anos

No início, o que se vê é um emaranhado de linhas, traços leves, pontos e círculos, que, muitas vezes, se sobrepõem em várias demãos. Poucos anos depois, já se verifica uma cena complexa, com edifícios e figuras humanas detalhados. O desenho acompanha o desenvolvimento dos pequenos como uma espécie de radiografia. Nele, vê-se como se relacionam com a realidade e com os elementos de sua cultura e como traduzem essa percepção graficamente.

Toda criança desenha. Pode ser com lápis e papel ou com caco de tijolo na parede. Agir com um riscador sobre um suporte é algo que ela aprende por imitação – ao ver os adultos escrevendo ou os irmãos desenhando, por exemplo. “Com a exploração de movimentos em papéis variados, ela adquire coordenação para desenhar”, explica Mirian Celeste Martins, especialista no ensino de arte e professora da Universidade Presbiteriana Mackenzie. A primeira relação da meninada com o desenho se dá, de fato, pelo movimento: o prazer de produzir um traço sobre o papel faz agir.

Os rabiscos realizados pelos menores, denominados garatujas, tiveram o sentido ampliado sob o olhar da pesquisadora norte-americana Rhoda Kellogg, que observou regularidades nessas produções abstratas (veja no topo da página o desenho de Joana, 3 anos, e sua explicação).Observando cerca de 300 mil produções, ela analisou principalmente a forma dos traçados (rabiscos básicos) e a maneira de ocupar o espaço do papel (modelos de implantação) até a entrada da criança no desenho figurativo, o que ocorre por volta dos 4 anos.

No período de produção de garatujas, ocorre uma importante exploração de suportes e instrumentos. A criança experimenta, por exemplo, desenhar nas paredes ou no chão e se interessa pelo efeito de diferentes materiais e formas de manipulá-los, como pressionar o marcador com força e fazer pontinhos. Essa atitude de experimentação tem valor indiscutível na opinião de Rhoda:

“Para ela ‘ver é crer’ e o desenho se desenvolve com base nas observações que a criança realiza sobre sua própria ação gráfica”, ressalta Rosa Iavelberg, especialista em desenho e docente da Faculdade de Educação da Universidade de São Paulo (USP), no livro O Desenho Cultivado da Criança: Práticas e Formação de Educadores.

Esse aprendizado durante a ação é frisado pela artista plástica e estudiosa Edith Derdyk: “O desenho se torna mais expressivo quando existe uma conjunção afinada entre mão, gesto e instrumento, de maneira que, ao desenhar, o pensamento se faz”.

De início, a criança desenha pelo prazer de riscar sobre o papel e pesquisa formas de ocupar a folha.

Com o tempo, a criança busca registrar as coisas do mundo

Uma das principais funções do desenho no desenvolvimento infantil é a possibilidade que oferece de representação da realidade. Trazer os objetos vistos no mundo para o papel é uma forma de lidar com os elementos do dia a dia. “Quando a criança veste uma roupa da mãe, admite-se que ela esteja procurando entender o papel da mulher”, explica Maria Lúcia Batezat, especialista em Artes Visuais da Universidade Estadual de Santa Catarina (Udesc). “No desenho, ocorre a mesma coisa. A diferença é que ela não usa o corpo, mas a visualidade e a motricidade.” Esse processo caracteriza o desenhar como um jogo simbólico (veja abaixo o comentário de Yolanda, 5 anos, sobre seu desenho).

“Esse aqui não é um coelho. Não me diga que é um coelho porque é um boi bebê. Eu estou fazendo uma galinha que foi botar ovo no mato. Quer dizer, uma menina que foi pegar plantas no mato para dar ao marido” Yolanda, 5 anos

Muitos autores se debruçaram sobre as produções gráficas infantis, analisando e organizando-as em fases ou momentos conceituais. Embora trabalhem com concepções diferentes e tenham chegado a classificações diversas, é possível estabelecer pontos em comum entre as evolutivas que estabelecem. Pesquisadores como Georges-Henri Luquet (1876-1965), Viktor Lowenfeld (1903-1960) e Florence de Mèridieu oferecem elementos para a compreensão dos desenhos figurativos das crianças, destacando algumas regularidades nas representações dos objetos.

Desenhar é uma forma de a criança lidar com a realidade que a cerca, representando situações que lhe interessam.

Mais cedo ou mais tarde, todos os pequenos se interessam em registrar no papel algo que seja reconhecido pelos outros. No começo, é comum observar o que se convencionou chamar de boneco girino, uma primeira figura humana constituída por um círculo de onde sai um traço representando o tronco, dois riscos para os braços e outros dois para as pernas. Depois, essa figura incorpora cada vez mais detalhes, conforme a criança refine seu esquema corporal e ganhe repertório imagético ao ver desenhos de sua cultura e dos próprios colegas.

Uma das primeiras pesquisas dos pequenos, assim que entram na figuração, é a relação topológica entre os objetos, como a proximidade e a distância entre eles, a continuidade e a descontinuidade e assim por diante. Em seguida, eles se interessam em registrar tudo o que sabem sobre o modelo ao qual se referem no desenho, e é possível verificar o uso de recursos como a transparência (o bebê visível dentro da barriga mãe, por exemplo) e o rebatimento (a figura vista, ao mesmo tempo, por mais de um ponto de vista). Assim, a criança se aproxima das noções iniciais de perspectiva e escala, estruturando o desenho em uma cena, sem misturar na mesma produção elementos de diferentes contextos (veja abaixo a produção de Anita, 5 anos, que detém essas características).

“Vou desenhar a minha casa. Aqui é o portão e tem uma janela aqui.” Anita, 5 anos
“Dá para ver a sua mãe dentro de casa?” Repórter
“Não, porque a porta parece um espelho. Só daria se a janela estivesse aberta.” Anita

O desenho é espontâneo ou é fruto da cultura?

Entre os principais estudiosos, há uma cizânia. Há os que defendem que o desenho é espontâneo e o contato com a cultura visual empobrece as produções, até que a criança se convence de que não sabe desenhar e para de fazê-lo. E há aqueles que depositam justamente no seu repertório visual o desenvolvimento do desenho. Nas discussões atuais, domina a segunda posição. “A única coisa que sabemos ser universal no desenho infantil é a garatuja. Todo o resto depende do contexto cultural”, diz Rosa Iavelberg.

Detalhes da figura humana, noções de perspectiva e realismo visual são elementos da evolução do desenho.

Essa perspectiva não admite o empobrecimento do desenho infantil, mas entende que a criança reconhece a forma de representar graficamente sua cultura e deseja aprendê-la. Assim, cai por terra o mito de que ela se afasta dessa prática quando se alfabetiza. “O desenho é uma forma de linguagem que tem seus próprios códigos”, diz Mirian Celeste Martins. “Para se aproximar do que ele expressa, é preciso fazer uma escuta atenta enquanto ele é produzido.” Para Mirian, a relação entre a aquisição da escrita e a diminuição do desenho ocorre porque a escola dá pouco espaço a este quando a criança se alfabetiza – algo a ser repensado em defesa de nossos desenhistas.

* Os desenhos e os diálogos publicados nesta reportagem são de crianças de 3 a 5 anos da Creche Central da Universidade de São Paulo (USP)

ORIGINAL: http://novaescola.org.br/conteudo/121/o-desenho-e-o-desenvolvimento-das-criancas.

Quer saber mais?

  • BIBLIOGRAFIA
    O Desenho Cultivado da Criança: Práticas e Formação de Educadores, Rosa Iavelberg, 112 págs., Ed. Zouk, tel. (51) 3024-7554, 23 reais
  • Tratado de Psicologia Experimental, vol. 8, Paul Fraisse e Jean Piaget, 313 págs., Ed. Forense, tel. (11) 4062-5152 (edição esgotada)

PROJETO INOVADOR INCENTIVA PROFESSORES A MELHORAR PRÁTICAS PEDAGÓGICAS E TROCAR EXPERIÊNCIAS

Denominado de Alfabetcks o projeto atende 18 escolas do município de São Miguel do Gostoso.

POR AILTON RODRIGUES
SÃO MIGUEL DO GOSTOSO/RN

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Cédulas Alfabetcks incentivam práticas pedagógicas em Gostoso.

A educação gostosense vem sofrendo críticas a algum tempo, mas um projeto simples e inovador com grande adesão dos professores está mostrando que é possível mudar esta situação. A iniciativa que recebeu o nome de “Alfabetcks” está transformando a realidade da interação dos professores com a sala de aula e com seus companheiros de trabalho.

A iniciativa começou com as professoras Cinthia Lins e Kelle Cristina, que por meio dos encontros bimestrais do curso de formação continuada do Pacto Nacional Pela Educação na Idade Certa (PNAIC) sentiram a necessidade de criar outro projeto que atendesse as demandas que os professores traziam.

Com isso nasceu o Alfabetcks, que atende um público-alvo maior que o PNAIC, ou seja, não só a Educação Infantil, mas todo o Ensino Fundamental I. Atualmente são 35 professores participantes de 18 escolas do município, onde 16 destas escolas são do interior.

A dinâmica do Alfabeticks consiste em uma espécie de “financiamento de iniciativas”, onde a cada encontro dos participantes serão designados desafios e atividades para que cada docente exerça. Ao cumprir o determinado desafio e socializa-lo, no encontro bimestral cada um poderá trocar suas práticas no “banco” pela moeda que recebe o nome do projeto.

“Sacando os Alfabeticks” e os guardando na “poupança”, cada professor poderá participar no final do ano letivo de um jantar chamado de Noite das Estrelas, onde acontecerá um “leilão” ao qual pode-se trocar seus Alfabeticks pelo produto desejado.

São quatro cédulas (3, 10, 20 e 30 Alfabeticks) produzidas pelas professoras e cada uma delas representa uma tarefa conseguida. A cédula de três são para as bonificações, a de dez é referente as atividades permanentes, sobre a de 20 só é dada pelo cumprimento de desafios e as cédulas de 30 Alfabeticks são para provas extra.

Os objetivos do projeto são dinâmicos, visam não só a troca de experiências entre os professores como fomentar o crescimento de práticas pedagógicas exitosas, melhorando assim o processo de ensino aprendizagem.

Ao final deste ano letivo, o leilão já tem lugar definido será na pousada Mar de Estrelas.

O Contador fica muito feliz em mostrar essas belas iniciativas, que elas se prosperem. Até qualquer hora!