COVID-19: BOLETIM GOSTOSENSE É ATUALIZADO COM 10 CASOS CONFIRMADOS E 60 NOTIFICAÇÕES

Números já são maiores que os publicados pelo Sesap na tarde desta mesma quarta-feira (10).

POR AILTON RODRIGUES

O boletim epidemiológico publicado pela Secretaria Municipal de Saúde de São Miguel do Gostoso nesta quarta-feira (10) aponta agora para 10 o número de casos confirmados.

Com 60 notificações, os números atualizados são de 22 casos suspeitos e 28 descartados. Mais cedo, a Secretaria de Saúde Pública do Estado do RN (Sesap) tinha divulgado seu boletim com apenas oito casos confirmados na cidade.

A cidade adotou medidas mais rígidas de distanciamento social nesta terça-feira (09) com proibição de festejos juninos e do acesso às praias. A cidade tem apenas um caso curado que foi justamente o primeiro confirmado em 15 de abril.

O índice de distanciamento social gostosense, no entanto, ainda é abaixo dos 70% do recomendado pelas instituições de Saúde Pública. Depois de ter um domingo (07/06) com taxa de 49,6%, a cidade agora registrou na terça-feira (09/06) apenas 38,6%. Os dados são do site Tô de Olho do Ministério Público do Estado do RN.

Nós continuamos de olho.

COVID-19: SESAP CONFIRMA OITAVO CASO EM GOSTOSO; NOTIFICAÇÕES AGORA SÃO 59

Boletim atualizado traz 21 casos suspeitos e 30 descartados.

POR AILTON RODRIGUES

A Secretaria Estadual de Saúde Pública (Sesap) divulgou em seu boletim epidemiológico desta quarta-feira (10) que o município de São Miguel do Gostoso tem agora 59 notificações de Covid-19, com oito casos confirmados.

Com apenas um caso oficialmente curado que foi justamente o primeiro do município divulgado no dia 15 de abril foi decretado medidas mais rígidas de distanciamento social com proibição de festejos juninos e de acesso a praia com validade até 30 de junho.

O restante das notificações do recente boletim são de 30 casos descartados e 21 casos suspeitos.

Até qualquer hora!

SOMOS TODOS RACISTAS (?)

POR RAFAEL OLIVEIRA

Nascer num país onde a sua estrutura é racista, é válido dizer que crescemos racistas.

Se, eu criança, brinquei com vários bonecos e não me lembro de ter bonecos pretos em minha coleção, então me foi imposto uma forma de racismo. Por ser criança e não ser preta, essa reflexão passou despercebida.

Programas infantis na tv apresentados só por pessoas brancas (Xuxa, Angélica, Eliana), desenhos e filmes de heróis brancos (soube do Pantera Negra adulto), princesas da Disney todas brancas (Branca de Neve, Cinderela, A bela e a fera, A bela adormecida…).

Ah! lembro-me de algo infantil que tinha duas pessoas pretas, o Sítio do Pica-Pau Amarelo, com o Saci (moleque preto, fumante, deficiente e que perturbava geral) e a Tia Nastácia (senhora preta que sempre estava na beira do fogão servindo aos brancos).

Uma das estruturas do racismo está nessas situações que citei, onde se naturalizar o ser branco como personagem em nossas vidas e por sermos crianças não refletimos e nem questionamos onde estavam os pretos que não podia ser heróis, príncipes e princesas no imaginário infantil.

Saindo do mundo imaginário infantil e entrando no real, mas não menos racista, permanecemos imóveis e intactos em não questionar essa estrutura.

Se no Brasil existe mais pretos do que brancos, o comum seria que os pretos ocupasse mais postos de empregos e que em todas as profissões os pretos fossem maioria né?

Pergunto a ti: médicos, juízes, advogados, engenheiros, professores, empresários, arquitetos em sua maioria são brancos ou pretos?

O que vemos, porem, é totalmente diferente. Os pretos ocupam, em sua maioria, as filas de desempregados e as profissões onde se tem a mão de obra mais barata desse sistema capitalista.

Portanto, se eu não questiono e nem vejo que isso é uma estrutura racista, criada desde a colonização e continuou preservada após a liberdade dos escravizados com a vinda dos imigrantes brancos e prefiro a neutralidade do que defender uma equidade para nosso povo, eu sou racista sim.

Racismo é um assunto fácil de entender e ao mesmo tempo complexo de explicar. Sugiro que leia, principalmente, autores negros. Não quero dizer que os brancos não entendem, mas é que eles não sentem ou sentiram na pele.

Saber da história do nosso país (contado por quem leva esse país nas costas, o preto), ter empatia, questionar e não aceitar a forma de opressão estrutural do sistema capitalista com o preto é um passo pra você dizer que não é racista, depois disso, o próximo nível é ser anti racista.