ZENAIDE MAIA EM AUDIÊNCIA COM MINISTRO DA AGRICULTURA PARA MANTER EMPREGOS DAS EMPRESAS SALINEIRAS DO RN

POR G7 COMUNICAÇÃO

Na manhã desta quarta-feira (07), a deputada federal Zenaide Maia participou de mais uma audiência, juntamente com a bancada federal potiguar, sobre a medida antidumping do sal. Desta vez, a reunião foi com o Ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Blairo Maggi, no gabinete do ministro, na Esplanada dos Ministérios, em Brasília. A luta dos parlamentares é para que os produtores de sal do Estado não sejam prejudicados por uma medida que facilita a entrada do sal chileno no mercado nacional.

A deputada Zenaide Maia, juntamente com os outros parlamentares potiguares, cobra que a medida antidumping tenha continuidade, pois busca corrigir distorções decorrentes de práticas desleais, quando há importações a preço de dumping, gerando danos às empresas locais. Havia um decreto da Lei antidumping para o sal brasileiro, válido por cinco anos, mas o prazo de validade expirou em setembro do ano passado. “Se a medida antidumping não tiver a atenção merecida e for suspensa, estará promovendo uma grande perda à economia brasileira, especialmente para a indústria salineira do RN. Corre-se o risco de 15 mil empregos diretos serem atingidos”, enfatizou a deputada Zenaide. A parlamentar ainda acrescentou: “Estamos buscando audiência nos oito ministérios que estão envolvidos com o assunto, mas acredito que o Ministério da Fazenda, do ministro Henrique Meirelles, será o mais difícil de aceitar nosso pedido”, afirmou Zenaide Maia.

No decorrer da reunião, diante a preocupação com relação às possíveis consequências caso a medida não tenha continuidade, o Ministro disse que a decisão maior será do Mistério da Fazenda e que o assunto está sendo analisado. A visita ao Ministério da Fazenda ainda não está marcada.

A audiência contou com a participação, além da deputada Zenaide Maia e do Ministro Blairo Maggi, do senador Garibaldi Alves e dos deputados federais Felipe Maia, Rogério Marinho, Walter Alves, além de representante das empresas salineiras do RN.

A ORIGEM OPERÁRIA DO 8 DE MARÇO, O DIA INTERNACIONAL DA MULHER

Na Rússia, em 1917, milhares de mulheres foram às ruas contra a fome e a guerra; a greve delas foi o pontapé inicial para a revolução russa e também deu origem ao Dia Internacional da Mulher.

POR BBC Brasil

A origem operária do 8 de Março, o Dia Internacional da Mulher
A origem operária do 8 de Março, o Dia Internacional da Mulher

Oficializado pela Organização das Nações Unidas em 1975, o chamado Dia Internacional da Mulher era celebrado muito tempo antes, desde o início do século 20. E se hoje a data é lembrada como um pedido de igualdade de gênero e com protestos ao redor do mundo, no passado nasceu principalmente de uma raiz trabalhista.

Foram as mulheres das fábricas nos Estados Unidos e em alguns países da Europa que começaram uma campanha dentro do movimento socialista para reivindicar seus direitos – as condições de trabalho delas eram ainda piores do que as dos homens à época.

A origem da data escolhida para celebrar as mulheres tem algumas explicações históricas. No Brasil, é muito comum relacioná-la ao incêndio ocorrido em 25 de março de 1911 na Companhia de Blusas Triangle, quando 146 trabalhadores morreram, sendo 125 mulheres e 21 homens (a maioria judeus).

No entanto, há registros anteriores a essa data que trazem referências à reivindicação de mulheres para que houvesse um momento dedicado às suas causas dentro do movimento de trabalhadores.

As origens

Se fosse possível fazer uma linha do tempo dos primeiros “dias das mulheres” que surgiram no mundo, ela começaria possivelmente com a grande passeata das mulheres em 26 de fevereiro de 1909, em Nova York.

Naquele dia, cerca de 15 mil mulheres marcharam nas ruas da cidade por melhores condições de trabalho – na época, as jornadas para elas poderiam chegar a 16h por dia, seis dias por semana e, não raro, incluíam também os domingos. Ali teria sido
celebrado pela primeira vez o “Dia Nacional da Mulher”.

Em 1913, as mulheres já protestavam pelo direito de votar nos Estados Unidos; nessa
época, eram frequentes os protestos também por melhores condições de trabalho

Enquanto isso, na Europa também crescia o movimento nas fábricas. Em agosto de 1910, a alemã Clara Zetkin propôs em reunião da Segunda Conferência Internacional das Mulheres Socialistas a criação de uma jornada de manifestações.

“Não era uma questão de data específica. Ela fez declarações na Internacional Socialista com uma proposta para que houvesse um momento do movimento sindical e socialista dedicado à questão das mulheres”, explicou à BBC Brasil a socióloga Eva Blay, uma das pioneiras nos estudos sobre os direitos das mulheres no país.

“A situação da mulher era muito diferente e pior do que a dos homens nas questões trabalhistas daquela época”, disse ela, que é coordenadora da USP Mulheres. A proposta de Zetkin, segundo os registros que se têm hoje, propunha uma jornada anual de manifestações das mulheres pela igualdade de direitos, sem exatamente determinar uma data. O primeiro dia oficial da mulher seria celebrado, então, em 19 de março de 1911.

Em 1917, houve um marco ainda mais forte daquele que viria a ser o 8 de Março. Naquele dia, um grupo de operárias saiu às ruas para se manifestar contra a fome e a Primeira Guerra Mundial, movimento que seria o pontapé inicial da Revolução
Russa.

O protesto aconteceu em 23 de fevereiro pelo antigo calendário russo – 8 de março no calendário gregoriano, que os soviéticos adotariam em 1918 e é utilizado pela maioria dos países do mundo hoje.

Após a revolução bolchevique, a data foi oficializada entre os soviéticos como celebração da “mulher heroica e trabalhadora”.

Oficialização

O chamado “Dia Internacional da Mulher” só foi oficializado em 1975, ano que a ONU intitulou de “Ano Internacional da Mulher” para lembrar suas conquistas políticas e sociais.

“Esse dia tem uma importância histórica porque levantou um problema que não foi resolvido até hoje. A desigualdade de gênero permanece até hoje. As condições de trabalho ainda são piores para as mulheres”, pontuou Eva Blay.

“Já faz mais de cem anos que isso foi levantado e é bom a gente continuar reclamando, porque os problemas persistem. Historicamente, isso é fundamental.” No mundo inteiro, a data ainda é comemorada, mas ao longo do tempo ganhou um aspecto “comercial” em muitos lugares.

O dia 8 de março é considerado feriado nacional em vários países, como a própria Rússia, onde as vendas nas floriculturas se multiplicam nos dias que antecedem a data, já que homens costumam presentear as mulheres com flores na ocasião.

Na China, as mulheres chegam a ter metade do dia de folga no 8 de Março, conforme é recomentado pelo governo – mas nem todas as empresas seguem essa prática.

Já nos Estados Unidos, o mês de março é um mês histórico de marchas das mulheres.

No Brasil, a data também é “comemorada” com protestos em todas as principais cidades do país, com reivindicações sobre igualdade salarial e protestos contra o aborto e a violência contra a mulher.

“Certamente o 8 de Março é um dia de luta, dia para lembrarmos que ainda há muitos problemas a serem resolvidos, como os da violência contra a mulher, do feminicídio, do aborto, e da própria diferença salarial”, observou Blay.

Segundo ela, mesmo passadas décadas de protestos das mulheres e de celebração do 8 de Março, a evolução ainda foi muito pequena.

“Acho que o que evoluiu é que hoje a gente consegue falar sobre os problemas. Antes, se escondia isso. Tudo ficava entre quatro paredes. Antes, esses problemas eram mais aceitos, hoje não.”

NINGUÉM QUER ASSUMIR A CULPA

Por Fábio Chap

Ninguém quer assumir a responsabilidade de nada. Ninguém tá nem aí de pegar pessoas casadas, compromissadas. A culpa é só de quem resolveu trair, não de quem resolveu atentar, ceder. Você não tem nada a ver com isso, não é mesmo?

Ninguém quer assumir a responsabilidade de nada. O Brasil está do jeito que está por causa dos outros. Dos Comunistas, dos Bolsominions. Você não tem nada a ver com isso, tenho certeza disso.

Ninguém quer assumir um mínimo pingo de responsabilidade de nada. Sua vida tá difícil porque seu pai foi cuzão, porque sua mãe trabalhava demais e não ligava pra você. Sua vida tá difícil porque ninguém percebeu que você era um grande talento. Você não tem nada a ver com a sua vida de merda, a culpa é todinha da sua família.

Ninguém tá nem aí. Ninguém vai assumir. A culpa é do mundo todo, menos sua. Você quer liberdade, quer falar, quer gritar, quer transar, quer tudo e quer agora. Os outros que se fodam. Os outros que se danem. Os outros que se explodam.

Você tá sempre certa. Sempre certo. O mundo é que tá ao contrário e ninguém reparou. Tenho certeza disso.

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