O CONTADOR VIU: GABRIEL E A MONTANHA

Filme traz trama emocionante e real do aventureiro Gabriel Buchmann, nós te contamos o que achamos da obra que tomou as ruas de Gostoso durante a Mostra de Cinema.

POR AIRIS VITAL E AILTON RODRIGUES

NATAL/RN

Depois de 19 dias, pois término da Mostra de Cinema de Gostoso. Ainda estou emocionada com a variedade de filmes que fui prestigiar. Olha que nem acompanhei todos. Gabriel e a Montanha, traz em seu roteiro muita emoção. Não tem como não se envolver. Mesmo o filme entregando o fim, logo no início é impressionante como você fica preso a cada cena, a cada novo envolvimento do protagonista em sua jornada.

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Não sei o que se torna mais impressionante, se é a personalidade forte e justa de viver, ou o envolvimento dele para com os pobres, ao querer aprofundar seus conhecimentos na cultura africana. Confesso que fiquei cansada com a duração do filme. Mas na manhã seguinte, não parava de discutir sobre as aventuras, envolvimento, teorias, a empatia que tive durante sua trajetória até o monte Mulanje. É um triste fim, porém um incentivo enigmático. Inclusive depois de relembrar do bate-papo com o ator João Pedro Zappa (ele interpreta o Gabriel) que revelou com tanta emoção aos acontecimentos durante a gravação.

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Dois relatos que muito me emocionou (de verdade, arrepios de positividade em minha pele), foi o fato deles ao chegarem a montanha, tiveram que pedir que as pessoas saíssem, para ficar um ambiente propicio para cena. Limpando o espaço encontraram a luva do Gabriel que ele tinha perdido (quando ele foi encontrado ele só estava com uma), então o ator disse “parecia que ele queria falar conosco, confirmando exatamente o local em que ele estava”. O outro é a lenda que circunda o Mulanje, o fato de quem é encontrado pelos próprios moradores da região é que possuí uma boa alma. E no caso de Gabriel, equipe de resgate e o helicóptero não foram capazes de encontrá-lo. Quem encontrou o corpo foi os camponeses que trabalharam nas redondezas.

Uma das curiosidades que também me emocionou, foi a opção de recriarem o filme a partir do contato com as pessoas que acolheram e ajudaram ele, durante a sua trajetória na África. Desde daqueles que deram teto, os guias turísticos, até mesmo os que deram carona a ele. De fato, esse é um filme envolvente. Que é inevitável que você não pense, o quanto a vida é curta, para você está vivendo de uma forma tão medíocre.

Ou simplesmente se questione sobre: esta é a vida que quero levar? Estou com as pessoas que gostaria de estar? Qual a parte que me falta? Qual devo melhorar? Uma certeza carrego depois de ter assistido tal obra, consciência é a chave da transformação. Inclusive pela generosidade dele de pagar aluguéis, escola para meninos que ele conheceu, ser turista e não querer ser tratado como tal. A história de Gabriel Buchmann, deve ser eternizada sim.

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Apesar de nenhuma cena ser rodada no Brasil e ter grandes partes do filme em inglês a trama não deixa de comover e de se tornar tão brasileiro. O carisma do Gabriel, sua teimosia e sua personalidade nos faz querer ser amigo deste homem tão jovem que foi embora tão cedo. A linguagem do filme é de ficção, mas conversava diretamente como um documentário.

O filme continua em cartaz pelos cinemas do país e é uma ótima pedida para você que gosta de uma boa história!