Arquivo da tag: Netflix

O CONTADOR VIU: POWER

Trama investe em temas fortes e releitura dos super heróis, mas peca em roteiro aberto e se perde em confusão de personagens.

POR AILTON RODRIGUES

Jamie Foxx, Joseph Gordon-Levith e Dominique Fishback são os protagonistas de Power.

A Netflix lançou um projeto audacioso visando beber do gênero dos super heróis ao trazer Power em seu catálogo neste mês de agosto, o detalhe é que o filme tem bom potencial, mas apresenta algumas falhas na montagem da trama.

A boa surpresa para nós brasileiros é ver o Rodrigo Santoro atuando em alto nível ao lado de Jamie Foxx. Na história o brasileiro faz o papel de um vilão que comercializa a droga que dá diferentes superpoderes por cinco minutos a quem a consome.

Na trama ainda tem um policial (Joseph Gordon-Levitt) que usa a droga para combater o crime e que conta com uma traficante mirim (Dominique Fishback) para seu fornecimento. Apesar de não ter consumido droga nenhuma, a menina tem uma habilidade de ser rapper e rimar com tudo o que quiser.

Rodrigo Santoro é vilão em Power.

Agora vem os detalhes da trama que incomodam do início ao fim: a menina apesar de ter um apelo para o assunto do pobre, negro, marginalizado não se aprofunda. O vilão simplesmente some para aparecer outro problema que não entendemos precisamente o desfecho e a polícia aparenta não estar incomodada com a real ameaça de uma super evolução da criminalidade.

Em resumo, a linha do roteiro de Mattson Tomlim faz a gente ficar confuso na noção de onde ele quer que a gente foque. Sobre a direção de Henry Joost e Ariel Schulman há cenas que dançam com tonalidades de cor e focos diversos o que nos deixa até animados com o potencial do filme, mas infelizmente é só isso.

Ah, não expliquei o que o Jamie Foxx faz na história, na verdade ele é um pai que procura pela filha sequestrada por ter alguma influência importante para a droga. Enfim, em resumo você pode dar uma chance a Power, mas não crie altas expectativas. É um filme mediano, estilo sessão do domingo a tarde na TV.

PROJECT POWER (2020)

  • Disponível: Netflix.
  • Duração: 111 minutos,
  • Nota do Contador: 07

Até qualquer hora!

O CONTADOR VIU: COISA MAIS LINDA – 2⁰ TEMPORADA

Série brasileira da Netflix continua sensível, mas poucos episódios apressam a trama.

POR AILTON RODRIGUES

Protagonistas Adélia (Pathy Dejesus), Malu (Maria Casadevall), Thereza (Mel Lisboa) e Ivone (Larissa Nunes).

A série brasileira Coisa Mais Linda chegou a sua segunda temporada na Netflix nesta última sexta-feira (18) e trouxe com ela a continuação de uma trama sensível, mas com algumas ressalvas.

Focada em manter o padrão da primeira temporada, Coisa Mais Linda ainda é cativante, mas seu desenrolar incomoda pela pressa. São apenas seis episódios, sendo os dois últimos com uma duração maior de 50 minutos.

Na trama a história de Malu (Maria Casadevall) continua depois do estopim do atentado a ela e a sua amiga Lígia (Fernanda Vasconcellos). Esta parte do feminicídio tem início, mas aparenta ter uma pausa e retomada no final da temporada. Malu, por sua vez, continua no drama de continuar equilibrar sua vida pessoal com a de administrar o seu clube de música que leva o nome da série.

Aliás, essa é uma característica de Coisa Mais Linda: seus pequenos clímax vão sendo rapidamente resolvidos ao longo de no máximo dois episódios. Aparentemente a beleza da trilha sonora e a força do debate de temas atuais como racismo e igualdade de direitos entre homens e mulheres (ou seja, feminismo) são os mais importantes para o roteiro. Podemos até afirmar que sororidade é a palavra de ordem.

Gostaria de destacar a grande atuação de Mel Lisboa, ela tem uma presença forte em toda a trama com sua personagem Theresa, além disso, seu arco vai sendo costurado de tal forma que só favorece o seu trabalho. As mulheres em si fazem melhores atuações que os homens na série, talvez até seja proposital.

A força das mulheres é marcante na série.

Para não deixar nenhuma das principais de fora, os arcos de Adélia (Pathy Dejesus) e Ivone (Larissa Nunes) demonstram o racismo e como o Rio de Janeiro dos anos 60 poderia ser tão machista. A vida no morro carioca que posteriormente se transformaria nas favelas e as manifestações religiosas de raiz africana também são mostradas de forma muito natural. Como deve ser.

Todavia, para quem assistiu a primeira temporada vale perceber que a toada continua a mesma. Minha principal crítica é justamente o medo que o roteiro teve de abraçar mais temas e dar mais relevância ao grande impacto do primeiro episódio.

Mas nada do que eu disse vai retirar o carisma de Coisa Mais Linda, inclusive a acho uma das obras brasileiras de melhor qualidade no streaming. Dê uma chance, vale a pena.

Nós continuamos de olho.

O CONTADOR VIU: 365 DNI

Filme ganhou os holofotes da Netflix nos últimos dias e traz roteiro fraco, mas com doses de erotismo.

POR AILTON RODRIGUES

Massimo tem uma relação polêmica com Laura

Uma das obras mais assistidas das últimas semanas na Netflix, o filme 365 Dni (ou 365 dias) vem chamando a atenção por ‘dar uma surra’ no erotismo que a franquia 50 Tons de Cinza tentou fazer há alguns anos e não conseguiu.

O filme é baseado em um livro homônimo escrito por Blanka Lipinska. Aparentemente os diretores Barbara Bialowas e Tomasz Mandes têm preguiça de se aprofundar no roteiro e por isso mergulham na bela fotografia italiana com inúmeras tomadas aéreas e imagens rotatórias (especialmente nas cenas quentes dos protagonistas).

Em uma breve sinopse pode-se dizer que a trama conta a história da diretora de vendas, Laura (Anna Maria Sieklucka), que teve sua vida drasticamente modificada quando aparece o misterioso Massimo (Michele Morrone), chefe de uma máfia siciliana. Ele sequestra a moça e promete que ela se apaixonará por ele após 365 dias do seu cárcere.

A grande polêmica do filme é justamente o que foi descrito nessa sinopse: a tendência de se romantizar o abuso e deixar naturalizar a chamada Síndrome de Estocolmo onde as vítimas psicologicamente simpatizam ou amam seus agressores após longos períodos de intimidação. Por isso que algumas frases trazidas pelo filme se tornam perigosas, como por exemplo a destacada abaixo:

“Não vou amarrar você, mas não me provoque porque eu não tolero desobediência”

Massimo.

Confesso que não achei o filme denso o bastante para chegar a este nível de interpretação porque achei ele raso, além disso, as sequências são tão superficiais que não dá para se aprofundar em nada. Desde a primeira cena há lacunas de roteiro (por exemplo, de onde saiu aquele tiro que matou o pai de Massimo?). Mas não devemos passar pano pra relativizar as polêmicas, né?

Roteiro é raso e não deixa se aprofundar muito.

Sobre as cenas picantes, inevitável dizer que são boas. Apesar que a intenção atestada pelo próprio trailer seria de bem mais profundidade (com o perdão do trocadilho). Todavia, como disse no início, o filme dá uma aula a 50 Tons de Cinza e pode ser considerada uma obra contemporânea do antigo Cine Privê.

Se você tiver entediado e sem o que ver nesse isolamento. Dá uma chance a 365 Dni, mas não espere muito do que uma boa dose de Sessão da Tarde para maiores.

Até qualquer hora!

O CONTADOR VIU: MILAGRE NA CELA 7

EVPcupLUUAA1XAN
Foto: Reprodução

Milagre na cela 7, sucesso da Netflix, lançado em 2019, se tornou um dos mais vistos, ficando por várias semanas no Top 10 na plataforma. Devido a quarenta por causa da pandemia do novo coronavírus (Covid-19), o filme dirigido por Mehmet Ada Öztekin, ganhou muito destaque este ano.

A obra é um remake (nova versão) de um longa-metragem sul-coreano realizado em 2013. Um homem com uma deficiência intelectual tenta provar sua inocência ao ser envolvido por acaso em um acidente em que resulta na morte de uma criança, a filha de um comandante do exército turco.

O personagem Memo, interpretado pelo ator Aras Bulut İynemli, ao ser pego pelos soldados na cena do acidente, é preso sem piedade e sem a chance de se defender. Ele acaba sendo separado da sua filha Ova, uma criança meiga e amável, interpretada pela atriz Nisa Sofiya Aksongur. Com mais de duas horas de duração, o filme conta uma história para sorrir, mas principalmente para se emocionar.

É um drama turco, onde só é possível assistir neste idioma e legendado. Mas não é isso que impede que a trama seja pura emoção. Memo é um pai muito carinhoso que vive com a filha e a avó Fatma, interpretada por Celite Toyon Uysal, em um humilde vilarejo, localizado na Turquia. Após o acidente que resulta na prisão dele, tudo muda na vida dos três.

Memo vai para uma prisão onde tudo pode mudar ao seu favor. Preso em uma cela com outros homens, um milagre acontece dentro de um lugar improvável. A vida dele, Ova e dos companheiros de cela nunca mais serão as mesmas depois da chegada de Memo. Não é só o destino de Memo que transforma na prisão, o personagem com sua bondade leva esperança para os outros prisioneiros, que começam a repensar nos seus erros do passado e tentam consertar em busca do perdão.

Apesar da violência vivida por Memo dentro do presídio, o filme não perde a sensibilidade e a empatia que é impossível não se criar pelo personagem e sua filha Ova. A menina que apesar de muito nova, luta como uma adulta para conseguir salvar o pai. E com a ajuda dos outros prisioneiros que dividem a cela com Memo, o desfecho muda.

Milagre na cela 7, é uma reflexão para repensar sobre perdão, principalmente de si mesmo, e também sobre bondade e empatia, e por isso, está arrancando as lágrimas de milhares de pessoas no mundo inteiro.

O CONTADOR VIU: VAN HELSING – 4ª TEMPORADA

Série chega a 4ª temporada com muita diferença de enredo, mas mantêm atuações medianas e protagonismo fragmentado.

POR AILTON RODRIGUES

van-helsing-1280x720-1
Vanessa e Sam se embatem por muito tempo durante as três primeiras temporadas.

A SYFY já anunciou que fará a 5ª temporada de Val Helsing, série que já tem todas as quatro primeiras temporadas disponíveis na Netflix, mas o detalhe é que a atual trama mantêm um nível mediano de atuações.

Todo o enredo tem o start com o acordar de Vanessa em meio a um mundo apocalíptico, tomado por vampiros. Ela descobre que é imune ao vampirismo e o seu sangue seria a principal esperança da humanidade depois de dez anos de escuridão. Mas, o detalhe é que muita coisa entra na equação no andar da série e se sente um esforço enorme em querer amarrar tudo.

Para a 4ª temporada é mostrado o desenrolar do confronto entre Vanessa (Kelly Overton) contra Drácula (Tricia Helfer), sendo que há o incremento especial de duas novas personagens ao longo dos primeiros cinco episódios da temporada, o que deixa o protagonismo fragmentado entre elas junto com os precursores Axel (Jonathan Scarfe) e Julius (Aleks Paunovic) que estão desde a primeira temporada.

São 13 episódios, mas dá para perceber que o roteiro se apressa. O desenrolar das tramas são cheios de encontros e despedidas, inclusive de personagens clássicos que decidiram se separar do bando original.

Inclusive, há um episódio inteiro formado por um flash back de uma das personagens que ao meu ver foge do contexto apocalíptico e da guerra contextualizada contra a maior ameaça do mundo que é o próprio Drácula.

van-helsing-season-4-metamorphosis-syfy
Vanessa e suas filhas que ela descobre na 4ª temporada.

Todavia, há lacunas. Não conseguimos ter um panorama de como está a sociedade em meio ao apocalipse e muitos personagens desaparecem de forma abrupta, sem se preocupar com os efeitos. Como temos o exemplo do super vilão Sam (Christopher Heyerdahl) que passou 90% da trama sendo o cara mais escroto da série e teve um desfecho estranho e me deixou realmente bugado com a superficialidade do seu descarte.

Claro, que há muito sangue e suspense. Só por isso eu já deixo como dica de você assistir, afinal é um bom entretenimento. Mas não se preocupe em querer ver uma grande trama com performances maravilhosas.

É bom e ponto. Nota 6.

 

5 SAGAS PARA MARATONAR NESTA QUARENTENA

Por Iaslan Nascimento

 

Senhor dos Anéis

Uma das sagas mais aclamadas do cinema com 11 Oscars. E uma das sagas mais influentes tanto para o cinema quando para a cultura Pop, pode ser o que você precisa.

Harry Potter

Ainda no mundo da fantasia que tal ver ou rever a história do bruxinho mais azarado do mundo. Uma boa pedia é ver os 8 filmes de Harry Potter, garanto a você que você vai ter muito o que assistir.

Jonh Wick

Se você é um cara que gosta de ação e que assistir uma saga curtinha de apenas 3 filmes. Jonh Wick é o filme pra você. Ação, porra e mais porrada.

Jogos Vorazes

Uma opção de fantasia distópica e muito boa. com 4 filmes bem feitos e com um bom ritmo.

Velozes e Furiosos

Mas se você quiser ver uma saga que começa legal e no fim… Vou recomendar pela pluralidade  da lista.

Bônus

Se você tiver muito, mas muito tempo livre você pode aproveitar para assistir todos os filmes do universo cinematográfico da Marvel, mas só se quiser.

5 ANIMES PARA VER NA QUARENTENA

Por Iaslan Nascimento

Olá meus amigos entediados, hoje vou trazer uma listinha com 5 animes para você ver nessa quarentena.

1º Promissed Neverland

Pra quem gosta de mistério e suspense essa é a série, melhor ainda se você ir assistir sem ver o trailer, se estiver muito curioso leia a sinopse, mas no fim nem leia se surpreenda rsrs

Sinopse “A história acompanha a vida de várias crianças em um orfanato bastante rígido, onde eles passam por diversos testes e exames complexos. Um dia, ao quebrarem uma das principais regras do local, saindo da área do orfanato, algumas crianças do grupo descobrem a horripilante verdade por trás daquele local, onde nada era o que parecia…”

2º Hunter X Hunter

Este está na maioria das listas dos otakus como o melhor ou um dos melhores animes já feito, não estou exagerando pode pesquisar dentro dessa rede de computadores que você vai encontrar muitas dessas opiniões, só peço cuidado e que você consiga escapar dos spoilers. Você jamais se arrependera se der uma chance pra ele, pode acreditar em mim.

Sinopse “A série conta a história de Gon Freecss, um garoto de 12 anos que pretende se tornar um Hunter, um caçador de tesouros, lugares perdidos e criaturas estranhas.

Contudo, ao contrário da maioria dos Hunters que procuram fama e dinheiro, o herói da história tem uma motivação maior para querer ser um caçador – encontrar seu pai – um dos mais famosos hunters do mundo.

Mas não é qualquer um que pode se tornar um Hunter. Para poder praticar essa reconhecida profissão, é necessário ter uma licença especial – e para tirá-la é preciso passar – e sobreviver – a exames com milhares de inscritos. Uma vez aprovado e com sua licença Hunter em mãos, o caçador passa a ter direito a acessar áreas restritas, informações secretas e consegue acumular facilmente uma grande fortuna de acordo com seus feitos ? incluindo ir atrás de Hunters que usam seus poderes para objetivos escusos.”

Kimetsu no yaiba

Se Promissed Neverland foi o queridinho de 2018 e Hunter um dos queridinhos da década, trago agora o queridinho de 2019 e o anime que fez todo mundo pirar. Kimetsu no yaiba não tenho nem palavras para descrever esse anime, realmente foi o melhor de 2019 não tenho dúvidas, é tudo lindo nesse anime, trilha sonora, fotografia, direção, animação, lutas etc, etc e etc.

Sinopse “Depois de ter sua família massacrada por um demônio, Tanjiro, o filho mais velho, sai em busca de uma cura para sua única irmã sobrevivente do massacre que acidentalmente foi transformada em um demônio.”

Haikyuu

Para os amantes de esportes temos o consagra Haikyuu o anime mais incrível de Volei, eu sei, eu sei que ele segue a forma dos animes de esporte. com alguém que sabe pouco sobre o esporte e tal. Mas Haikyuu é mais que isso, a história é envolvente os jogos são incríveis com uma animação impecável.

Sinopse:

Haikyuu conta a história de dois estudantes que entram na mesma escola depois de se enfrentarem anos atrás em um torneio. Um deles é absurdamente talentoso e experiente, mas é arrogante e falha na interação com seus colegas de equipe.

O outro tem vigor, talento e uma agilidade absurda, mas sua falta de técnica, experiência e altura o prejudicam.

5º Dr. Stone

Agora para os amantes de ciência eu trago Dr. Stone, um baita anime empolgante de ciência ele é quase um shounen de porrada.

Sinopse “Durante 5 anos, Taiju Ooki tentou se confessar para o amor de sua vida, Yuzuriha, mas nunca conseguiu. Um dia ele decode reunir toda sua coragem para dizer a ela tudo o que sente… Mas EXATAMENTE nessa hora uma CATÁSTROFE de proporções globais extingue toda a humanidade transformando-a em pedra. Como únicos sobreviventes (até então) cabe a Taiju e seu brilhante amigo, o cientista Senkuu, fazerem a humanidade sair da Idade da Pedra, voltar a Era Moderna e salvar Yuzuriha.”

Boa maratona pra vocês, quem sabe vem mais lista nos próximos dias.

‘CORINGA’ LIDERA LISTA DE INDICADOS AO OSCAR 2020, QUE TERÁ UM DOC BRASILEIRO NA DISPUTA

‘Coringa’ teve 11 indicações, seguido por ‘O irlandês’ e ‘Era uma vez em… Hollywood’, com 10. Filme da diretora brasileira Petra Costa está indicado a documentário; veja lista completa.

POR G1

coringa-1-billion
Coringa recebeu 11 indicações ao Oscar 2020.

A Academia de Artes e Ciências Cinematográficas anunciou nesta segunda-feira (13), em Los Angeles, os indicados ao Oscar 2020. O anúncio foi feito pelos atores John Cho e Issa Rae.

A cerimônia dos melhores do cinema acontece no dia 9 de fevereiro em Los Angeles.

Veja destaques do Oscar e a lista completa abaixo:

  • “Coringa” é o filme com maior número de indicações, 11 no total, presente em categorias importantes como melhor filme, melhor diretor (Todd Philips), e melhor ator (Joaquin Phoenix).
  • “Democracia em vertigem”, documentário brasileiro da diretora Petra Costa, que mostra o processo de impeachment de Dilma Rousseff, também foi indicado.
  • “Era uma vez em Hollywood”, “1917”, “O Irlandês” dividem a segunda colocação na lista, com 10 indicações cada.
  • Atrás deles, com seis indicações, estão o coreano “Parasita”, “História de um casamento”, “Adoráveis mulheres” e “Jojo Rabitt”.
  • “Parasita” se tornou o 11º filme estrangeiro a ser indicado na categoria principal.
  • Scarlett Johansson concorre a melhor atriz por “História de um casamento” e a atriz coadjuvante por “Jojo Rabbit”. Antes dela, 11 atores foram indicados no mesmo ano nas duas categorias. A mais recente foi Cate Blanchett, em 2008.
  • As categorias de roteiro tiveram um casal felizardo. Greta Gerwig foi indicada em roteiro adaptado por “Adoráveis mulheres” e seu namorado, Noah Baumbach, por “História de um casamento”.

Filme

  • “Ford vs Ferrari”
  • “O irlandês”
  • “Jojo Rabbit”
  • “Coringa”
  • “Adoráveis mulheres”
  • “História de um casamento”
  • “1917”
  • “Era uma vez em… Hollywood”
  • “Parasita”

Ator

  • Antonio Banderas – “Dor e Glória”
  • Leonardo DiCaprio – “Era uma vez em… Hollywood”
  • Adam Driver – “História de um casamento”
  • Joaquim Phoenix – “Coringa”
  • Jonathan Price – “Dois papas”

Joaquin Phoenix em cena de 'Coringa' — Foto: Divulgação
Joaquin Phoenix em cena de ‘Coringa’

Atriz

  • Cynthia Erivo – “Harriet”
  • Scarlett Johansson – “História de um casamento”
  • Saoirse Ronan “Adoráveis Mulheres”
  • Charlize Theron – “O escândalo”
  • Renée Zellweger – “Judy – Muito Além do Arco-Íris

Saoirse Ronan, entre Florence Pugh e Emma Watson, estrela 'Adoráveis Mulheres' — Foto: Divulgação
Saoirse Ronan, entre Florence Pugh e Emma Watson, estrela ‘Adoráveis Mulheres’.

Diretor

  • Martin Scorsese – “O irlandês”
  • Todd Phillips – “Coringa”
  • Sam Mendes – “1917”
  • Quentin Tarantino – “Era uma vez em… Hollywood”
  • Bong Joon Ho – “Parasita”

Atriz coadjuvante

  • Kathy Bates – “O caso Richard Jewell”
  • Laura Dern – “História de um casamento”
  • Scarlett Johansson – “Jojo Rabbit”
  • Florence Pugh – “Adoráveis mulheres”
  • Margot Robbie – “O escândalo”

Ator coadjuvante

  • Tom Hanks – “Um lindo dia na vizinhança”
  • Anthony Hopkins – “Dois papas”
  • Al Pacino – “O irlandês”
  • Joe Pesci – “O irlandês”
  • Brad Pitt – “Era uma vez em… Hollywood”

Brad Pitt e Leonardo DiCaprio em cena de 'Era uma vez em Hollywood' — Foto: Divulgação
Brad Pitt e Leonardo DiCaprio em cena de ‘Era Uma Vez… Em Hollywood’.

Roteiro adaptado

  • “O irlandês” – Steven Zaillian
  • “Jojo rabbit” – Taika Waititi
  • “Coringa” – Todd Phillips e Scott Silver
  • “Adoráveis mulheres” – Greta Gerwig
  • “Dois papas” – Anthony McCarten

Roteiro original

  • “Entre facas e segredos” – Rian Johnson
  • “História de um casamento” – Noah Baumbach
  • “1917” – Sam mendes e Krysty Wilson-Cairns
  • “Era uma vez em… Hollywood” – Quentin Tarantino
  • “Parasita” – Bong jooh Ho e Han Jin Won

Choi Woo-sik, Song Kang-ho, Jang Hye-jin e Park So-dam em cena de 'Parasita' — Foto: Divulgação
Choi Woo-Sik, Song Kang-Ho, Jang Hye-Jin e Park So-Dam em cena de ‘Parasita’.

Documentário

  • “Indústria americana”
  • “The cave”
  • “Democracia em vertigem”
  • “For Sama”
  • “Honeyland”

Maquiagem e cabelo

  • “Bombshell”
  • “Coringa”
  • “Judy”
  • “1917”
  • “Maleficent: Mistress of evil”

Mixagem de som

  • “Ad astra”
  • “Ford vs Ferrari”
  • “Coringa”
  • “1917”
  • “Era uma vez em… Hollywood”

Edição de som

  • “Ford vs ferrari”
  • “Coringa”
  • “1917”
  • “Era uma vez em… Hollywood”
  • “Strar wars: A ascensão Skywalker”

Curta-metragem

  • “Brotherhood”
  • “Nefta football club”
  • “The neighbors’ window”
  • “Saria”
  • “A sister”

Design de figurino

  • “O irlandês”
  • “Jojo rabbit”
  • “Coringa”
  • “Adoráveis Mulheres”
  • “Era uma vez em… Hollywood”

Canção original

  • “I can’t let you throw yourself away” – “Toy Story 4”
  • “(I’m gonna) love me again” – “Rocketman”
  • “I’m standing with you” – “Breakthrough”
  • “Into the unknown” – “Frozen 2”
  • “Stand up” – “Harriet”

Trilha original

  • “Coringa”
  • “Adoráveis mulheres”
  • “História de um casamento”
  • “1917”
  • “Star wars – A ascensão Skywalker”

Animação

  • “Como treinar seu dragão 3”
  • “I lost my body”
  • “Klaus”
  • “Link Perdido”
  • “Toy story 4”

Curta de animação

  • “Dcera (daughter)”
  • “Hair love”
  • “Kitbull”
  • “Memorable”
  • “Sister”

Curta documentário

  • “In the absence
  • “Learning to skateboard in a warzone
  • “Life overtakes me”
  • “St Louis Superman”
  • “Walk run cha-cha”

Filme internacional (estrangeiro)

  • “Corpus christi” – Polônia
  • “Honeyland” – Macedônia
  • “Os miseráveis” – França
  • “Dor e glória” – Espanha
  • “Parasita” – Coreia do Sul

Design de produção

  • “O irlandês”
  • “Jojo Rabbit”
  • “1917”
  • “Era uma vez… em Hollywood”
  • “Parasita”

Edição

  • “Ford vs Ferrari”
  • “O irlandês”
  • “Jojo rabbit”
  • “Coringa”
  • “Parasita”

Fotografia

  • “O irlandês”
  • “Coringa”
  • “Lighthouse”
  • “1917”
  • “Era uma vez… Em Hollywood”

Efeitos visuais

  • “Vingadores: Ultimato”
  • “O irlandês”
  • “O rei leão”
  • “1917”
  • “Star Wars: A ascensão Skywalker”

O Contador acompanhará a cerimônia do Oscar e trará as principais resenhas das obras indicadas. Estamos de olho!

Confira nossas redes sociais!

TEXTO ORIGINAL: https://g1.globo.com/pop-arte/cinema/oscar/2020/noticia/2020/01/13/oscar-2020-veja-os-indicados.ghtml

O CONTADOR VIU: SEX EDUCATION (1ª TEMPORADA)

Trama traz o sexo como plano de fundo para ser forte e cômico ao abordar questões complexas da adolescência.

POR AILTON RODRIGUES
PARNAMIRIM, RN

4837a9b316214be7a7294144af361c1b

Já faz algum tempo que a Netflix investe em conteúdos originais para ser autossuficiente e não depender de outras empresas que retirarão do seu catálogo muito material, como é o caso da Disney, por exemplo. Nesse contexto a série britânica Sex Education, feita por Laurie Nunn, é um grande feito na busca desse objetivo: um entretenimento bom e por muitas vezes cativante.

A trama traz o jovem Otis (Asa Buterfield) que ajuda um colega da escola em um problema sexual, quando é convidado por Maeve (Emma Mackey que é a cara da Margot Robbie!) a ajudar outros colegas com seus problemas, como realizando terapias. Tal qual faz sua mãe que já é a terapeuta Jean, vivida pela atriz mais conhecida deste elenco Gillian Anderson (aquela mesma do Arquivo X e Hannibal). Todavia o próprio terapeuta juvenil tem problemas e mostra para nós que isso é comum.

Aliás, esse plano de fundo que a série nos transporta é o que dá a cola para acompanharmos todas as tramas: o sexo! Com isso, vamos mergulhando nas características do velho humor britânico, aquele que não tem a menor vontade de nos despertar gargalhadas, mas rir da vergonha alheia e das situações simples do dia a dia. É escrachada, mas vai sendo aliviada ao longo dos 08 episódios (acho que poderiam ser episódios menores).

O ROTEIRO

O roteiro de Sex Education é escrachado. Abusa da comédia no início e vai pincelando com dramas ao longo do didatismo que é tratado a sexualidade. Com isso, os temas fortes vão sendo entregados pouco a pouco, mas muito aberto e mal resolvido.

Temas poderosos como aborto, bullying e homofobia são passados muito rápidos e deixam lacunas que não nos permite entender as motivações dos personagens com clareza. Se é para abordar os temas com mais afinco, deveriam ter usado mais o tempo para isso. Não dá para simplesmente ignorar que uma adolescente cometeu um aborto, ou que a agressão motivada por homofobia seja resolvida apenas com uma palavra de consolo.

Mas é claro que tirando essa seriedade toda, a gente vai se envolvendo em tudo. Aliás, sabe a sensação de assistir aqueles filmes da Sessão da Tarde com muito estereótipo de escola do ensino médio? Isso tem de sobra, só que inserindo besteira, palavrões e alguma sacanagem.

Um ponto legal desse roteiro é a atemporalidade. Não conseguimos definir o tempo real da série, apesar que eles usam smartphones e usam aplicativos de mensagem. Mas em muito momentos trazem carros e objetos dos anos 80. Talvez não seja a intenção nos definir um momento temporal mesmo, mas é visível que em espaços onde são criados os tabus da sexualidade o ambiente é bem mais antigo e velho.

OS PERSONAGENS

aaaabt9_5unfrwt6wt1n2x7cczvhug2qlchgeyopd2wizny8m9wy6sdm_mbiseduz0mc5c-hxfmd6z8z6l2bzgr6hd8rfnemtkcptw
Personagens são muito bons na série.

A falha da série, ao meu ver, é deixar os protagonistas por muitas vezes bem apagados. O personagem do Eric (Ncuti Gatwa) é incrível e lida com muitas situações fortes que chegam a nos emocionar – no fundo queria uma série só dele! – onde ser gay e negro em uma escola praticamente de brancos é uma batalha diária.

O gay enrustido, as patricinhas, os nerds, o diretor mandão são bem legais e mostram mais uma vez os estereótipos que mencionei acima. Voltando para os protagonistas, o Otis tem um trauma forte ocasionado por sua mãe, que ao abordar sobre sexo onde aparentemente ele não tinha maturidade para isso, o deixou meio que travado.

“Sexo pode ser maravilhoso, mas também pode causar uma dor imensa. E se não tomar cuidado… Sexo pode arruinar vidas” – Jean, personagem da Gillian Anderson.

A Maeve é uma menina feminista, empoderada e que se vira como pode. Sem ter pais e com uma inteligência acima da média, mas que se esconde por uma camada de humor ácido e certa arrogância. Por outro lado, a mãe do Otis é uma mulher que lida com muitos problemas, mas não consegue se entender em alguns momentos.

Em um breve resumo são núcleos bons, todos os personagens tem algo a entregar para nós e eles até conseguem em algum momento, mas como disse anteriormente as vezes sentimos que foi corrido demais e isso talvez seja resolvido na 2ª temporada.

Minha recomendação é: ASSISTAM!

Até qualquer hora!

O CONTADOR VIU: SHE-RA E AS PRINCESAS DO PODER

Série mostra que não tem relação direta com a personagem dos anos 80, mas reboot é bem feito.

POR AILTON RODRIGUES

legiao_s4xh8r3kmihagqfdp7wemnnayx2fjekyzwub6t519i.png
Foto: reprodução Netflix.

Quando a Netflix anunciou no ano passado que faria uma série sobre a She-ra, os fãs da versão passada nos anos 80 ficaram na bronca após assistir o reboot, mas ficou claro que a animação não teria ligação direta com sua antecessora e o melhor de tudo é que ficou muito bom.

Adora é uma guerreira criada na Horda, uma espécie de reduto para criar soldados, mas acaba se transformando em uma princesa ao ser “chamada” pela Esperança da Luz para se tornar a She-ra e com isso ter um propósito maior: salvar toda a Etéria! Com isso, já fica claro o objetivo da criadora Noelle Stevenson que é o de nos presentear com uma história de crescimento.

Na trama, Adora também pode ser denominada como uma jovem que está indecisa e não sabe até onde seus poderes a levará. Além disso, os dilemas vividos pela protagonista começam com essa adaptação dela ao sair da Horda e ser ambientada na Rebelião, um país mágico onde as princesas vivem.

45447

Nesse arco é importante ver a postura da heroína com as pessoas ao qual ela foi criada para odiar, mexe profundamente com Adora, mas ela aprende que não devemos nos deixar ser guiados por preconceitos passados por pessoas antigas que maculam as gerações futuras, por não ter mais sentido com causas sem justificativa.

Outro ponto interessante de se destacar é na missão da She-ra ao juntar as princesas de Etéria na busca para vencer a Horda, o roteiro nos conduz a conhecer cada uma dessas princesas que têm um poder, características especiais e uma origem o que nos levar a enxergá-las além da aparência.

Devo dizer, que fiquei bem feliz com a animação e mesmo você que ainda lembra daquela She-ra de maiô colado e botas longas deve dar uma oportunidade para Adora e sua turma te entreter nessas duas temporadas já disponíveis na Netflix.

Até qualquer hora!