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FOI NECESSÁRIO UM VÍRUS PARA QUE OS DISTRITOS TIVESSEM MAIS ACESSO A POLICIAMENTO

Fiscalização para cumprimento do decreto da pandemia fez com que comunidades tivessem acesso a serviços até então escassos no interior.

POR AILTON RODRIGUES

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Comunidade da Tabua – São Miguel do Gostoso/RN

O decreto com estratégias de isolamento para os munícipes de São Miguel do Gostoso entrou em vigor a pouco mais de 24 dias e como as medidas não são restritas apenas a sede da cidade foi necessário acontecer uma logística que até então era desconhecida pela população da Zona Rural: ver o policiamento percorrer seu próprio distrito.

A missão dos policiais, com o auxílio da vigilância sanitária municipal é simples: percorrer e fiscalizar as aglomerações que possam ferir o decreto, bem como dispersa-las. Algumas destas medidas são ocorridas por meio de denúncias o que pode agilizar o processo e justamente é no final de semana que podemos verificar que as operações estão mais ativas.

Não quero opinar neste texto se a forma que está acontecendo esteja errada ou certa, mas enfatizo que os distritos precisam ser enxergados como parte da cidade e não mero acessório.

Parece besteira, mas de fato, as principais medidas e recursos ao longo da história da cidade sempre ficaram na sede e as sobras eram distribuídas aos distritos, com raras exceções de eventos que mobilizam a população rural como medidas assistencialistas, festas de padroeiro ou campeonatos de futebol amador.

No entanto, a onda de violência nas comunidades cresce vertiginosamente. Já divulgamos aqui assaltos a motos e veículos, emboscadas, assassinatos, vendas de drogas, arrastões (inclusive a um ônibus escolar), dentre outros absurdos. Especialmente em meados de alta estação que pega o final do ano até pós carnaval.

O ponto é que ver a polícia circular dá uma sensação de que esses distritos existem e compõem mais de 70% do território da cidade, bem como apresenta uma parte importante da sua população. Estamos em tempos difíceis onde se isolar pode significar não colapsar o sistema de saúde, mas tenho noção que o município precisa do turismo, a contradição nesta balança seria ignorar as comunidades.

Podemos levantar até questões: Será que é o suficiente para fazer com que as pessoas parem de reclamar que as medidas políticas só aparecem em épocas de eleição? Com certeza não. Será que os novos tempos podem garantir mais recursos para deixar os distritos mais confortáveis? Provavelmente não também.

Porque não urbanizar os demais distritos como fizeram com o Reduto e assim fazer um cinturão de belezas ligando a Sede até a Praia do Marco também por dentro das comunidades e não apenas pela orla? Porque deixar as comunidades fazerem protestos em redes sociais para garantir até elementos essenciais como água?

Repito: ignorar as comunidades é uma mazela histórica desta cidade, mas a reflexão que quero deixar é… Até quando tem que ser assim?

Nós continuamos de olho!

O INVISÍVEL 19

POR ARICLENES SILVA

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Como algo infinitamente microscópico consegue afetar tanto a humanidade? Ninguém tem privilégios, como assim? Nem mesmo o homem mais rico, nem o mais inteligente, o mais belo, o mais forte, o branco, o negro, nem mesmo o concursado ou desempregado, tão pouco o graduado. Não existe distinções de gêneros sexuais, ele não escolhe religião, país desenvolvido ou não, todos podem ser afetados, Todos!

Agora somos iguais? É isso? Não, o invisível provavelmente não irá transformar tanto a humanidade.

Mesmo não aceitando o outro, fingindo muitas vezes aceitar sua existência, é preciso a colaboração do próximo, por mim, por ele e por todos. Mas, como em todos os aspectos históricos, sociais e culturais, sempre há o elo frágil, o menos importante, a desculpa para uma dúvida, a resposta para a sobrevivência do meu eu, do meu ego, da minha falta de humanidade, pela minha falta de espírito, pela falta de respeito ao próximo, ao meu futuro, pela falta de respeito aos meus pais, AOS MEUS AVÓS os responsáveis pela minha existência…

“Morreu mais um, tudo bem, ele se enquadrava no grupo de risco, normal, já era esperado”.

Por favor, por favor, que falta de humanidade, de respeito pela vida, pelo outro. Provavelmente um animal tenha mais amor no coração. Ninguém tem um parente, um irmão, pai ou mãe nesse grupo de risco? Você não os AMA???

A regra de sobrevivência é o afastamento social, sem abraços, sem beijos, sem apertos de mãos, sem sex… São 2 metros de distancia, não 2 centímetros. Eita, nosso desejo mais animal, o mais puro dos físicos, agora privado. Um desejo que até mesmo a máquina mais perfeita, o cérebro, não consegue controlar. Vamos em frente…

Em hipótese alguma se esqueça de lavar as mãos, lave com a maior frequência que você puder, de preferencia com álcool 70% ou sabão e não toque no rosto, difícil controlar, mas evite.

É preciso se afastar do “invisível”, ele precisa do nosso organismo para se manter vivo, mas ao entrar poderá superar sua imunidade e consumi-lo até a morte, assim colocando um ponto final em todo o seu EU. Se a vida é justa ou não, a resposta não cabe a mim, mas independente da idade, sendo do grupo ou não de risco, alguns morrerão, outros não. Por isso a importância do trabalho em conjunto pensando no bem de todos, sem querer determinar o seu destino nem do outro. Lembre-se, você não está vendo, ele é “invisível”, e nunca esqueça você não é DEUS!!! Mas ore com a mesma importância que está dando para lavar as mãos hoje.

O método mais eficaz seria ficar em casa, se distancia da relação social e ambientes físicos que possam proliferar o 19. Dessa forma ganhar tempo para o desenvolvimento de uma vacina que possa nos tornar autoimunes. Essa é uma recomendação em comum acordo feito pelos médicos e especialista de diversas partes do planeta, como não levar essa opinião a serio? Impossível. Seria mentir, afirmar que a rotina aprisionado em seu castelo é algo divertido… Não mesmo, mas altamente necessário!

Aproveite esse tempo para se aproximar de você mesmo, dos seus propósitos nessa vida, volte a desenhar, a pintar, escrever seu livro, aprenda um novo idioma, aprenda a tocar violão ou outro instrumento musical, assista um anime, um documentário, um serie nova, exercite seu corpo, escreva no caderno seus sonhos. Mas não pare e nem perca a esperança! Planeje sua volta ao mundo, menos preconceituoso, mais justo, menos egoísta, menos arrogante, menos hipócrita, mais generoso, mais humilde, mais político social e menos partidário, mais consciente ambientalmente!

“Nessa vida não somos imunes a nada, e expostos a tudo”

SÃO MIGUEL DO GOSTOSO ASSISTE ONDA DE VIOLÊNCIA CRESCER E CORRE RISCO DE TER STATUS DE PERIGOSA

Município vai acumulando casos de assaltos e já foram registradas cerca de oito mortes.

POR AILTON RODRIGUES
NATAL/RN

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Desde o final de 2018 que uma onda de crimes assolam a cidade de São Miguel do Gostoso, apesar da sede também ser um alvo, são os moradores dos distritos que vivem com medo até de sair de casa pela sequência assustadora (e inédita) de ocorrências.

Um exemplo absurdo aconteceu nesta semana no distrito do Antônio Conselheiro, onde dois adolescentes que estavam no alpendre de sua casa foram abordados por dois meliantes que estavam em motos e acabaram levando os celulares deles. O detalhe é que uma das motos usadas neste ato, já havia sido roubada no distrito do Reduto.

O Contador mesmo já relatou muitas dessas ocorrências, talvez a mais chocante havia sido o arrastão a um ônibus escolar na altura do distrito do Paraíso. Para ilustrar o que estou descrevendo, nós contabilizamos mais de 15 ocorrências envolvendo meliantes com motos e cerca de oito homicídios nos últimos 19 meses com indícios de relação com alguma espécie de organização criminosa.

Com tudo isso, a população não sabe mais o que fazer. A última operação que funcionou de forma efetiva no combate a ocorrências foi a Operação Verão onde eram pagas diárias operacionais para os policiais, todavia após a quarta-feira de cinzas foi dado o ponto final e eles foram embora. O pior da história é que os municípios vizinhos também relatam ocorrências. Porém, Parazinho, Gostoso e Pedra Grande aparentam não estar motivados – nem com forças – de defender seus territórios e munícipes, ou seja possibilidades mínimas de uma ação conjunta.

Nos resta recorrer ao Governo do Estado onde sabemos que a polícia está fragilizada com o alto déficit de pessoal. Fontes de dentro da gestão municipal confirmaram que a prefeitura fez um apelo em busca de uma ampliação do convênio com o Governo do Estado para o aumento do efetivo, mas não sabemos se haverá resposta e nem quanto tempo isso vai durar.

A lentidão de todos esses trâmites e a rápida ação mesclada com a falta de vergonha dos bandidos faz Gostoso correr riscos de “se tornar” uma cidade perigosa, no sentido de formar uma célula do crime organizado com ocorrências diárias a qualquer hora em qualquer lugar. E devo lembrar aos leitores que estamos falando do terceiro maior destino turístico do Estado.

Pra completar, ninguém dá declarações para tentar amenizar o sentimento de impotência do povo. Vereadores, prefeito, Comitê de Segurança, ninguém! Absolutamente ninguém se manifesta!

O Contador até conseguiu contatar o Sargento Assis Santos e ele nos confirmou que realmente há o pedido de aumento do efetivo, além disso também relatou que a população deve ajudar o trabalho da polícia dando informações:

“Passem as informações para a polícia ao invés de conversar em grupos de WhatsApp. Por exemplo, em Umburana ligaram pra mim (…) eu pessoalmente juntei a equipe, fomos lá e recuperamos o veículo do cidadão (…) Se passar as informações ajuda em 80%”, declarou o sargento.

Me lembrei da célebre frase: “E agora, quem poderá nos defender?”.

Mas não há um Chapolim Colorado em Gostoso, então que o município endosse a briga pelo bem estar da sua população. Se for para ir até o gabinete da Governadora, que vá! Não podemos permitir que não tenhamos mais a liberdade de andar com celular na rua ou de poder simplesmente “pegar um ventinho” no alpendre de casa.

Precisamos de atos. Urgentemente.

Até qualquer hora!

A ONDA BOLSONARISTA E PARTIDARISTA TEM COLOCADO A CAPACIDADE DE PENSAR EM RISCO NAS ELEIÇÕES

Por que mesmo com um discurso agressivo, intolerante, preconceituoso, que incita o ódio e a violência, Bolsonaro tem convencido a muitos? O foco das eleições tem sido  o ‘‘ele sim’’, ‘‘ele não’’ e o partidarismo, principalmente relacionado ao PT.

POR AUXILIADORA RIBEIRO E PAULO CÉSAR MARTINIANO
SÃO MIGUEL DO GOSTOSO/RN

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Fonte Google Imagens

Mesmo diante de um discurso violento, intolerante, e por vezes, contraditório, Bolsonaro tem convencido a muitos. Confira nossa opinião e entenda que nosso objetivo não é angariar votos para um ou outro candidato, mas sim, alertar nossos leitores a respeito de alguns pontos importantes na escolha de quem votar para presidente e evidenciar questões que não se consegue dialogar no dia a dia com grande parte do eleitorado.

Contextualizando

É fato que nós brasileiros estamos cansados de tantos acontecimentos ruins que vêm acontecendo em nosso país, principalmente relacionado a segurança pública, e a corrupção que envolve vários partidos.

São nessas feridas que o candidato a presidência Jair Bolsonaro tem investido, tendo como foco acusações ao partido PT – candidato Haddad – pois devido a todo o processo e a prisão do ex-presidente Lula o partido está em mais evidencia do que nunca, bem como, se colocando como o salvador da pátria, como aquele que vai trazer a paz, a ordem, resgatar valores e colocar o país no eixo.

O partidarismo, o favoritismo, a preguiça de pensar, de buscar se informar tem levado a maioria do eleitorado a se fundar apenas em fontes como o Facebook e o WhatsApp, por exemplo, onde circulam várias informações falsas, as chamadas – Fake News – e a toma-las por verdades, as vezes absolutas. E essas inverdades não é referente a um só candidato ou partido, mas é uma realidade que atinge a todos.

Embora exista o questionamento sobre a veracidade ou não das noticias propagadas, devemos nos ater a questão de que ao fazer isso, além de ajudarmos a promover a ignorância, transmutamos o problema de propagar falsas informações e nos tornamos o problema em questão.

O perfil do eleitor

É evidente que o perfil de grande parte do eleitorado brasileiro é de realmente se apegar apenas ao que circula nesses meios, esquecendo-se que vivemos na era da informação, e que há tantas formas de conhecer os candidatos e se certificar se as informações as quais já tiveram acesso são verídicas. A escolha dos candidatos tem se baseado naquilo que se vê nas redes sociais, ou em algo que alguém disse a favor ou contra determinado candidato.

As pessoas se acostumaram a votar naqueles candidatos que estão a frente, não se importando com nenhum outro critério, o foco são as duas opções, que nessas eleições tem sido Bolsonaro e Haddad, onde porquê não simpatizo com Bolsonaro voto no PT e porque não gosto do PT voto em Bolsonaro ignorando-se que existem também outras opções, pelo menos no primeiro turno.

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Fonte Google Imagens

Diante disso, as posturas que os dos dois lados adotam são geralmente radicais, em que se torna quase que impossível dialogar com esse eleitorado, e quando se consegue ao menos iniciar, pois rapidinho se aflora os ânimos, em grande parte por falta de argumentos sólidos, e qualquer tentativa de diálogo resulta num combate.

Porém, quando se consegue iniciar, a conversa já começa errada com uma pergunta inicial do tipo: DE QUE LADO VOCÊ ESTÁ? Onde ou você é conservador, ou você é liberal, ou de direita, ou de esquerda, socialista, comunista, ou a favor da redução da maior idade, ou contra, defensor do armamento ou do desarmamento, etc.

Podemos perceber que questões tão delicadas, que precisam de longa análise são colocadas de forma superficial para angariar votos. E a maioria do eleitorado alienado, pousa de bobo e joga o jogo dos candidatos, discutindo sobre questões tão complexas num plano meramente superficial, sem um conhecimento responsável da causa.

O que fazer?

Nosso papel enquanto eleitores, mesmo nos sentido muitas vezes num beco sem saída com a crise política que enfrentamos, deve ser o de buscar nos informar, não só assistindo debates – que geralmente são vergonhosos, pois o foco não são as propostas, e sim o jogo de ofensas entre os candidatos -, mas também buscar o plano de governo que é parte fundamental no processo de escolha do candidato.

É preciso LER para CONHECER, e saber o que cada candidato está pensando em fazer com nosso país, verificar se as propostas são equilibradas, se me identifico com elas, e se o candidato está seguindo em seus discursos a linha do seu plano de governo.

Quanto a Bolsonaro

Entendemos que há realmente o elemento ‘‘emoção’’ quando, por exemplo, pessoas militantes dos Direitos Humanos, defensoras do Estatuto da Criança e do Adolescente – ECA declaram seu voto para Bolsonaro, sendo que o mesmo defende a redução da maior idade penal que contradiz totalmente a bandeira que tais militantes levantam, bem como a mudança de foco dos direitos humanos de forma que se volte para a vítima, declarando com isso que os direitos humanos estão contra as vítimas.

Como ele se declara radical e conservador, muitas pessoas religiosas, também optam por este candidato, e isso nos faz pensar se o foco é realmente o BRASIL, ou no que Bolsonaro pensa e acredita. O que estamos ouvindo nas nossas igrejas não é o amor, a paz, a mansidão, etc.?

Quanto a proposta de armamento o Papa Francisco se declarou a respeito e houve fortes críticas dos bolsonaristas, pois para um bom entendedor, poucas palavras bastam. Confira:

comentário Papa Francisco
Fonte: Clique aqui 
comentário concordando com o papa
Fonte: Clique aqui

‘‘ Vote em Bolsonaro porque só ele vai colocar o Brasil no eixo!’’

Falso, enganoso! Para quem não sabe como se dá o processo político democrático no país, existe um princípio na Constituição chamado de SEPARAÇÃO DE PODERES, que inclusive está elevado a condição de cláusula pétrea – que não pode ser mudado – diante do qual, mesmo que Bolsonaro tente ser soberano, autossuficiente, ele depende do Congresso Nacional – que  representa, ou ao menos deveria representar O POVO – para quaisquer mudanças, a menos que ele queira rasgar a Constituição de 1988, que inclusive hoje 05 de outubro de 2018 está completando 30 anos, der um golpe de Estado e faça outra de acordo com os seus interesses.

‘‘ Ele não é preconceituoso, nem violento, o que ele propõe é a paz e volta dos valores…’’

Paz não é o que seus discursos transmitem. Quanto aos valores, são muito amplos, valores não se colocam nas pessoas de goela abaixo, é um processo de construção que demora muito, e não são as ‘‘palmadas’’ que conseguirão fazer isso.

‘‘Ora, se for preciso os pais dar umas palmadas nos filhos para o corrigir, que o faça!’’

Ora, parece que Bolsonaro não anda assistindo TV, pois o que está em questão nesse caso não é o Estado interferindo nas palmadas que os pais têm ou não direito de dar nos filhos, mas nos excessos que chegam a matar ou comprometer a saúde da vítima. E com certeza não são algumas palmadas que fazem esse estrago…

LGBT,  respeitar é o caminho da paz. Livre arbítrio significa decidir o que quer e o que não quer, claro, quando capaz de decidir. O candidato prega o ódio, colheremos o que?

Seu plano de governo é preocupante, pois é meramente superficial, mais especificamente geral, sem propostas claras, específicas, o que pode ser um risco, pois não se sabe na verdade qual de fato será sua postura de governante. O plano foca apenas em Economia, segurança, saúde, educação, infraestrutura… e cita o programa bolsa família. Cadê a Assistência, a cultura, o meio ambiente, etc.? Declara ainda que a Constituição deve ser respeitada, porém, em seus discursos nos leva a entender que ele é quase que contra tudo que ela ordena.

Enfim, talvez seja bom pensar que assuntos complexos, delicados, como redução da maior idade penal, armamento, aborto, etc. não deveriam ser propostas de governo, e por isso, não deveriam ser critério de escolha de candidato, pois é preciso uma análise criteriosa a respeito. Estamos à beira das urnas, mas ainda dá tempo de buscar informações e sair da superficialidade.

Até a próxima!

MOSTRA DE CINEMA DE GOSTOSO, BOM PRA QUEM?

O evento que abrange cerca de milhares de visitantes ao município traz cultura e cinema de qualidade, mas mesmo assim ouve críticas negativas de falsos moralistas (ou haters).

POR AIRIS VITAL E AILTON RODRIGUES
NATAL/RN

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A Mostra de Cinema de Gostoso teve sua 4ª edição realizada neste ano de 2017 e durante estes anos mudou a rotina da cidade de São Miguel do Gostoso de forma arrebatadora. Sem sombra de dúvida se tornou o principal evento cultural em questão de mídia e número de apoiadores.

Porém, ano após ano, por incrível que pareça, lemos críticos nas redes sociais (seriam haters?) falando que os filmes exibidos não tem nível bom, que as pessoas só se aproveitam da cidade e o pior de tudo, que a Mostra de Cinema não traz benefícios.

Estas pessoas definitivamente não entendem que a CULTURA não é valorizada nesse país e o pior é que pouco aplaudem as iniciativas que só engrandecem o município e colocam Gostoso em um status de importância nacional como um dos principais festivais de cinema do ano no Brasil.

Nós resolvemos dissertar sobre alguns pontos que nossos amigos haters tanto questionam:

PROJETOS QUE FAZEM GOSTOSENSES CRESCEREM

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Coletivo Nós do Audiovisual.

Todo mundo fala que a TV manipula informação. Que devemos ser críticos com a mídia que estamos tendo acesso. Porém, onde fica as instruções de como ser um perfeito analista de informação?

O jornalismo, documentários, e filmes são sem dúvida alguns dos mais populares meios de formação de conhecimento e divulgação de informação. A cidade de São Miguel do Gostoso é uma que vem sendo contemplada com esses meios informativos a um bom tempo.

Vou começar por uma ação realizada pelo Espaço TEAR com oficinas de jornalismo e fotografia desde 2008, o fruto desse projeto é a revista Guajirú que teve quatro edições concretizadas. Até mesmo programa de rádio já foi ao ar, através de atuação desses mesmos jovens, pela ONG. A AMJUS é uma outra instituição, por exemplo, que motiva jovens a escreverem jornais locais, conscientizando a população sobre diversos assuntos como a preservação ambiental.

Um dos mais recentes projetos que estão na cidade é a MOSTRA DE CINEMA, que tem uma proporção nacional. E que envolve jovens do interior e da sede municipal, com oficinas e cursos voltados a área do audiovisual.

Vocês podem estar se perguntado, porque tanta contextualização sobre projetos e mídias informativas em Gostoso. É para ressaltar o potencialidade que temos para aprimorar nossa visão para o modo que recebemos e divulgamos a informação.

Se juntar todos os jovens envolvidos nos projetos citados acima, fora os outros subcategorizados e/ou categorizados em vertentes socioeducativas, notaremos em comparação ao quantitativo de jovens locais, que podemos sim FAZER A DIFERENÇA NO MUNDO, começando em Gostoso.

DAR ACESSO À CULTURA E À DIVERSIDADE NÃO É IMPOSIÇÃO

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Programação da Mostra de Cinema é exposta para todos!

Temos ferramentas para fazer, transformar e construir. Mas como diz por aí a prática leva a perfeição. E nossos jovens “amadores” já possuem 10 filmes, internalizando e eternizando muito de nossa identidade local. Quem melhor do que nós mesmo para falar de nossa própria realidade? Gente da gente, que sabe as dificuldades e sonhos. Temos acesso as maiores fontes, da memória vida de Gostoso… Nossos avós, pais, tios contando aquilo que não tá registrado na biblioteca local.

Nossa cidade possui um potencial gigantesco para o turismo. Já parou para pensar em quanto a cidade mudou nesses últimos 7 anos? Para mim foi como se tivesse passado uns 15. A partir daqui surgem outros questionamentos: evoluímos ou regredimos? Podemos ir ainda mais fundo, sobre identidade social quem ganhou mais, nativos ou estrangeiros?

Se essa geração tem potencial para ser protagonista na informação e formação de opinião. Porque não investir em um evento nacional, onde gera intercâmbio de conhecimento e oportunidades?

Canudo Ricciotto (1912)*, atribuiu ao cinema a expressão sétima arte, pois em “síntese” demostrava uma arte total, como: a música, pintura, escultura, arquitetura, poesia, dança e outros. O detalhe disso é como as diferentes linguagens do cinema tomaram conta das ruas de Gostoso, você pode até não entender, mas no mínimo o fato de ter lhe intrigado já é uma grande resposta que você pode dar para o diretor. As pessoas têm que aprender que o diferente é bom e deve-se respeitá-lo acima de tudo.

A programação é divulgada com semanas de antecedência e todos têm acesso a isso. A pesquisa sobre a faixa etária e o conteúdo das obras é válida e depende de cada um. Só por isso o argumento de que as temáticas das obras SÃO IMPOSTAS ao público cai por terra. Você assiste se quiser! Os debates no dia seguinte, para falar sobre as obras, são um sucesso porque ajudam a entender justamente a intenção dos envolvidos nesses filmes.

Nós mesmos do Contador para fazer a cobertura do evento temos que pesquisar todas as obras selecionadas, para contar para vocês o melhor do festival. 

Outro ponto falado por aí é que a HECO Produções trabalha simplesmente por lucro financeiro para realização do evento, podem tirar o cavalinho da chuva, nem eles, muito menos o CDHEC ganham nada pelo trabalho de co-realização, aliás ganham sim: prestígio. 

Todo o dinheiro para que este gigantesco projeto saia do papel vem de editais e incentivos, na maioria públicos, como o RN Sustentável e o BNDES. A prefeitura, por sua vez, ajuda na parte logística e de produção, mas de forma alguma foi COLOCADO DINHEIRO DE ALGUM OUTRO SETOR MUNICIPAL PARA GERIR O EVENTO, nunca foi realizado qualquer tipo de desembolso ou convênio para esse projeto .

O CINEMA BRASILEIRO NÃO É IGUAL AO AMERICANO

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Cinema nacional é bom demais! Pena que não há incentivo 😥

Se puxarmos diretamente para a Mostra, foram exibidos 211 filmes de 16 estados nessas 4 edições. Obras de TODAS AS REGIÕES DO PAÍS, premiados tanto aqui como nos festivais internacionais, em especial Cannes.

Pelo que vimos os artistas brasileiros se empenham em trazer mensagens de empoderamento feminino (filme ‘Baronesa’ de Juliana Antunes), resistência (‘Escolas em Luta’ de Rodrigo T. Marques, Tiago Tambeli e Eduardo Consonni), luta contra homofobia (‘No Fim de Tudo’ de Victor Ciriaco), clamor pelos direitos sociais (‘Leningrado, Linha 41’ de Dênia Cruz)… Todos são temas que VOCÊ NÃO PODE IGNORAR! Tem que ser debatido!

O cinema brasileiro não é e jamais será do mesmo jeito que o americano, esse negócio de começo, meio e fim com herói e mocinha não é a nossa praia. Aqui é fazer pensar na realidade do seu país, da sua cidade, da sua rua. Claro que as pessoas tem o direito de gostar ou não, mas é inegável a importância das artes trazerem essas conversas à tona.

Concluindo, respondemos a pergunta do título com a seguinte colocação: o cinema em Gostoso é bom para todos. O pousadeiro/comerciante ganha (e muito), o município tem a mídia nacional voltada para si por 5 dias, o povo tem acesso a cinema brasileiro de alta qualidade gratuitamente e os alunos são imersos em um clima riquíssimo de influências culturais. Sem falar que o território do Mato Grande também ganhou um festival no “quintal da sua casa”… Tudo é incrível!

Se pode haver erros? Claro! Entretanto, é um absurdo alguém chegar na rede social e digitar que o NATIVO NÃO GANHA NADA COM ISSO. Quem não ganha é você, meu amigo hater, que pode continuar a vomitar palavras pelo seu teclado… Em 5 anos a Mostra só teve ascensão enquanto você tenta ganhar seus 15 minutos de fama se aproveitando dela.

Nós continuamos de olho!

 

*REFERÊNCIAS INFORMATIVAS:

A MOTIVAÇÃO NA RELAÇÃO PROFESSOR-ALUNO: UM PONTO DE VISTA A PARTIR DA PSICOLOGIA EDUCACIONAL

POR CYNARA RIBEIRO
PROFESSORA DA UFRN.

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Para entendermos melhor o papel da motivação na relação professor-aluno, vamos primeiro tentar situar o que é motivação e de onde ela vem. Etimologicamente, a palavra motivar reporta ao verbo latim movere, que deu origem à palavra motivo. Do ponto de vista da Psicologia, o sentido da palavra motivação relaciona-se de perto com o seu significado na língua: em termos psicológicos, motivação é definida como aquilo que move uma pessoa em direção a um determinado objetivo, é o que a põe em ação; é o que nos faz escolher, dentre um leque de opções possíveis, uma determinada ação; é o que nos faz iniciar esta ação e é o que nos faz manter esta ação.

Então, a motivação está na base de todos os comportamentos humanos, desde os mais primitivos até os mais complexos: há uma motivação para dormir e para acordar; há uma motivação para vocês estarem lendo esse texto; há uma motivação para eu estar escrevendo esse texto; enfim, tudo o que fazemos tem como pano de fundo alguma motivação. Pelo fato de a motivação estar na base de todos os nossos comportamentos, estudos concluíram que são diversos os fatores que atuam para desencadear ou manter o estado de motivação: há fatores fisiológicos, há fatores sociais, fatores culturais, fatores contextuais, dentre outros.

Agora uma pergunta: será que a motivação para comer é diferente da motivação para ser aceito em um grupo? Sim, são motivações diferentes: uma de cunho mais fisiológico, e outra de cunho mais relacional. E a motivação para aprender seria de cunho mais fisiológico ou seria de cunho mais relacional? Para a Psicologia, a motivação para aprender é de cunho mais relacional, diferente da motivação para comer, dormir, fazer determinadas necessidades, que são de cunho mais fisiológico. Mas se não vem apenas da fisiologia, de onde vem a motivação para aprender?

Acredito que vocês já devem ter ouvido uma frase do tipo: “ah, a motivação para aprender tem que vir do aluno, ele tem que querer”. Também acredito que vocês já devem ter ouvido uma frase do tipo: “ah, para estar motivado para aprender, o aluno tem que ser estimulado, por algo ou por alguém, pode ser uma recompensa, um elogio”. Essas duas posições extremas revelam uma dicotomia entre o que os estudos recentes têm chamado de motivação intrínseca e motivação extrínseca.

Na motivação intrínseca, o aprendiz é visto como alguém que já traz em si uma motivação, é aquela pessoa automotivada, que tem um papel ativo sobre a própria motivação. Já na motivação extrínseca, o aprendiz é visto como alguém que precisa de estímulos externos para se motivar.

escolaBom, se a gente entende (e eu entendo assim) que o ser humano se constitui no e pelo mundo, ou seja, que se constitui a partir de sua história de vida, de suas experiências, de sua relação com os outros, das próprias características da sociedade e da cultura em que está imerso, se a gente acredita nisso, essa dicotomia entre motivação intrínseca e motivação extrínseca revela-se frágil. Isso porque para uma pessoa estar intrinsecamente motivada a fazer algo é necessário que isso tenha alguma relevância no contexto no qual essa pessoa está inserida; de algum modo, a pessoa apreendeu que fazer isso seria importante.

Então, na verdade, motivação intrínseca e motivação extrínseca devem ser entendidas como um continumm. Isto é, há entre motivação intrínseca e motivação extrínseca não uma separação, mas sim uma continuidade. E qual é a importância dessa discussão para a educação? Bom, a importância de entender motivação intrínseca e extrínseca como um continuum é que isso nos adverte para não criar expectativas de “aluno ideal” ou de “professor ideal”. Nem existe esse aluno ideal, automotivado, com objetivos claros e disposição interna para alcançar tais objetivos; nem existe um professor ideal ou uma aula ideal, capaz de motivar todos os alunos o tempo todo.

Dizer que não existem aluno ideal e professor ideal implica em dizer que não podemos estabelecer relações simplistas (deterministas) entre atuação do professor e motivação do aluno. É claro que esses dois elementos se relacionam, mas não há entre eles relação de causa e efeito.

De fato, o que as pesquisas indicam é que há forte correlação da motivação dos alunos com dois elementos: a prática pedagógica e a própria motivação do professor. Sem desconsiderar a importância do primeiro, quero finalizar dizendo algumas palavras sobre o segundo elemento. E nesse ponto eu proponho a motivação como uma espécie de encantamento. O que é que isso quer dizer? Recorrendo de novo ao dicionário, temos que encantar é um verbo transitivo que significa: 1. Lançar encantamento ou magia sobre, enfeitiçar; 2. Transformar um ser em outro, por artes mágicas; 3. Seduzir, cativar; 4. Maravilhar-se, extasiar-se; 5. Transformar-se em outro ser por artes mágicas.

Percebam que o significado de encantar comporta uma aproximação com encantar-se: transformar um ser em outro por artes mágicas e transformar-se em outro por artes mágicas. Essas duas definições aparecem como se fossem a mesma coisa. Dessa aproximação, extraímos que, como disse uma pedagoga chamada Ostetto (2010), para exercer a magia, para lançar encantamento sobre outrem, é preciso que o indivíduo em primeiro lugar encante a si mesmo.

Assim, podemos dizer que “para encantar, é preciso encantar-se”. E para encantar e encantar-se é claro que é necessário conhecimento (é preciso conhecer os conteúdos, as técnicas, os métodos, as didáticas), mas não pensem que isso, por si só, será o suficiente. É preciso, além do conhecimento, entrega, desejo, disposição para o reconhecimento das próprias contradições e das contradições do outro, respeito ao próprio ritmo e ao ritmo do outro. Ou, repetindo, é necessário encantar-se para poder encantar.

Bibliografias Utilizadas

  • NUNES, Ana Ignez Belém Lima; SILVEIRA, Rosemary Nascimento. Os processos de aprendizagem nas psicologias de Vygotsky e Wallon. Psicologia da Aprendizagem: processos, teorias e contextos. Brasília, DF: Liber Livro, 2011. p. 103-131.
  • OSTETTO, Luciana Esmeralda. Para encantar, é preciso encantar-se: danças circulares na formação de professores. Caderno CEDES, v. 30, n. 80, p. 40-55, jan./abr. 2010.

EM TEMPOS ATUAIS, COMÍCIO É DINHEIRO JOGADO FORA

Com discursos repetitivos e presença apenas de aliados, comícios perdem o objetivo e viram mostra de popularidade.

POR AILTON RODRIGUES
NATAL/RN

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Dinheiro jogado fora (charge: Millôr).

Os comícios já foram grandes festas, onde as propostas ficavam em segundo plano e o público estava mais interessado em saber qual atração viria depois de todo aquele “falatório”.

Com as mudanças realizadas pela Justiça Eleitoral, incluindo aí a proibição do “showmício”, a essência dos comícios mudou, mas seu objetivo continua o mesmo: mostrar popularidade e jogar dinheiro fora.

A ideia até seria brilhante, afinal é a oportunidade de um contato maior entre os eleitores e os candidatos para conferir assim suas propostas. O público-alvo seria os indecisos ou então a provocação da mudança dos que escolheram os adversários. Tudo por meio da persuasão e das propostas.

Isso não acontece…

A primeira coisa que se pergunta quando você chega em um comício é: “você vota para quem?”, ou então, “você não tem cara de quem vota em fulano!”. Ora, bolas! Isso nem deveria ser uma questão a ser abordada, afinal estamos ali para conhecer mais o candidato. Inclusive essa é uma lição até para aqueles que são aliados dos candidatos, pois definitivamente, esses questionamentos não ganham o voto e, na maioria das vezes, afasta.

Mas afinal, porque existem os comícios hoje? Primeiramente, esses eventos são mostra de popularidade. Sempre há uma estimativa feita em cima dos presentes e a curiosidade em saber quem levou mais gente para as ruas parece ser um combustível a mais na campanha.

Segundo, os candidatos tem que mostrar trabalho e os comícios são bons motivos para eles afirmarem que mostraram serviço e querendo ou não é o momento deles falarem quais as suas intenções em governar o município. “Porta a porta” e carreatas não são o suficiente.

No entanto, com a revolução das redes sociais e a mudança constante de hábitos pela sociedade capitalista a tendência desses comícios é de serem extintos! Só assim estaremos livres daqueles discursos despreparados e do desgaste financeiro, que mesmo sendo doados por pessoas físicas, não deixa de ser desperdício.

Concluindo, espero que se pense em outras maneiras de realizar campanha política, que se pense mais seriamente nos debates e menos nas trocas de acusações. Por enquanto, temos que nos contentar em acompanhar as propostas dos candidatos por meio dos comícios e torcer para que não sejamos hostilizados se desejarmos estar em todos os eventos, pois apesar do voto na urna ser secreto, algumas pessoas insistem em querer desvendar o resultado antecipadamente.

Ailton Rodrigues

Aluno de Pedagogia (UFRN)
Colaborador do blog “O Contador de Causos”

A MÁ POLÍTICA E O PAPEL DO POVO

As eleições municipais de 2016 para vereador e prefeito estão à nossa porta e é preciso abrir o olho, pois se a política não vai bem nossa vida também não.

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Fonte: Google Imagens

 

Por Auxiliadora Ribeiro – S.M. do Gostoso/RN

O cenário político conturbado que nosso país vem vivenciando tem afetado a vida de todos os brasileiros, isso porque, a política rege o nosso dia a dia, pois é da política que saem TODAS as decisões.

Diante de tantos desmandos na vida pública, o povo tem desacreditado da política, nos sentimos impotentes, perdidos, achamos que não tem jeito. “Todos roubam”, “nenhum presta”, “isso nunca vai mudar”, etc., são colocações cotidianas nos diálogos a respeito de política, ou pior, quando se começa um diálogo a respeito da política, geralmente tem sempre um que diz que “política não se discute”, ou “eu odeio a política”.

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Fonte: Google Imagens. Pensamento sobre a má política

Sinto ter que cutucar a sua ferida caro leitor, mas com todo respeito à sua opinião, acredito que não seja por aí…

Vem comigo entender porquê:

Antes de tudo é preciso se conscientizar de que a CORRUPÇÃO é uma doença de TODA a sociedade brasileira. E a corrupção não está só na política eleitoral, na vida pública, está no nosso cotidiano. Costumamos dizer: “os políticos são isto e aquilo”, entretanto, sabemos que os políticos não “caem do céu”, os políticos saem do meio de nós, nós somos ou seremos os políticos.

Cabe também reforçar que das nossas decisões são eleitos os representantes do povo. E são os representantes do povo que vão decidir sobre nossa vida: EDUCAÇÃO, SAÚDE, SEGURANÇA, ASSISTÊNCIA SOCIAL, TRABALHO, CULTURA, ESPORTE, LAZER, ECONOMIA, etc., absolutamente TUDO que precisamos para viver em sociedade e com qualidade de vida.

Recentemente tivemos uma manifestação no nosso município intitulada de “O POVO TAMBÉM TEM VOZ”. E uma manifestação, a exemplo dessa, acontece quando pessoas (povo) se UNEM para expressar insatisfações, para reivindicar melhorias. Sou atrevida em dizer que “O POVO É A VOZ!” Não tem NADA que NÃO possa ser mudando quando o POVO se ORGANIZA e se MOBILIZA, sabemos porém,  que não é nada fácil, o que também não é motivo para não fazer algo.

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Fonte: Google Imagens. Reflexão a cerca da união do povo

Quero chegar com isso, a um alerta de que vivemos em uma democracia, que significa “governo do povo”, e por isso temos que despertar para o nosso papel de fiscalizadores, de ATORES POLÍTICOS e não meros espectadores ou “reclamões”. Não podemos ficar de braços cruzados vendo a má política acontecer, e pior, contribuindo para que ela aconteça, pois quando exigimos, por exemplo, do político, algo em troca para poder votar nele, somos nós os seus corruptores.

TALVEZ, alguns candidatos até tenham a pretensão de fazer diferente, contudo, a velha forma de fazer política pode dificultar e até não deixar. Sei que a coisa não é tão fácil, que a maioria dos políticos só aparecem de 4 em 4 anos, enquanto o povo clama por melhoria, e então, muitos (povo) enxergam no período das eleições a oportunidade de conseguir aquilo que não teve e que geralmente não consegue durante os 4 anos de gestão.

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Fonte: Google Imagens. Tradução: Para mim o que mais me preocupa é como diminuir o índice de egoísmo.

Acredito, no entanto, que se não pararmos de pensar só no nosso umbigo, no nosso trabalho, na nossa família, enfim, somente “nós” e não começarmos por nós POVO a mudar essa realidade de corrupção, a má política só vai crescer.

Penso também que o voto comprado não ficará por isso mesmo, o político vai querer recuperar o tanto de dinheiro que gastou para se eleger e aí vai continuar faltando comida na barriga, saúde na praça, educação na cabeça, segurança em casa.  Se o político é capaz de utilizar todos os meios da má política para se eleger, imagine o que não fará quando eleito?

Temos que  entender que somos o povo, somos a sociedade, e somos nós POVO, que construímos a realidade, portanto, se a construímos podemos também revogá-la a qualquer momento, basta nos organizarmos, nos mobilizarmos.

Utopia? Não! Te mostro um exemplo:

A Adriana Lemes de Oliveira, é uma cidadã de Santo Antônio da Platina, no norte do Paraná, que ao ter conhecimento de um projeto de lei para aumento salarial de prefeito e vereadores, ficou indignada e com sua indignação conseguiu mobilizar os moradores, fazendo com que os vereadores desistissem do aumento salarial.

Para ver a matéria na íntegra acesse aqui. Vale a pena conferir!

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Fonte: Google Imagens

Por fim, acredito que o processo eleitoral funciona um pouco como um jogo de tentativa e erro, tentamos de um jeito, deu erro? Temos a possibilidade de tentar novamente.

Não falo em prol de nenhum político, falo em prol da nossa consciência, falo em prol de começarmos a destruir a má política em Gostoso, no RN, no Brasil, pois como diz uma frase de Bertolt Brecht “Se continuarmos a nos omitir da política é tudo que os malfeitores da vida pública mais querem.”

Vamos juntos nessas eleições com honestidade destruir a má política!

PERÍODO DE DEFESO DA LAGOSTA COMEÇA NESTA TERÇA NO LITORAL DO RN

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Espécies ‘Vermelha’ e ‘Cabo Verde’ são mais encontradas no litoral potiguar.
Pescadores e comerciantes estão sujeitos a multar de até R$ 100 mil.

 

O período de defeso da lagosta começa nesta terça-feira (1) e vai até o dia 31 de maio no litoral do Rio Grande do Norte. No período, as espécies mais procuradas como a “Vermelha” (Panulirus argus) e a “Cabo Verde” (Panulirus laevicauda) têm sua captura proibida para proteger a época de reprodução.

Os pescadores que desrespeitarem a regra ficam sujeitos a multas de R$ 700 a R$ 100 mil mais R$ 20 por quilo do produto irregular, além de penas de até três anos de detenção.

Durante o defeso restaurantes, bares, peixarias, distribuidoras de pescado e quaisquer outras empresas que comercializem lagostas devem declarar seus estoques do crustáceo ao Instituo Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama). O prazo legal para a apresentação do documento preenchido é o dia 7 de dezembro. O descumprimento da norma também sujeita os comerciantes às mesmas multas aplicadas aos pescadores.

O formulário para a declaração pode ser solicitado através do e-mail ascom.rn@ibama.gov.br . Já as declarações preenchidas devem ser entregues ao setor de protocolo da Superintendência do Ibama no RN, na Avenida Alexandrino de Alencar, 1399, Tirol, Natal. Toda declaração deverá vir acompanhada das notas fiscais que atestem a procedência da lagosta.

Regras para os consumidores
O Ibama informa que a venda de lagostas durante o período de defeso não é proibida. Entretanto, o consumidor final também tem responsabilidades ao adquirir esse pescado. As regras são simples.

A cada compra exija sempre nota fiscal e cópia da declaração de estoque – especialmente se for viajar de avião. Esses documentos são a garantia de que o consumidor agiu legalmente, caso seja parado pela fiscalização.

O Ibama explica que bares e restaurantes que servem lagosta também devem apresentar ao cliente, quando solicitada, a declaração de estoque.

Devem ser respeitados os tamanhos mínimos: a lagosta da espécie “vermelha” deve ter cauda de pelo menos 13 centímetros. Para a lagosta “cabo-verde” o tamanho mínimo da cauda é de 11 centímetros. A compra de lagosta em pedaços ou filetada é proibido. A lagosta deve estar sempre inteira ou pelo menos a cauda deve estar intacta.

O Ibama também afirma que a compra de lagostas de vendedores ambulantes ou em praias deve ser evita porque os crustáceos podem ter sido capturadas no período de defeso. Ao comprar em peixarias, o consumidor deve pedir para ver a declaração de estoque, com o carimbo do Ibama. Se o documento não for apresentado, o consumidor deve recusar a compra.

Irregularidades devem ser denunciadas ao Ibama RN pelo telefone (84) 3342-0426.

Fonte: G1 RN.

 

 

 

ESTRATÉGIAS PARA ESTUDAR MELHOR

Por:  Paulo E. Silva

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Seguindo boas estratégias, você pode ter um excelente rendimento nos estudos. Abaixo você tem a seu dispor dicas de ações planejadas para sobressair-se em seu aprendizado. Confira:

Estude intercalando diferentes conteúdos

A rotação de matérias pode garantir bons resultados na hora de prestar exames. Segundo pesquisas norte-americanas, interpolar diversos conteúdos é mais eficiente que estudar um único. Fazendo dessa forma, evita-se a saturação sobre um assunto e aumenta-se o tempo de estudo.

Acompanhe noticiários

Assistir aos telejornais é uma maneira de ficar inteirado de todas as atualidades que podem ser tema de redações. Vale ressaltar que telejornal colabora para tomar ciência dos fatos atuais, mas a leitura não pode ser esquecida.

Explique a si mesmo

Preparar-se sem o famoso “decoreba” auxilia na fixação de conteúdos, sobretudo, dos mais abstratos. Procure explicar a si mesmo, com suas palavras, os assuntos estudados. Faça isso enquanto estiver vendo a matéria. Se deixar para depois, você pode esquecer parte das informações e acabar se confundindo.

Faça exercícios

Testes são uma das formas mais eficazes de estudar, sobretudo, se a disciplina for da área de exatas. Se estiver estudando para um exame específico, faça as provas anteriores. Ao fazer exercícios, você testa seus conhecimentos e aprende a desenvolver o que foi estudado.

Programa-se

Em vez de estudar todas as matérias nas vésperas das provas, crie um cronograma antecipado de estudos. Desse modo, além de evitar o desgaste mental e físico, você obtém contato com o conteúdo em várias etapas, o que facilita a memorização e o entendimento.

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Outras dicas importantes

Durma ao menos oito horas por noite e mantenha hábitos saudáveis, como alimentar-se bem, fazer exercícios e ter momentos de lazer. A qualidade de vida influencia diretamente no seu desempenho acadêmico.

Por fim, complemente seus estudos com cursos online. Esses programas de qualificação a distância permitem que o aluno reforce seus conhecimentos de maneira prática e eficaz. NaPrime Cursos, por exemplo, há vários cursos gratuitos ligados a diversas disciplinas. Não deixe de conferir.

Fonte: Prime Cursos