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VAMOS CONVERSAR SOBRE O LANTERNA VERDE

POR IASLAN NASCIMENTO

Decidi nessa quarentena mergulhar de cabeça em um dos personagens mais famosos da DC comics. Sempre gostei do herói, conhecia as histórias por cima, mas só agora estou de fato me aprofundando nas suas histórias e elas são incríveis.

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Alan Scott, primeiro Lanterna Verde

Sobre o herói

O Lanterna Verde foi criado por Martin Nodell e Bill Finger, e teve sua primeira aparição no ano de 1940, na edição da nº 16 da All-American Comics, porém, não como o famoso Hal Jordan e sim como Alan Scott. No ano de 1959 a DC reformulou o titulo, colocando o herói nas mãos de Jonh Broome e Gil Kane, e então na revista Showcase nº22 surge o famoso Hal Jordan. A origem mais famosa do herói ocorre quando Hal encontra uma nave caída com o alienígena Abin Sur, membro da tropa dos lanternas verdes, prestes a morrer, só que antes da morte ele entrega a Hal seu anel e assim seu poder. Não tão recentemente Geoff Jonhs ,começou sua revolução nos personagens da DC pelo herói esmeralda, dando a ele o destaque que tanto merecia, mas a muito não recebia. Foi na fase Jonhs que o Herói teve sua saga mais importante “A Noite Mais Densa”. Essa saga foi um grande marco envolvendo todo o universo da DC.

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Hq de 2009 conta a origem do Lanterna Verde, e já deixa umas pontas soltas para serem concluídas nos próximos arcos.

Sobre o primeiro filme

Em 2011 aproveitando o sucesso recente de “A Noite Mais Densa” A DC junto com a Warner decidiram que era o melhor momento para lançar o herói para as telonas. Boa parte dos fãs também acharam, o primeiro trailer iludiu muito, pois o filme foi um fiasco de bilheteria e critica, sendo considerado por muitos como o pior filme de herói da década. O filme é praticamente todo de computação gráfica (ruim em muitos momentos) e causa uma estranheza enorme ver Ryan Reynolds interagindo com aquelas coisas.

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Sobre o universo DC nos cinemas

Em 2013 o Snyderverso teve inicio com O Homem de Aço (Man of Steel) onde se conta a história do Superman, os próximos lançamentos foram: Batman vs Superman, Esquadrão Suicida, Mulher Maravilha e Liga da Justiça, Shazam e Aquaman (esses dois últimos já com a Warner querendo reformular o universo dos seus heróis no cinema).

No filme da Liga da Justiça, quando Temiscera está sendo invadida e tem uma grande guerra contra o lobo da estepe temos um vislumbre de um lanterna lutando e morrendo e vemos seu anel sair para encontrar outro portador. Esse é a unica imagem que tivemos de um Lanterna no cinema depois da aparição de 2011.

Chegou a ser anunciado em algumas comic cons sempre que a Warner mostrava se calendário de lançamentos um filme destinado a tropa dos lanternas verdes o que seria muito interessante, mas essa ideia nunca saiu do papel nem mesmo chegou-se a ter um diretor. O que é uma pena pois com os avanços tecnológicos acredito que esse seria um bom momento para que uma nova versão do herói de fato voltasse as telonas, e a opção de ser um filme da Tropa enche mais meus olhos, pois é lá que se encontra boa parte da mitologia do herói e poderia ser uma boa porta de entrada para vilões intergaláticos.

O herói de fato tem bastante potencial para o cinema, porém eu percebo que o herói nunca foi prioridade nos planos da DC/Warner, que prefere investir seu dinheiro nos famosinhos da sua marca o Superman e Batman, mas talvez seja uma boa hora mudar um pouco a abordagem e dar descanso a esses que já tiveram alguns filmes ao longo dessas duas décadas, dessa forma, talvez tenhamos um fio de esperança para o lanterna e quem sabe até para o Flash que é um dos mais famosos da editora mais não ganha um filme a um bom tempo.

E não pense que o lanterna não traria lucro pra Warner, visto que o herói tem uma fã base maior que Aquaman e Shazam os dois últimos filmes lançados pela companhia. Mas eu tenho fé, tenho fé que o Lanterna e o Flash terão seus filmes, mas eu também tenho paciência, quero um filme deles, mas quero que seja bem feito então espero pacientemente pela hora e o diretor certo, porque de cagada basta o de 2011.

Ordem de leitura dos quadrinhos

Mas já que não veremos esse herói tão cedo nas telonas vou passar aqui uma ordem de leitura pra vocês, todos os matérias estão disponíveis em português e todos foram publicados em capa dura pela Panini, a fase mais aguda do personagem como: A noite mais densa, a ira dos lanternas vermelhos e a guerra do anel talvez te dê mais trabalho de encontrar , mas você com certa facilidade encontrar scans na internet para poder ler as histórias. Abaixo encontra-se a sequencia de leitura:

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01 – Origens Secretas
01 – Origens Secretas
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02 Renascimento
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03 – Sem medo
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04 – A vingança dos Lanternas Verdes
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05 – Hal Jordan: Procurado
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06 – Tropa dos lanternas verdes: o lado negro do verde
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07 – A guerra dos anéis 1
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08 – A guerra dos anéis 2
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09 – A ira dos lanternas vermelhos
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10 – O agente laranja
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11 – a noite mais densa
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12 – O dia mais claro

É isso pessoal espero que tenham gostado do texto, vejo vocês em breve.

O CONTADOR LEU: MÔNICA FORÇA de Bianca Pinheiro

por Airis Vital

Essa HQ foi lançada alguns anos. Mais vim ter acesso a ela no final do ano passado. Em uma dessas noites que você deseja uma leitura rápida para distração (por que você está com tantos livros acumulados que já não sabe qual lê primeiro), pegue-o da estante e logo comecei a pelo seu prefácio, escrito pelo Maurício de Souza.

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Lá estava eu, imersa em emoções, ganhando empatia e repeito por Bianca Pinheiro. Não sei você, mais amo conhecer os autores das obras que tocam nas pluralidades de formas. Ela foi uma desses achados para guardar e acompanhar com muita admiração.

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Sem sobra de dúvida a leveza e o jeito da abordagem tematizada na narrativa, me fez visitar não só minha infância mais olhar com maior perspectiva ao meu redor, crianças e adolescentes em sua maturidade e em seus humores oscilantes.

O contador indica! 🙂

Livro: Mônica Força Editora: Panini Ano de publicação: 2016 ISBN: 8542604466 Páginas: 84

10º TORNEIO DE BEACH SOCCER – TOURINHOS 2019

Galeria mostra como foi a edição que culminou com o hexa da sede.

POR RUBENS DOS ANJOS
SÃO MIGUEL DO GOSTOSO/RN

O 10º Torneio de Beach Soccer realizado no último dia 06 culminou com o hexa da sede de São Miguel do Gostoso, mas aqui nos prezamos mais que o troféu! Veja nossa galeria especial com os cliques do evento:

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Até qualquer hora!

O QUE ROLOU NA SEXTA DA 5ª MOSTRA DE CINEMA DE GOSTOSO

POR IASLAN NASCIMENTO

A mostra de cinema de gostoso já começou, mas se você não foi na sexta  eu te mostro o que rolou. 

Nessa matéria vou focar nos filmes exibidos na primeira noite

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Começamos a noite com o curta produzido pelo Coletivo Nós do Audiovisual grupo local de cinema que abrilhanta a noite com  O Derradeiro.

Segundo Ricardo André a nova safra do coletivo Nós do Audiovisual não decepcionou entregou um curta com  a identidade de São Miguel do Gostoso com um roteiro bem amarrado e uma fotografia muito boa. O curta aborda uma pratica muito comum na região, aproximando assim, ainda mais o público da história contada na telona. Ricardo diz que em sua opinião o roteiro  desse filme foi um dos melhores feitos pelo coletivo Nós do Audiovisual. Ricardo finaliza suas impressões dizendo: “É um filme bom e bonito”. Ariclenes Silva grande fotografo da cidade, ressalta a fotográfica do filme e complementa dizendo que o filme é poético

Sinopse “Seu Luiz navega no oceano de suas memórias deixando as lembranças falarem mais alto do que a realidade.”

Iniciando a mostra competitiva da sexta feira temos o curta Guaxúma. O filme é uma animação que mistura diferentes técnicas de stopmotion com três diferentes tipos de expressões artisticas envolvendo areia, o filme vai te envolver pela estética e pela história, um verdadeiro deleite o curta.

Sinopse “Eu e Tayra crescemos juntas na praia de Guaxuma. A gente era inseparável. O sopro do mar me traz boas lembranças.”

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Uma das animações utilizadas no filme

Codinome Breno o segundo curta da noite, é um curta do Rio Grande do Norte conta com registros antigos e novos um pouco da história da família de Breno e os motivos que o levaram a ter esse nome. Monoel Batista diretor e irmão de Breno faz  um filme que busca o resgate histórico de períodos sombrios onde o Brasil enfrentava uma ditadura militar. O filme conta com o depoimento da ex-presidenta Dilma Rouseff amiga da família.

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Codinome Breno: registro de um dos momentos contra a ditadura 

O longa da noite Sócrates trás uma grande crítica social e afunda os expectadores e reflexão.

O longa tem uma história densa e complexa. mostra as dificuldades enfrentadas por Sócrates jovem humilde que perde sua mãe e não consegue se manter. A jornada do jovem é árdua e triste. O filme tem a incrível capacidade de te fazer sofrer cada “derrota” ou porta fechada na cara junto com o protagonista, confesso que sai da sessão abalado pela história contada.

O longa  ganhou três indicações ao Independent Spirit Awards, considerado o Oscar do cinema independente. O longa brasileiro disputa nas categorias John Cassavetes (melhor filme com orçamento inferior a US$ 500 mil), diretor revelação e melhor ator, para Christian Malheiros.

Na última, o ator vai enfrentar atores celebrados, como Joaquin Phoenix (“Você nunca esteve realmente aqui”) e Ethan Hawke (“First reformed”) — John Cho (“Buscando…”) e Daveed Diggs (“Ponto cego”) completam a lista.

Sinopse “Após a morte de sua mãe, Sócrates encontra-se sozinho, aos 15 anos. Sua jornada pela sobrevivência enfrenta situações de pobreza, violência, racismo e homofobia, que testam sua coragem para continuar vivendo. SÓCRATES retrata os desafios vividos por milhares de jovens expostos a riscos no Brasil. Esse filme foi produzido por jovens capacitados pelo Instituto Querô, organização não governamental de Santos, litoral de São Paulo, reconhecida pelo UNICEF, que utiliza o audiovisual como ferramenta de inclusão para jovens em situação de risco social.”

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O tema recorrente na primeira noite foi a praia apesar de não ser um dos personagens no filme Sócrates que finalizou a noite o filme trás diversas aparições dela.

 

Continuem ligados na mostra de cinema e no contador, até a próxima!

8ª FLIQ DE 31 À 04 DE SETEMBRO

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POR IASLAN NASCIMENTO

A 8ª Feira de Livros e Quadrinhos de Natal muda de palco. A edição 2018 será realizada no Arena das Dunas, no período de 31 de agosto a 04 de setembro. Durante cinco dias, serão desenvolvidas mais de 100 horas de atividades culturais gratuitas. São palestras, debates, cordel, oficinas, lançamentos de livros, quadrinhos, games culturais, sessões de autógrafos e apresentações culturais.

Consolidada como um dos principais eventos de Quadrinhos do Nordeste, a FLiQ Natal vem atingindo, a cada edição, uma marca de mais de 20 mil visitantes, entre escolas públicas e privadas, universidades e a sociedade civil. Tendo como principal objetivo estimular os quadrinhos, a leitura e a produção literária – a Feira  tem diversificado sua atuação na área cultural, registrando novas formas de potencializar a educação e a arte no Rio Grande do Norte.

PROGRAMAÇÃO DO EVENTO:

Clique para acessar o programacao-ago2018.pdf

LISTA DE CONVIDADOS:

http://www.fliqnatal.com.br/programacao-convidados

O evento começa hoje e temos já uma das a atrações mais bacanas com Fabio Brazza começando às 19:30 no Palco com Rap, poesia e bate-papo.

E o evento finaliza com um bate-papo no na terça dia 4 com Eduardo Spohr famoso escritor de literatura fantastica do Brasil autor de livros como: A batalha do apocalipse, e a trilogia filhos do éden.

Espero vocês lá!

ARICLENES SILVA ABRIRÁ GALERIA EM SÃO MIGUEL DO GOSTOSO COM EXPOSIÇÃO

Fotógrafo fará sua quarta exposição, desta vez em um ambiente novo e planejado especialmente para a arte ser admirada.

POR AILTON RODRIGUES
NATAL/RN

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Arizona (Foto: Ariclenes Silva)

O fotógrafo Ariclenes Silva declarou ao Contador de Causos que abrirá uma galeria em São Miguel do Gostoso e a data da inauguração também já está fechada: será em 25 de agosto.

A mais nova exposição de Ari foi denominada de 10 Aspectos Municipais e tem a pretensão de nos fazer refletir, mais uma vez, sobre a realidade de Gostoso, em especial dos distritos que ele já visitou. Contará também com a performance da banda Substância Zero.

A galeria Ariclenes Silva será o mais novo espaço artístico da cidade, além das fotografias e exposições, o fotógrafo também venderá exemplares do seu livro que foi lançado no ano passado. Nada mais conveniente que tudo isso seja realizado em agosto que é reconhecido como o mês da fotografia para as pessoas do ramo.

SOBRE ARICLENES SILVA

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Ariclenes Silva (à esquerda) e Fernando Miranda (à direita) são os fotógrafos da exposição.

Figura cativa aqui pelo Contador de Causos, Ari teve sua carreira artística iniciada em 2012 após um curso de fotografia. Com sua câmera, ele viajou os distritos de São Miguel do Gostoso de onde tirou o projeto Retrato da Comunidade (que teve parceria do Contador).

Já ganhou um Prêmio CDHEC e foi reconhecido internacionalmente ao ter uma das suas imagens como uma das 500 melhores do mundo em um concurso realizado em Dubai. No final de 2017.

SERVIÇO

O Que? Exposição fotográfica 10 Aspectos Municipais.

Data: 25 de agosto de 2018, às 19 horas.

Local: Galeria Ariclenes Silva, na Avenida dos Arrecifes, próximo a Escola Municipal Zuza Torres.

Nós continuamos de olho.  Até qualquer hora!

EXPOSIÇÃO ‘MEMÓRIAS AFETIVAS’ SEGUE ATÉ O FIM DE JANEIRO EM GOSTOSO

Exposição segue até 31 de janeiro no IASNIN.

POR G7 COMUNICAÇÃO

Exposição 3

São Miguel do Gostoso terá até o dia 31 de janeiro a oportunidade de sediar a exposição com o olhar de Alberto Ferreira, considerado um dos maiores fotógrafos do Brasil. As fotos estão expostas no Instituto de Ação Social e Cidadania Nilo e Isabel Neri (IASNIN), em São Miguel do Gostoso, com entrada gratuita. Entre os registros fotográficos de Alberto está a famosa foto de Pelé suspenso no ar, posição conhecida no mundo futebolístico como “bicicleta”, em um jogo Brasil x Bélgica, em 1965, no qual os brasileiros venceram por 5 a 1. A “bicicleta” de Pelé – junto com outras nove fotos do mesmo autor – estará na exposição do LASNIN.

A exposição de Alberto Ferreira em São Miguel do Gostoso é a segunda deste fotógrafo no Nordeste. Antes suas fotos haviam sido expostas apenas em João Pessoa – PB, seu Estado natal, em 2014. A exposição serviu para lançar a revista Fotografia Paraibana, com fotos de fotógrafos paraibanos.  Alberto chegou a ser goleiro do Botafogo da Paraíba e mudou-se para o Rio de Janeiro, com o objetivo de ser goleiro do Flamengo. Não conseguiu atuar no Flamengo, mas foi contratado pelo Jornal do Brasil, considerado um dos maiores jornais do país, onde recebeu 12 prêmios Esso de Fotografia como editor e trabalhou por 32 anos.

Exposição 1

A exposição de Alberto Ferreira faz uma espécie de “contraponto” com Ariclenes Silva, fotógrafo de São Miguel do Gostoso. Muitas das fotos de Ariclenes têm referências no trabalho de Alberto Ferreira. A foto da “bicicleta” de Pelé, por exemplo, vai fazer “contraponto” com um jogo de futebol de crianças em São Miguel do Gostoso. A exposição dos dois profissionais irá se chamar “Memórias Afetivas – Passado e Presente” e contará com 20 fotos (dez de cada um deles).

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Foto rara de Alberto Ferreira em 1962.

Outra foto de Alberto Ferreira, em que Pelé aparece curvado sobre as pernas depois de uma contusão em um jogo da Copa do Mundo do Chile, em 1962, deu o Prêmio Esso de Fotografia para Alberto Ferreira. O fotógrafo, que nasceu em 1932, em Alagoa Grande (PB), e morreu em 2007, no Rio de Janeiro, detém um acervo de 20 mil fotos, das quais duas mil são registros da construção de Brasília. Trata-se de um dos maiores acervos fotográficos do Brasil. Suas fotos – que alcançam hoje grande valor de mercado – são comercializadas pela Galeria Lume, de São Paulo.

As fotos de Alberto Ferreira são famosas não só no Brasil. Ele já participou de exposições em vários outros países.

A exposição “Memórias Afetivas – Passado e Presente”, tem curadoria de Carlos Ferreira, filho de Alberto Ferreira. Carlos é proprietário do restaurante “Jangadeiro de Sabores”, em São Miguel do Gostoso.

Serviço:

Exposição “Memórias Afetivas – Passado e Presente”

Data: até 31 de janeiro de 2018

Local: Instituto de Ação Social e Cidadania Nilo e Isabel Neri (LASNIN), em São Miguel do Gostoso.

Entrada gratuita.

O CONTADOR LEU: A HORA DO LOBISOMEM

POR IASLAN NASCIMENTO

Olá amigos, hoje vamos falar sobre livros, mas especificadamente sobre a hora do lobisomem do nosso querido Stephen King.

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Sinopse:

“A pequena cidade de Tarker’s Mill sempre foi um lugar pacífico, onde nada acontecia… Até que um dia violentos assassinatos começam a ocorrer. Habitantes locais acham que essas mortes se devem a algum maníaco que anda à solta. Porém o jovem Marty acredita que o assassino não é uma pessoa, mas sim um lobisomem.”

Pra começo de história ele é um livro diferenciado, ao invés de capítulos a narrativa é separada por meses, doze meses do ano, cada um com mais ou menos 6 páginas referentes a um ataque da fera, nos primeiros 6 meses praticamente os personagens não se repetem, isso muda nos outros 6 meses onde o mistério começa a ser desvendado. O livro está sendo relançado pela editora Suma em um projeto que eles chamam de Biblioteca do Stephen King onde o primeiro livro a ser relançado foi Cujo, o segundo A Hora do Lobisomem e o terceiro O Iluminado.

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coleção até o momento da  biblioteca do Stephen King da editora Suma.

Bom e o que eu achei do livro, eu simplesmente amei, gostei muito do jeito que ele foi escrito, mesmo sendo curtinho, ele é fantástico, você fica envolvido na história de uma forma que só o King consegue fazer. O personagem central da história não aparece desde o início, porém ele vai te cativar na primeira página, os personagens “secundários” em alguns casos vão fazer vocês desejarem as mortes. E o mistério de quem é o lobisomem, meu amigo como ele faz isso bem, ele fica citando o dito cujo quase sempre, o que só faz sua curiosidade aumentar, e isso é muito bacana que te faz terminar o livro de uma vez ( visto que o livro tem apenas 152 com muitas ilustrações) e é o que geralmente vocês faram rsrs.

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Como citado no paragrafo acima Temos muitas, mas muitas ilustrações e todas são belíssimas, sério todas são tão perfeitas que se brincar você vai perder mais tempo observando-as do que lendo o livro. A cada mês temos uma ilustração referente ao ataque, e no final do livro temos 4 ilustrações feitas por ilustradores brasileiros, onde eles escolheram o momento que eles mais gostaram e ilustraram, também achei bem bacana o trabalho deles. As ilustrações que aparecem durante os meses do livro são do Bernie Wrightson. Eu só tenho um problema com as ilustrações, na maioria dos casos elas aparecem antes do fato ocorrer o que é um tremendo spoiler, e foi exatamente isso que aconteceu quando é revalado o lobisomem, a ilustração acontece 1 página antes, confesso que fiquei bem triste.

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Uma das ilustrações do Bernie Wrightson

Dito tudo isso, minhas considerações finais são: O livro é bom, a capa é linda (um trabalho belíssimo da Suma, detalhe a cabeça do lobisomem da capa é em auto relevo e é feito de uma matéria diferenciado que chega a te dar a sensação de pelo é bem bacana se você ver esse livro não deixe de sentir a capa dele), as ilustrações são fantásticas, e é o King né. Então é isso eu super recomendo a leitura desse livro e que você aprecie cada ilustração. Obrigado por estar apoiando o nosso Blog e espero que goste dos nossos textos, até a próxima!

O CONTADOR VIU MILLION YEN WOMEN

POR: IASLAN NASCIMENTO

Olá amigos, hoje vamos falar de Million yen women. Mais uma das séries originais da Netflix. A história dessa série japonesa é a seguinte ” Shin (Yojiro Noda) sempre sonhou em ser um grande romancista, mas quando sua carreira não decolou como ele planejara, o jovem teve que pensar em outros planos para sobreviver. É aí que ele conhece Minami Shirakawa (Rila Fukushima), Hitomi Tsukamoto (Rena Matsui), Yuki Kobayashi (Miwako Wagatsuma), Midori Suzumura (Rena Takeda) e Nanaka Seki (Yuko Araki), cinco mulheres lindas e misteriosas dispostas a lhe pagar uma boa quantia para que ele cuide da casa. A única condição é que o garoto não pergunte nada sobre a história delas”.

A série é distribuída pela Netflix, com 12 episódios com duração média de 24 minutos. Bom vamos as considerações sobre essa obra japonesa. Essa série me pegou no primeiro episódio, uma série cheia de mistérios, com 6 personagens principais (Shin o romancista, e as cinco mulheres misteriosas) com um bom desenvolvimento, e boas histórias é impossível você não ficar empolgado ao final de cada episódio. Uma das coisas que me chamou muito atenção foi a quantidade de personagens na trama, que mesmo com apenas 12 episódios consegue nos mostrar bem cada um deles, não quero me aprofundar muito, quero deixar que vocês se surpreendam.

A cada episódio você descobre uma parte do quebra-cabeça que é essa história, e meus amigos essa série tem muitas revira-voltas e tudo é tão bem construído que você fica de queixo caído quando descobre cada uma delas, e tudo é simplesmente fantástico. Essa é uma das séries que eu estou indicando para todos os meus amigos incluindo vocês leitores do contador, não deixem de assistir. Então é isso amigos essa é minha recomendação de série para vocês!!

O DESENHO E O DESENVOLVIMENTO DAS CRIANÇAS

Os rabiscos ganham complexidade conforme os pequenos crescem e, ao mesmo tempo, impulsionam seu desenvolvimento cognitivo e expressivo.

POR THAIS GURGEL
REVISTA NOVA ESCOLA

Reprodução/agradecimento a Creche Central da Universidade de São Paulo (USP)

“Sabia que eu sei desenhar um cavalo? Ele está fazendo cocô.”
“Vou desenhar aqui, que tem espaço vazio.”

“O cavalo ficou escondido debaixo disso tudo!” Joana, 3 anos

No início, o que se vê é um emaranhado de linhas, traços leves, pontos e círculos, que, muitas vezes, se sobrepõem em várias demãos. Poucos anos depois, já se verifica uma cena complexa, com edifícios e figuras humanas detalhados. O desenho acompanha o desenvolvimento dos pequenos como uma espécie de radiografia. Nele, vê-se como se relacionam com a realidade e com os elementos de sua cultura e como traduzem essa percepção graficamente.

Toda criança desenha. Pode ser com lápis e papel ou com caco de tijolo na parede. Agir com um riscador sobre um suporte é algo que ela aprende por imitação – ao ver os adultos escrevendo ou os irmãos desenhando, por exemplo. “Com a exploração de movimentos em papéis variados, ela adquire coordenação para desenhar”, explica Mirian Celeste Martins, especialista no ensino de arte e professora da Universidade Presbiteriana Mackenzie. A primeira relação da meninada com o desenho se dá, de fato, pelo movimento: o prazer de produzir um traço sobre o papel faz agir.

Os rabiscos realizados pelos menores, denominados garatujas, tiveram o sentido ampliado sob o olhar da pesquisadora norte-americana Rhoda Kellogg, que observou regularidades nessas produções abstratas (veja no topo da página o desenho de Joana, 3 anos, e sua explicação).Observando cerca de 300 mil produções, ela analisou principalmente a forma dos traçados (rabiscos básicos) e a maneira de ocupar o espaço do papel (modelos de implantação) até a entrada da criança no desenho figurativo, o que ocorre por volta dos 4 anos.

No período de produção de garatujas, ocorre uma importante exploração de suportes e instrumentos. A criança experimenta, por exemplo, desenhar nas paredes ou no chão e se interessa pelo efeito de diferentes materiais e formas de manipulá-los, como pressionar o marcador com força e fazer pontinhos. Essa atitude de experimentação tem valor indiscutível na opinião de Rhoda:

“Para ela ‘ver é crer’ e o desenho se desenvolve com base nas observações que a criança realiza sobre sua própria ação gráfica”, ressalta Rosa Iavelberg, especialista em desenho e docente da Faculdade de Educação da Universidade de São Paulo (USP), no livro O Desenho Cultivado da Criança: Práticas e Formação de Educadores.

Esse aprendizado durante a ação é frisado pela artista plástica e estudiosa Edith Derdyk: “O desenho se torna mais expressivo quando existe uma conjunção afinada entre mão, gesto e instrumento, de maneira que, ao desenhar, o pensamento se faz”.

De início, a criança desenha pelo prazer de riscar sobre o papel e pesquisa formas de ocupar a folha.

Com o tempo, a criança busca registrar as coisas do mundo

Uma das principais funções do desenho no desenvolvimento infantil é a possibilidade que oferece de representação da realidade. Trazer os objetos vistos no mundo para o papel é uma forma de lidar com os elementos do dia a dia. “Quando a criança veste uma roupa da mãe, admite-se que ela esteja procurando entender o papel da mulher”, explica Maria Lúcia Batezat, especialista em Artes Visuais da Universidade Estadual de Santa Catarina (Udesc). “No desenho, ocorre a mesma coisa. A diferença é que ela não usa o corpo, mas a visualidade e a motricidade.” Esse processo caracteriza o desenhar como um jogo simbólico (veja abaixo o comentário de Yolanda, 5 anos, sobre seu desenho).

“Esse aqui não é um coelho. Não me diga que é um coelho porque é um boi bebê. Eu estou fazendo uma galinha que foi botar ovo no mato. Quer dizer, uma menina que foi pegar plantas no mato para dar ao marido” Yolanda, 5 anos

Muitos autores se debruçaram sobre as produções gráficas infantis, analisando e organizando-as em fases ou momentos conceituais. Embora trabalhem com concepções diferentes e tenham chegado a classificações diversas, é possível estabelecer pontos em comum entre as evolutivas que estabelecem. Pesquisadores como Georges-Henri Luquet (1876-1965), Viktor Lowenfeld (1903-1960) e Florence de Mèridieu oferecem elementos para a compreensão dos desenhos figurativos das crianças, destacando algumas regularidades nas representações dos objetos.

Desenhar é uma forma de a criança lidar com a realidade que a cerca, representando situações que lhe interessam.

Mais cedo ou mais tarde, todos os pequenos se interessam em registrar no papel algo que seja reconhecido pelos outros. No começo, é comum observar o que se convencionou chamar de boneco girino, uma primeira figura humana constituída por um círculo de onde sai um traço representando o tronco, dois riscos para os braços e outros dois para as pernas. Depois, essa figura incorpora cada vez mais detalhes, conforme a criança refine seu esquema corporal e ganhe repertório imagético ao ver desenhos de sua cultura e dos próprios colegas.

Uma das primeiras pesquisas dos pequenos, assim que entram na figuração, é a relação topológica entre os objetos, como a proximidade e a distância entre eles, a continuidade e a descontinuidade e assim por diante. Em seguida, eles se interessam em registrar tudo o que sabem sobre o modelo ao qual se referem no desenho, e é possível verificar o uso de recursos como a transparência (o bebê visível dentro da barriga mãe, por exemplo) e o rebatimento (a figura vista, ao mesmo tempo, por mais de um ponto de vista). Assim, a criança se aproxima das noções iniciais de perspectiva e escala, estruturando o desenho em uma cena, sem misturar na mesma produção elementos de diferentes contextos (veja abaixo a produção de Anita, 5 anos, que detém essas características).

“Vou desenhar a minha casa. Aqui é o portão e tem uma janela aqui.” Anita, 5 anos
“Dá para ver a sua mãe dentro de casa?” Repórter
“Não, porque a porta parece um espelho. Só daria se a janela estivesse aberta.” Anita

O desenho é espontâneo ou é fruto da cultura?

Entre os principais estudiosos, há uma cizânia. Há os que defendem que o desenho é espontâneo e o contato com a cultura visual empobrece as produções, até que a criança se convence de que não sabe desenhar e para de fazê-lo. E há aqueles que depositam justamente no seu repertório visual o desenvolvimento do desenho. Nas discussões atuais, domina a segunda posição. “A única coisa que sabemos ser universal no desenho infantil é a garatuja. Todo o resto depende do contexto cultural”, diz Rosa Iavelberg.

Detalhes da figura humana, noções de perspectiva e realismo visual são elementos da evolução do desenho.

Essa perspectiva não admite o empobrecimento do desenho infantil, mas entende que a criança reconhece a forma de representar graficamente sua cultura e deseja aprendê-la. Assim, cai por terra o mito de que ela se afasta dessa prática quando se alfabetiza. “O desenho é uma forma de linguagem que tem seus próprios códigos”, diz Mirian Celeste Martins. “Para se aproximar do que ele expressa, é preciso fazer uma escuta atenta enquanto ele é produzido.” Para Mirian, a relação entre a aquisição da escrita e a diminuição do desenho ocorre porque a escola dá pouco espaço a este quando a criança se alfabetiza – algo a ser repensado em defesa de nossos desenhistas.

* Os desenhos e os diálogos publicados nesta reportagem são de crianças de 3 a 5 anos da Creche Central da Universidade de São Paulo (USP)

ORIGINAL: http://novaescola.org.br/conteudo/121/o-desenho-e-o-desenvolvimento-das-criancas.

Quer saber mais?

  • BIBLIOGRAFIA
    O Desenho Cultivado da Criança: Práticas e Formação de Educadores, Rosa Iavelberg, 112 págs., Ed. Zouk, tel. (51) 3024-7554, 23 reais
  • Tratado de Psicologia Experimental, vol. 8, Paul Fraisse e Jean Piaget, 313 págs., Ed. Forense, tel. (11) 4062-5152 (edição esgotada)