Todos os posts de Andrieli Torres

Graduada em Comunicação Social - Jornalismo, pela Universidade Potiguar (UnP).

O CONTADOR VIU: MILAGRE NA CELA 7

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Foto: Reprodução

Milagre na cela 7, sucesso da Netflix, lançado em 2019, se tornou um dos mais vistos, ficando por várias semanas no Top 10 na plataforma. Devido a quarenta por causa da pandemia do novo coronavírus (Covid-19), o filme dirigido por Mehmet Ada Öztekin, ganhou muito destaque este ano.

A obra é um remake (nova versão) de um longa-metragem sul-coreano realizado em 2013. Um homem com uma deficiência intelectual tenta provar sua inocência ao ser envolvido por acaso em um acidente em que resulta na morte de uma criança, a filha de um comandante do exército turco.

O personagem Memo, interpretado pelo ator Aras Bulut İynemli, ao ser pego pelos soldados na cena do acidente, é preso sem piedade e sem a chance de se defender. Ele acaba sendo separado da sua filha Ova, uma criança meiga e amável, interpretada pela atriz Nisa Sofiya Aksongur. Com mais de duas horas de duração, o filme conta uma história para sorrir, mas principalmente para se emocionar.

É um drama turco, onde só é possível assistir neste idioma e legendado. Mas não é isso que impede que a trama seja pura emoção. Memo é um pai muito carinhoso que vive com a filha e a avó Fatma, interpretada por Celite Toyon Uysal, em um humilde vilarejo, localizado na Turquia. Após o acidente que resulta na prisão dele, tudo muda na vida dos três.

Memo vai para uma prisão onde tudo pode mudar ao seu favor. Preso em uma cela com outros homens, um milagre acontece dentro de um lugar improvável. A vida dele, Ova e dos companheiros de cela nunca mais serão as mesmas depois da chegada de Memo. Não é só o destino de Memo que transforma na prisão, o personagem com sua bondade leva esperança para os outros prisioneiros, que começam a repensar nos seus erros do passado e tentam consertar em busca do perdão.

Apesar da violência vivida por Memo dentro do presídio, o filme não perde a sensibilidade e a empatia que é impossível não se criar pelo personagem e sua filha Ova. A menina que apesar de muito nova, luta como uma adulta para conseguir salvar o pai. E com a ajuda dos outros prisioneiros que dividem a cela com Memo, o desfecho muda.

Milagre na cela 7, é uma reflexão para repensar sobre perdão, principalmente de si mesmo, e também sobre bondade e empatia, e por isso, está arrancando as lágrimas de milhares de pessoas no mundo inteiro.

EM NOITE DE FICÇÃO, MOSTRA DE CINEMA CHEGA AO 4° DIA REPLETA DE AVENTURA

Após Seminário, a sessão da Mostra Competitiva na Praia do Maceió foi palco para filmes de ficção

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Equipe do curta “Autômato do Tempo”

Seguindo com a programação, a segunda-feira (26) marcou o quarto dia da 5ª Mostra de Cinema de Gostoso com o Seminário “Distribuição para Cinema, TV e Plataformas”, que foi uma verdadeira aula sobre como distribuir filmes, onde o público presente pode aprender um pouco mais sobre o assunto.

Às 8h as crianças da cidade lotaram o auditório do Centro de Cultura para assistirem os filmes da Mostra Infantil. No mesmo local no início da tarde, aconteceu a Mostra Panorama.

Já no finalzinho da manhã, os telespectadores puderam conferir na Pousada dos Ponteiros, o debate com os realizadores dos filmes exibidos na Mostra Competitiva do dia anterior.

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Seminário sobre distribuição de filmes

O fim da tarde foi marcado pelo Seminário, que aconteceu também na Pousada dos Ponteiros às 17h,  mediado por Bárbara Sturm (Elo Company) e Isabelle Cabral  (Pipa Produções), que deram uma verdadeira aula sobre a questão da distribuição de filmes e o que fazer para que eles sejam assistidos por muitas pessoas para que o audiovisual seja distribuído através de vários meios.

Na ocasião foi ressaltado que apenas três estados do nordeste conseguem colocar filmes para distribuição, mesmo assim com resultados frágeis, que são: Pernambuco, Bahia e Paraíba.

E para fechar a noite com chave de ouro, foi exibido na praia do Maceió a Mostra Coletivo Nós do Audiovisual com o filme “Autômato do tempo”, uma ficção científica com direção de Rubens dos Anjos, o curta tem uma pegada de aventura, diferente de tudo o que o Coletivo já havia produzido.

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Helio Ronyvon diretor do curta “Ainda que eu ande pelo vale da sombra da morte” falando sobre filme

O espírito aventureiro não parou por aí, foram exibidos na Mostra Competitiva, os curtas: “Teoria sobre um mundo estranho”, do diretor Marco Antônio Pereira, “Ainda que eu ande pelo vale da sombra da morte” com a direção de Helio Ronyvon, e encerrou com o longa-metragem “Inferninho” com direção de Guto Parente e Pedro Diógenes.

Ambos os filmes da penúltima noite da 5ª Mostra de Gostoso fogem do contexto habitual do que o público está acostumado a assistir.

COM DOIS POTIGUARES E O MELHOR DO FESTIVAL DO GRAMADO, CURTAS DA MOSTRA COMPETITIVA PROMETEM EMOCIONAR

A 5ª Mostra de Cinema de Gostoso acontece de 23 a 27 de novembro na cidade de São Miguel do Gostoso e com ela teremos a tradicional votação do júri popular para Melhor Longa, Melhor Curta e Menção Honrosa da Mostra Competitiva.

Os  vencedores serão premiados com o troféu Luis da Câmara Cascudo. Nesta edição concorrem ao prêmio 12 obras, sendo 4 longas e 8 curtas metragens. Para te dar um aperitivo do que vem por aí, nós separamos nesta parte 02 as sinopses, curiosidades e alguns traillers dos filmes de curta-metragem, vejam:

CURTAS METRAGENS

AINDA QUE EU ANDE PELO VALE DA SOMBRA DA MORTE (RN – 2018)

Direção: Hélio Ronyvon / 10 min

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Cartaz do filme “Ainda que eu ande pelo vale da sombra da  morte”

Sinopse:

Ciana e Zefinha sempre viveram uma para a outra. Sobreviver é um desafio diário e saber perdoar sem lembrar do passado vai ser fundamental para poder seguir em frente.

Curiosidade:

Esse é o primeiro curta-metragem de Helio Ronyvon como diretor em uma obra de ficção.

CATADORA DE GENTE (RS – 2018)

Direção: Mirela Kruel / 18 min

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Cartaz do filme “Catadora de Gente”

Sinopse:

Catadora de Gente é Maria Tugira Cardoso. Há 30 anos a personagem do filme dedica sua vida a catação de lixo. Com sua fala lúcida a respeito da vida e de suas complexidades, Tugira narra sua história e propõe ao espectador uma reflexão profunda sobre as desigualdades sociais do Brasil.

Festival que participou:

Este ano, o filme foi selecionado para a programação da Mostra Competitiva Brasileira de Curtas-metragens no festival “É Tudo Verdade 2018 -Festival Internacional de Documentários”.

Trailler: 

CODINOME BRENO (RN – 2018)

Direção: Manoel Batista / 19 min

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Foto que retrata a história do filme “Codinome Breno”

O filme  retrata a busca de um filho pelas memórias do pai  – um ex-militante  político na ditadura.

” Ficamos em dúvida sobre a abordagem. E achamos como solução fazer o relato da minha vivência sobre o resgate dessa memória. O filme não é sobre a história do meu pai e, apesar do nome, também não é sobre a história do Breno, codinome do Carlos Alberto Soares de Freitas. Decidimos fazer um filme sobre essa busca pela memória do meu pai, do Breno e de uma época importante para o país”, disse Manoel Batista, filho de Jorge em uma entrevista para o site Saiba Mais.

GUAXÚMA (PE – 2018)

Direção: Nara Normande / 14 min

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Cartaz do filme Guaxúma”

Sinopse:

Eu e a Tayra crescemos juntas na praia de Guaxuma. A gente era inseparável. O sopro do mar me traz boas lembranças.

 Festivais  que foi exibido:

Este ano o filme, uma ficção animada em diferentes técnicas de areia, foi selecionado para as competições do Festival de Annecy e Toronto.

Também em 2018, o filme concorreu ao Kikito de Melhor Curta do 46º Festival de Cinema de Gramado.

El Gouna Film Festival, no Egito, na categoria melhor curta-metragem.

O curta já foi exibido também na Cinemateca Capitólio Petrobras.

MESMO COM TANTA AGONIA (SP – 2018)

Direção: Alice Andrade Drummond / 19 min

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Cartaz do filme “Mesmo com tanta agonia”

Sinopse: 

É aniversário da filha de Maria. No trajeto do trabalho para a festa, ela fica presa no trem, em função de uma pessoa caída acidentalmente sob os trilhos.

Festivais que participou:

51ª edição do Festival de Brasília do Cinema Brasileiro

 

NOVA IORQUE (PE – 2018)

Direção: Leo Tabosa / 24 min

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Cartaz do filme “Nova Iorque”

Sinopse:

Hermila e Leandro querem fugir. Hermila e Leandro querem ficar.

Festival que participou:

Selecionado para o 28º Cine Ceará – Festival Ibero-americano de Cinema, em Fortaleza, Ceará.

Concorreu ao Kikito de Melhor Curta do 46º Festival de Cinema de Gramado

Curiosidade:

O curta Nova Iorque é primeira obra de ficção do cineasta.

Trailler:

P’S (RN – 2018)

Direção: Lourival Andrade / 13 min

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Cartaz do filme “P’S”

Sinopse:

O curta-metragem é inspirado na peça teatral P’S,  uma adaptação do livro “Eu, Pierre Rivière, que degolei minha mãe, minha irmã e meu irmão”, de Michel Foucallt, e que tem como protagonista o ator caicoense Alexandre Muniz.

Festival que participou:

Foi selecionado para o 7º Curta Suzano, São Paulo

 

TEORIA SOBRE UM PLANETA ESTRANHO (MG – 2018)

Direção: Marco Antônio Pereira / 14 min

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Cartaz do filme “Teoria sobre um planeta estranho”

Sinopse:

O filme fala sobre o amor, morte e sentido da vida por meio da paixão de um homem por uma mulher.

Festival que participou:

El Gouna Film Festival no Egito, na categoria curta-metragem.

 

FONTES CONSULTADAS:

http://caboreaudiovisual.com.br/ainda-que-eu-ande-pelo-vale-da-sombra-da-morte/

http://www.festivaldegramado.net/competidores/catadora-de-gente-2018-rs/

http://www.tribunadonorte.com.br/noticia/cabora-lana-a-tra-s-filmes-hoje/426208

http://www.historiadocinemabrasileiro.com.br/catadora-de-gente/

Curta na Cinemateca: Filmes de Nara Normande

https://www.folhape.com.br/diversao/diversao/cinema/2018/08/24/NWS,79027,71,583,DIVERSAO,2330-DOIS-FILMES-PERNAMBUCANOS-ESTAO-DISPUTA-FESTIVAL-GRAMADO.aspx

https://vertentesdocinema.com/2018/08/29/critica-curta-nova-iorque/

Filme produzido em Caicó é selecionado para Mostra Competitiva em São Paulo

https://filmow.com/mesmo-com-tanta-agonia-t264000/

https://anba.com.br/filmes-brasileiros-sao-selecionados-para-festival-no-egito/

CURSOS DE FORMAÇÃO TÉCNICA E AUDIOVISUAL REVOLUCIONARAM O JEITO DE SE OLHAR PARA GOSTOSO

Conclusão do ciclo da primeira turma teve como frutos 10 obras cinematográficas e quatro Mostras de Cinema, colocando a cidade na rota dos festivais do país. 

POR ANDRIELI TORRES E AILTON RODRIGUES

Coletivo Nós do Audiovisual
Turma do Coletivo Nós do Audiovisual

As aulas da nova turma dos Cursos de Formação Técnica e Audiovisual começaram no último mês de agosto e com isso o ciclo de 53 jovens que entraram no projeto em 2013 chegou a um ponto final (ou melhor, uma vírgula) após cinco anos.

Além de todo aprendizado adquirido, esta turma junto com os idealizadores dos cursos proporcionaram um salto na visibilidade de São Miguel do Gostoso, colocando os olhos do país para a cidade: claro que estamos falando da realização da Mostra de Cinema de Gostoso, além das 10 obras cinematográficas produzidas por eles.

Todavia, a bagagem que estes jovens levaram para suas vidas é inestimável. O Contador ao longo desta reportagem vai mostrar para você o que essas oficinas proporcionaram para que a realidade deles mudasse. Além disso, as suas opiniões também descrevem o quanto é importante dar oportunidade para os talentos que estão na sede e especialmente nos distritos do município.

O INÍCIO

A HECO Produções começou a implementar o projeto em 2013. No início do ano, a ideia foi viajar aos distritos de São Miguel do Gostoso buscando encontrar interessados para o desconhecido sonho de formação técnica que culminaria posteriormente com a Mostra de Cinema de Gostoso. Para ajudar nesta empreitada, a HECO convidou então o CDHEC para ser co-realização do projeto, o que deu muito certo e ajudou nas articulações.

Com a distribuição de fichas e depois uma seleção de entrevistas praticadas pelo excêntrico Eugênio Puppo e seu fiel escudeiro Matheus Sundfeld, foram selecionados 53 jovens, o mais emblemático era que em sua maioria estavam pessoas dos distritos.

As primeiras das 33 oficinas foram então iniciadas e a tríade, como a HECO gosta de chamar, teve seu pontapé: os alunos recebiam a formação teórica, a executavam na produção de obras cinematográficas e exibiam na Mostra de Cinema de Gostoso. Era o mecanismo perfeito que formaria o Coletivo Nós do Audiovisual e eles não tinham a noção da dimensão que isso causaria.

Ao ser procurado pelo Contador, Puppo nos disse de onde começou a surgir a ideia do projeto:

“Em 2011 exibimos o documentário São Miguel do Gostoso na Praia da Xepa. A sessão contou com a presença de centenas de pessoas da comunidade gostosense que lotaram a praia. Foi uma noite emocionante assistir às pessoas e as reações delas ao se verem representadas na tela grande. A exibição foi uma forma de “devolver” o filme a comunidade. Nesta noite disse a Matheus Sundfeld, meu parceiro na Heco Produções e produtor do filme, que esta sessão era profundamente inspiradora e propus que pensássemos junto um projeto que teria como base cursos de formação para jovens, com a realização de filmes e de uma mostra de cinema anual na praia, onde estes filmes seriam exibidos e estes alunos participariam da produção da mostra, uma maneira continuada de colocar em prática o conhecimento adquirido nos cursos”, declarou Eugênio.

OS FILMES DELES

Os dez curtas metragens produzidos pelo Coletivo Nós do Audiovisual abordam a realidade ao qual eles presenciavam, além da cultura que eles vivenciam ao ter contato com as antigas gerações: seus medos, seus sonhos, suas histórias.

Alguns inclusive rodaram os festivais do país. Veja o currículo dos curtas metragens:

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O Menino e a Caixa Misteriosa

  • 23º Festival de Vitória (ES);
  • 15ª Mostra de Cinema Infantil de Florianópolis (SC);
  • Trinca Audiovisual – Mostra Itinerante de Cinema Potiguar (RN – Melhor Filme pelo júri popular);
  • Mostra Anchieta Fernandes de Filmes Potiguares (RN);

À Procura do Sol

Flôzinha

  • Mostra Anchieta Fernandes de Filmes Potiguares (RN);

O Pai da Noite

  • 2ª Mostra Monstro – Mostra de Cinema Fantástico de Jacareí (SP);
  • 7ª Cinefantasy – Festival Internacional de Cinema Fantástico (SP);

Promessas

  • 10º Festival Latino Americano de Cinema de Canoa Quebrada (CE);

Fonte: Nós do Audiovisual.

 O QUE OS JOVENS DIZEM?

O Contador ouviu alguns desses jovens que tiveram a experiência de viajar pela linguagem do cinema, alguns deles estão mais distantes e outros tomaram rumos na vida. Cíntia Souza de 22 anos, por exemplo, começou a participar da Mostra de Cinema de Gostoso quando tinha 17, fez parte da primeira turma dos Cursos de Formação Técnica e Audiovisual em 2013, na época estava cursando o 3º ano do ensino médio.

“Eu lembro que o Eugênio Puppo e Matheus Sundfeld chegaram na cidade, e a gente ficou sabendo que eles estavam procurando pessoas para fazer entrevistas, e aí iam selecionar algumas pessoas para participar dos cursos e logo em seguida a realização do evento viria”.

Ela passou pela entrevista e foi selecionada, fala que teve o privilégio de aprender e conhecer muitas coisas com os professores das oficinas.

“Uma coisa que os professores sempre incentivavam, sempre falavam para todos nós, é que a gente nunca deve desistir dos nossos sonhos, a gente sempre deve persistir, e com certeza isso é uma das coisas que eu guardo até hoje e foi essencial para eu conquistar tudo que eu tenho conquistado, seja na vida profissional, pessoal”, disse.

Cíntia conta que todos os participantes sempre foram muito focados e dedicados e que se tornaram uma família por passar muito tempo juntos durante o curso.

Ela confessa que tem orgulho de ter feito parte da primeira Mostra de Gostoso e de ter feito uma participação do curta “O Contador de Causos”, que descreve como “filho” da primeira mostra no qual vai levar em sua memória o aprendizado adquirido. Atualmente está cursando o quarto período de Administração na Universidade Potiguar (UnP).

“Eu acredito que tanto pra mim quanto pra cada uma pessoa que participou vai se lembrar com muito carinho, todos são gratos em ter participado”, completa.

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Rozangela Modesto, Cíntia Souza e Andrieli Torres nos bastidores da gravação do curta-metragem “O Contador de Causos” em 2013

Rozangela Modesto de 19 anos, entrou no projeto também em 2013 quando tinha 14, ela lembra que era uma das meninas mais novas do grupo.

“Essa idade de 13, 14, 15 anos é uma fase que o adolescente inicia a descobrir um novo ciclo da vida, que o coração está cheio de sonhos à procura de uma nova perspectiva, e para mim o projeto chegou no momento certo, pois eu tinha sonhos, mas não sabia como realiza-los. Eu queria ser atriz, mas eu sempre fui muito tímida”, comenta.

No primeiro ano fez uma participação especial no filme “O Contador de Causos”, com roteiro feito pela turma das oficinas. Em 2014 participou do Curta “Entre Lonas”.

Em 2015 foi o momento de expressar todo o conhecimento adquirido, e Rozangela interpretou Sofia, a sua primeira protagonista no filme “Á Procura do Sol”, que rendeu o troféu de melhor atriz “Primeiros Passos” na Mostra de Coremas na Paraíba e melhor filme na Mostra competitiva de Gostoso.

Foi convidada por Eugênio Puppo para participar de um projeto dentro da mostra e que a deixou muito feliz.

“Ele me fez o convite de narrar o cine jornal, é um vídeo curto que passa tudo o que aconteceu no dia anterior. E esse projeto me ajudou de uma forma uma inexplicável com a minha dicção e a timidez também, pois a gravação é tipo um mini-curso exclusivo com vários profissionais da área ensinando como falar da forma certa, como respirar no momento correto, ler também da forma certa, respeitar as vírgulas. E o cinejornal foi um presente pra mim, acho que é esse o nome do sentimento”, conta.

 

“O projeto da mostra de cinema é algo criado de pessoas para pessoas. É um projeto cheio de luz, e sem dúvidas ele me encorajou a tornar possível meus sonhos. Eu amo esse projeto”, confessa.

Com o objetivo de contribuir ainda mais com a produção do festival, Rozangela cursou Eventos no Instituto Federal do Rio Grande do Norte (IFRN).

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Rozangela Modesto comemorando o troféu de melhor filme com “À Procura do Sol” na mostra competitiva de São Miguel do Gostoso em 2015

Priciano Barbosa de 27 anos, também foi integrante da primeira turma dos Cursos, para ele fazer parte do grupo “foi uma experiência fantástica que abriu um mundo de possibilidade”, confessa.

Ele revela que hoje em dia se sente capaz de fazer tudo o que almeja, prova disso é que conseguiu uma bolsa de estudos pelo Programa Universidade Para Todos (Prouni) na Universidade Potiguar (UnP) e está cursando Sistema da Informação.

E esses são apenas algumas das sementes plantadas que hoje germinaram e estão perpetuando o trabalho com o cinema, ou conseguiram observar a oportunidade ao qual os idealizadores almejaram ao começar esta empreitada.

E O QUE ELES ESTÃO FAZENDO HOJE?

Os jovens que participaram desta primeira turma das oficinas, como foi enfatizado ao longo desta reportagem, conseguiram amadurecer ao longo destes quatro anos. Alguns deles participarão da organização da Mostra de Cinema de Gostoso deste ano.

O Contador fez uma pesquisa para saber aonde esses jovens estão hoje e o resultado é excelente, quase metade da turma conseguiu ingressar ao ensino superior e/ou técnico o que demonstra que mesmo os que não quiseram estudar na área do cinema, se viu motivado a se profissionalizar . Veja os números no gráfico abaixo:

DADOS OCUPAÇÃO NÓS DO AUDIOVISUAL

Na reflexão sobre os dados foi que Matheus Sundfeld afirmou ao Contador que a oportunidade dada para estes novos cineastas foi uma espécie de porta onde eles puderam ter perspectivas de crescimento pessoal:

“É notável a mudança na perspectiva de vida desses jovens envolvidos diretamente no projeto. Uma oportunidade inenarrável para eles que descobriram no audiovisual uma forma de crescer pessoalmente. Mais do que formar cineastas, um dos principais objetivos do projeto é o de formar cidadãos, despertando nestes jovens seu potencial voltado tanto para o audiovisual quanto para áreas diversas, estimulando o estudo e iniciativas de trabalho”, comenta.

Contudo, foi iniciado um novo ciclo. Os 35 jovens que desde o último mês de agosto começaram a sentir o gosto de se aventurar na linguagem cinematográfica vão estar diretamente ligados a Mostra de Cinema de Gostoso deste ano e com isso irão expor seus trabalhos que já estão em desenvolvimento. Nós do Contador, como parceiros do projeto e mídia que cobre a Mostra ao longo dos anos desejamos todo sucesso e prosperidade ao Nós do Audiovisual. Vida longa!

Até qualquer hora!