Desde a última semana uma chuva de mensagens chegou para nossa redação questionando o que foi veiculado pelo whatsapp. O Contador te explica o caso.
POR AILTON RODRIGUES
SÃO MIGUEL DO GOSTOSO/RN
Desde o ultimo dia 25 de abril corre no aplicativo de mensagens, whatsapp, a divulgação do andamento de um processo do Tribunal Regional Federal que aponta que o ex-prefeito João Wilson Teixeira Neri, a ex-secretária de saúde Tereza Neri, o ex-prefeito Miguel Teixeira e o ex-secretário de administração Francisco Canindé foram absolvidos da acusação de improbidade administrativa por compras realizadas pela Secretaria Municipal de Saúde entre 2004 e março de 2005. Em contra partida o ex-prefeito Miguel Teixeira teria sido condenado por falsificação de documentos em primeira instância.
O Contador então recebeu muitas mensagens de leitores para que explicássemos o caso, então resolvemos investigar e tentar destrinchar o que significa este resultado, além do que a defesa do envolvido alega sobre este veredicto.
Primeiramente, o fato ocorreu devido a um parecer jurídico não ter sido assinado pelo advogado da época, Dr. Carlos Chior, e sim por outra pessoa. Dessa forma a fim de dar agilidade ao processo o juiz federal que toma conta do caso haveria condenado o ex-prefeito pela responsabilidade da guarda do documento, mesmo este documento não causando prejuízo a administração pública.
Procuramos a defesa de Miguel Teixeira e em nota divulgada pelo próprio ex-prefeito foi informado que ele já recorreu da decisão solicitando exame grafotécnico do documento e de todos os envolvidos no processo com o objetivo de provar o seu não envolvimento na falsificação do parecer jurídico.
A nota ainda informa que tanto Miguel Teixeira quanto o ex-secretário Francisco Canindé já realizaram o exame grafotécnico por livre e espontânea vontade e ficou comprovado que a assinatura não foi feita pelos mesmos. Apesar do exame ter comprovado que assinatura não partiu de nenhum dos dois, mesmo assim ambos estão a disposição da justiça para realizar o exame novamente.
“Tenho certeza da minha inocência. Um processo de pagamento passa por vários setores até ser concluído e arquivado, qualquer um pode ter assinado pelo advogado. Solicitamos o exame grafotécnico de todos os envolvidos para provar que a falsificação não partiu de mim. Acredito em Deus e na justiça que será comprovada minha inocência”, declarou o ex-prefeito em nota.
Não há previsão de datas, mas o processo está sendo encaminhado para segunda instância. Nós continuamos de olho.