GESTÃO DEMOCRÁTICA NAS ESCOLAS

Nessa terça (29) acontecem as primeiras eleições para Diretor e vice-diretor das escolas municipais de São Miguel do Gostoso/RN.

POR RICARDO ANDRÉ
SÃO MIGUEL DO GOSTOSO/RN

 Hoje (29) é dia de eleição, isso mesmo. De novo. Dessa vez pais, responsáveis, servidores da educação, professores e alunos a partir dos 12 anos de sete escolas municipais poderão escolher diretor e vice-diretor através do voto direto. Paralela a essa eleição ocorre também, mas de forma indireta a escolha do Coordenador Pedagógico, que será feita pelos membros do Conselho Escolar de cada escola.

Todo processo eleitoral esta sendo conduzido pelo Conselho Municipal de Educação, que foi recém-reformulado; a eleição tem cédula própria em cada unidade escolar e acontece durante todo o dia no mesmo horário de funcionamento da escola; a seguir confira os candidatos ao cargo de gestor escolar:

Creche Mundo da Criança I (Sede)
CHAPA 1: Alexandra Miranda e Kátia Paulino
CHAPA 2: Geize Ribeiro e Michele Matos

M. Coronel Zuza Torres (Sede)
CHAPA 1: Vitória Régia e Marta Domingos

M. Profª. Ana Ribeiro Barbosa (Sede)
CHAPA 1: Maria Edimária e Rogério Tenório

M. João Tomaz de Oliveira (Morro dos Martins)
CHAPA 1: Alessandro Nascimento e Carlécio Gomes

M. Margarida Alves (Arizona)
CHAPA 1: Lindacy Ventura
CHAPA 2: João Maria dos Santos

M. Pref. José Américo (Baixinha dos Franças)
CHAPA 1: Luiza Maria e Sônia Maria

M. Prof. Paulo Freire (Antônio Conselheiro)
CHAPA 1: Alexandre Marcus e José Eduardo
CHAPA 2: Maria dos Anjos e Cícero Jorge

Os candidatos Chapa Única tem como principal adversário a abstenção da comunidade escolar, pois precisam atingir 50% do voto de servidores e 35% do voto de pais e alunos, já que o eleitorado não se sente motivado a votar onde não existe concorrência. O receio dos candidatos Chapa Única é de que as vagas caiam no colo do futuro prefeito, que pode indicar cidadãos para as vagas remanescentes, como será o caso da E. M. Maria Solidade Coelho de Oliveira do Assentamento Novo Horizonte que não possui candidatos.

Nessa terça-feira (29) também ocorre a eleição para gestor da Escola Estadual Olímpia Teixeira que conta com apenas uma chapa, sendo os professores Neirivan Batista e Gerciene Farias, também podem votar pais, alunos e servidores durante todo horário de funcionamento da escola.

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O que esperar da Gestão Democrática?

Equiparar o gestor (administrador) ao candidato (político) já é uma coisa normal no imaginário coletivo do povo brasileiro, sobre tudo, nas cidades de interior, onde as desvantagens se atribuem exatamente ao lado político de quem se propõe ao cargo. O mesmo acontecerá com diretores, vice-diretores e coordenadores pedagógicos, que serão cobrados por uma “boa administração”, e se não conseguirem êxito nas suas administrações (o que não depende só deles) serão simplesmente chamados de políticos.

Nas suas propostas de gestão – graças a Deus – poucos candidatos se propuseram ao impossível de prometer obras e melhorias físicas, um dever da administração pública municipal; no geral as propostas abordam questões de articulação da comunidade escolar e ações pedagógicas, o que mostra sobriedade dos poucos candidatos.

Na realidade o que o cidadão espera é uma melhor qualidade da escola pública, de preferência uma gestão escolar que não empurre pais e responsáveis para o universo das escolas particulares. Vale sempre lembrar que já pagamos altos impostos por uma escola pública de qualidade. Todos torcem para que a dita gestão democrática traga reais benefícios a educação gostosense e não seja apenas mais uma das bem intencionadas teorias (nada práticas) da administração pública.

 O Contador de Causos volta em breve com o resultado e o dia de votação.

GALERIA: SEMIFINAIS DA COPA GOSTOSO DE FUTSAL FEMININO

O Contador esteve presente nas semifinais da competição e registrou tudo, confira:

POR ARICLENES SILVA
SÃO MIGUEL DO GOSTOSO/RN

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As Divas (camisa rosa) conseguiram chegar a final.

Nesta última sexta-feira (25) aconteceu no ginásio Carlitão em São Miguel do Gostoso as semifinais da 1ª Copa Gostoso de Futsal Feminino.

Com jogos eletrizantes a equipe das Divas (Gostoso) enfrentou as Soberanas (Gostoso) e venceu a partida nos pênaltis por 2 a 0, após empatar em 1 a 1. No outro lado da chave a equipe Parazinho FC goleou as Praianas de Enxu Queimado por 4 a 1 e se garantiram na decisão.

O Contador acompanhou as partidas e mostra agora nossa galeria:

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A decisão entre Divas x Parazinho FC será na próxima sexta-feira (02). Até qualquer hora!

#Retrato04: O FRESCOR DO PARAÍSO

O Contador foi até o Paraíso e conheceu a história de um dos distritos mais jovens do município.

POR AILTON RODRIGUES
IMAGENS: ARICLENES SILVA
PARAÍSO, S.M. DO GOSTOSO/RN

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Passeio pelo Paraíso começou pelo coração do distrito.

Vento, frescor e muita jovialidade. Assim podemos definir o distrito do Paraíso, localizado a cerca de 35 quilômetros da sede, além disso, podemos definir o Paraíso como um dos distritos mais jovens de São Miguel do Gostoso já que completou 20 anos de fundação em 2016.

O Contador de Causos em conjunto com o Retrato da Comunidade foi para mais uma jornada do projeto, desta vez no turno vespertino acompanhando os últimos raios de sol partindo no sábado (26).

A agrovila nasceu em 14 de agosto de 1996 e foi construída num terreno que era apenas mato. Mas a história é um pouco mais ampla, antigamente 180 famílias estavam alocadas no distrito do Arizona, porém com pouca terra para plantar os trabalhadores decidiram então lutar por mais espaço e com isso ocuparam mais duas áreas que viraram posteriormente o Paraíso e o Novo Horizonte. Para a divisão ficar justa 60 famílias ficaram em cada um desses assentamentos.

Apesar disso, antes mesmo de conseguirem a terra de forma oficial, os moradores fizeram tudo do zero, desde limpar o mato até construir todas as ruas que a comunidade possui, inclusive a parte que está sendo feita no distrito está sendo batizado de “paraízinho”.

Entretanto apesar de tanta luta e suor, hoje o Paraíso é uma tranquilidade. Muitos ventos que dá prazer ficar nos alpendres jogando conversa fora. Alguns moradores “toparam” fazer isso com a gente:

OS FUNDADORES

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Seu Lauro nos recebeu chupando mangas.

Seu Lauro (69 anos) junto com seu irmão, conhecido como Seu Chico (64 anos), e mais alguns homens foram fundadores do Paraíso. Nós conhecemos os dois.

Primeiramente, Seu Lauro nos recebeu com uma bacia de mangas e depois de nos oferecer seu lanche, foi falando sobre sua família, disse que tinha sete filhos mais um “bocado” de netos e bisnetos. Admitiu que o sobrenome da sua família só é conhecido em Gostoso por causa de uma espécie de apelido:

“Ninguém conhece nossa família com o sobrenome Galdino, mas como família Tijeba… Um apelido que virou marca do nosso povo. Pode procurar que vocês vão achar em quase todo canto de Gostoso”, disse Seu Lauro.

Ele também declarou que com 47 anos de casado, só deixou o Paraíso uma vez para ir morar em Gostoso, mas voltou porque estar perto do “paraíso” é melhor, mesmo com todas as restrições médicas que ele foi submetido:

“O doutor disse que não era pra eu trabalhar, nem comer muito, mas eu vou ver a minha mesa cheia de ‘comê’ e vou ficar de bucho seco? Nam! Vou nada!”, admite.

Confira no vídeo abaixo como havia sido o contato entre os fundadores do Paraíso com o ex-dono que doou a terra para que houvesse a construção do distrito:

O irmão de Seu Lauro é mais expressivo, afinal é um exímio cabo eleitoral procurado nas campanhas municipais. Apesar disso, Seu Chico não deixa de ser uma peça importante na construção do assentamento, ele foi o “articulador”. Com 42 anos de matrimônio possui hoje quatro filhos e cinco netos:

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Seu Chico é um dos homens mais influentes do Paraíso

“Conseguimos fazer o Paraíso muito ligeiro, foi um ano. Graças a Deus o dono da fazenda não quis brigar e o documento da posse da terra saiu logo (…) o melhor assentamento para se morar com certeza é o Paraíso”, declarou.

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Seu Pedrinho debulhando feijão.

Para concluir nossa visita vimos Seu Pedrinho debulhando feijão verde de longe e mesmo assim ele nos deu a versão dele da mesma história da fundação do Paraíso. Legal é saber que ele afirmou que tudo que se planta no distrito, germina, e por isso ele vende produtos na feira municipal.

Confira a galeria especial do Paraíso por Ariclenes Silva:

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O Contador continua de olho no Retrato da Comunidade. Até qualquer hora!

Como a tecnologia pode unir alunos e professores?

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Olá, leitores!

A tecnologia já é uma realidade presente no cotidiano de todas as pessoas, sejam professores ou alunos. Através de dispositivos móveis, notebook, televisões com inúmeros canais e programas de todas as naturezas e infinitas outras possibilidades conectam cada pessoa a uma fonte incalculável de novas informações a todo o tempo. Hoje em dia, por exemplo, qualquer pessoa pode acessar uma biblioteca de informações sem sair de casa.

Nessa avalanche de possibilidades, muitos professores acabam se sentindo ameaçados pelas tendências e rapidez tecnológicas e resistentes a elas, avaliando, muitas vezes como forma de substituição e até mesmo que atrapalhe o processo de ensino.

Essas mesmas tecnologias que fazem os alunos não prestar atenção nas aulas (redes sociais, por exemplo) podem também ser vistas, não como um inimigo, mas aliado dos professores em sua prática acadêmica, podendo aproximá-los de seus alunos de novas maneiras e também fornecer diversas ferramentas que levam o conhecimento, melhoram os sistemas de análise pessoal dos alunos e do contexto educacional e, se usadas com sabedoria e criatividade, são um enorme potencial para aproximar alunos, corpo docente e melhorar ainda mais a educação. Conheça algumas das principais possibilidades que a tecnologia promove para unir professores a seus alunos:

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  • Mais formas de comunicação: a tecnologia possibilita formas de comunicaçãoque vão muito além do contexto da sala de aula, podendo se estender para a comunicação remota entre alunos e professores e a facilitação de outras formas de expressão, como através de textos e imagens. Professores podem se utilizar de ferramentas de e-mail, grupos de e-mail e fóruns, por exemplo, para trocarem informações, atualizações e arquivos com seus alunos, como textos diversos, infográficos, vídeos, imagens, etc. Também pode ser uma ferramenta facilitadora para se aproximar de alunos que tenham dificuldades de comunicação socialpela fala, como os mais tímidos, por exemplo, que podem se sentir mais à vontade para iniciar uma aproximação através de recursos tecnológicos;
  • Mais ferramentas de aprendizagem: através da tecnologia, os professores tem acesso a incontáveis novas formas de transmissão de conhecimento para os seus alunos, como atividades interativas, simulações, videoconferências, palestras de outras pessoas cuja distância impediria os alunos de acessarem, dentre outros. Pela tecnologia, por exemplo, professores e alunos podem conhecer o acervo de museus em todas as partes do mundo, visualizar cartografias e planos geográficos, conhecer novas culturas, etc.;
  • Maior interatividade com os alunos: as tecnologias dominam as formas de comunicação entre as mais novas gerações. Os alunos, em sua quase totalidade, estão conectados a uma ou diversas formas de tecnologia da comunicação. Aproximando-se desses recursos, os professores também se aproximam das novas formas de compreensão de mundo e do outro que os jovens têm, promovendo maior interatividade entre eles. Os dispositivos tecnológicos já fazem parte da rotina dos estudantes, logo, ao conectar a eles, os professores têm novas formas de conectar com o mundo de seus alunos;
  • Ensino mais personalizado: hoje em dia, os professores já podem contar com diversas ferramentas de avaliação e análise do desempenho dos seus alunos, softwares e técnicas capazes de analisar o desempenho escolar de cada estudante, assim como apontar dificuldades e sugerir soluções para cada um deles. Utilizando-se dessas ferramentas, os professores podem ter uma visão individual e mais precisa dos seus alunos, compreendendo suas habilidades, tendências de aprendizagem e dificuldades – assuntos que melhor precisam ser trabalhados. Logo, ele tem maiores possibilidades para avaliar o próprio desempenho, de seus estudantes e personalizar o modo de ensino tanto no âmbito geral, como individual, promovendo uma aprendizagem mais focada nas reais necessidades educacionais dos alunos.

Boas aulas e até a próxima!

Fonte: Canal do Ensino

Notas da redação já estão disponíveis no Portal do Candidato

EXAME DE SELEÇÃO 2017

Notas da redação já estão disponíveis no Portal do Candidato

 

A Pró-Reitoria de Ensino (Proen) do IFRN divulgou hoje (23) as notas da prova discursiva do Exame de Seleção 2017, Edital Nº 26/2016. As notas foram publicadas no portal do candidato. Para verificar o desempenho, os estudantes devem entrar no site e preencher os dados do campo “Acessar inscrição”.

O resultado da prova discursiva varia de 0 a 100. A Proen divulgou também os critérios de correção da redação.

Os alunos poderão solicitar vistas de prova amanhã (24) no setor de protocolo do campus para o qual se inscreveu. Os estudantes que fizerem a solicitação deverão se dirigir novamente ao setor responsável, no dia 25 de novembro, para visualizar a redação, não podendo levá-la para casa. Caso o candidato seja menor de 18 anos s solicitação deverá ser feita por um responsável.

Os recursos ao resultado da prova discursiva poderão ser interpostos no dia 25 de novembro, das 8h às 22h, também no Portal do Candidato. Para interpô-los, não é obrigatório ter solicitado a vista de prova. Na página do processo seletivo também foram disponibilizadas as chaves de resposta, conforme previsto em Edital.

O resultado final do processo seletivo Técnico Integrado 2017 será divulgado no dia 8 de dezembro.

Acesse:

Edital Nº 26/2016

Portal do Candidato

Chave de Resposta prova discursiva

Fonte: IFRN

#Retrato03: A PAZ DOS MORROS DOS PAULOS

Em mais uma jornada do Retrato da Comunidade nos deparamos com um distrito muito calmo e cheio de histórias: os Morros dos Paulos.

POR AILTON RODRIGUES
FOTOS ARICLENES SILVA
MORROS DOS PAULOS, S.M. DO GOSTOSO/RN

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A caminho dos Morros dos Paulos

O projeto Retrato da Comunidade embarcou em mais uma viagem neste último sábado (19), desta vez o Contador juntamente com Ariclenes Silva conheceu os personagens dos Morros dos Paulos, um distrito bem pequeno localizado a quase 45 quilômetros da sede, São Miguel do Gostoso.

Cerca de 200 pessoas residem na comunidade, que só recebeu este nome graças a um morador chamado Joaquim Paulo dos Santos que foi homenageado sendo o nome da escola local. Até então o nome do distrito era Baixa da Jurema, devido a sua localização ser entre morros próximo a uma praia.

A paz e tranquilidade que o distrito possui pode ser explicado pela sua população, quase não há crianças e jovens, mais de 80% são adultos e idosos.

Um detalhe que pode explicar o número pequeno de moradores é que por quatro anos (1964, 1965, 1974 e 1975) os Morros dos Paulos enfrentaram enchentes que deixaram o distrito cheio de lama, ou como os próprios nativos falam, em forma de “brejo” sendo necessário cavar valas para que a água acumulada chegasse ao mar. Nisso algumas casas foram construídas em cima dos morros e muitos resolveram procurar outro lugar para morar.

Nessa viagem bem legal destacamos duas personagens quase antagônicas e bem simpáticas, veja:

DONA TILINHA: APREENSÃO E ESPONTANEIDADE

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Dona Tilinha nos recebeu na sombra da sua mangueira.

Dona Tilinha (72 anos), tem três filhos sendo que dois destes moram em São Paulo, sempre gostou dos Morros dos Paulos, mas pelo fato de ter perdido seu marido a quase quatro meses sente-se insegura e tem medo disso.

Sempre gostou de trabalhar no labirinto, quando o marido pescava sempre esperava que ele chegasse com cação, pois adorava comer o peixe com leite de coco num pirão.

Fala saudosa do pai que faleceu em 1981 e lembra que por causa dele conheceu o esposo aos 20 anos de idade.

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Dona Tilinha sendo entrevistada por Ailton Rodrigues

“Casei com meu marido aos 20, ele era filho do dono do serviço que meu pai tinha vendido antes da gente ir para Santos”, disse Dona Tilinha.

Observamos que apesar de gostar do lugar que vive, nos olhos de Dona Tilinha há apreensão e ela credita isso ao fato de saber que “tem todo tipo de gente no mundo”.

Veja o vídeo de Dona Tilinha explicando como surgiram as principais árvores frutíferas no distrito:

DONA NETINHA: CORAGEM E FORÇA DE VONTADE

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Dona Netinha é uma grande mulher que aprendeu a ler sozinha.

Dona Netinha (75 anos), por sua vez, não pensa em deixar os Morros dos Paulos tão cedo e quer que os seus cinco irmãos que, como os filhos de Dona Tilinha, também moram em São Paulo, voltem para junto dela.

Dos filhos, já teve 16, mas apenas sete “escaparam” por causa da falta de cuidados que não existia na época: sem médico, sem remédios, sem precaução.

Também trabalhou no labirinto e fala que sua renda era grande parte proveniente disso, chegando a receber encomendas de Goiás. Isso possibilitou inclusive para que ela e sua família fugissem do “brejo” e pudessem construir sua casinha em um lugar mais alto.

Sobre seu casamento, ela já está a 54 anos casada com seu primo, conhecido como Seu Jocoso, e admite que jamais ficaram brigados, afinal ela nunca gostou de festas e ele também não.

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Dona Netinha e Seu Jocoso, 54 anos de união.

“Antigamente tinha mais gente aqui nos Morros, mas hoje é melhor, as coisas não são tão difíceis como naquele tempo”, confessa Dona Netinha.

Mas o que mais chamou nossa atenção foi o fato dela se alfabetizar sozinha, disse que aprendera a ler porque tinha o desejo de saber o que havia escrito na bíblia. Confira esse vídeo onde ela fala disso:

VENTOS DESCONFORTÁVEIS

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As torres eólicas fazem parte do cenário do distrito atualmente.

Uma unanimidade nos depoimentos das nossas personagens foi o fato do barulho causado pelos parques eólicos. O tempo todo ao qual estivemos nos Morros dos Paulos ouvimos um zumbido constante das torres e chega a ser um tanto chato.

Nossas entrevistadas disseram que por algumas noites não conseguem dormir e que até o acesso para praia está ameaçado pela proibição que a empresa proprietária impôs aos nativos.

“Aqui faz muito barulho de noite com essas torres e nem deixar irem na praia eles querem deixar agora”, declara Dona Tilinha.

“Essas torres são muito ruins, nos prejudicaram demais por esse ruído o tempo todo”, completa Dona Netinha.

Confira mais algumas imagens de Ariclenes Silva:

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Nós continuamos de olho no Retrato da Comunidade, até qualquer hora!

O CONTADOR LEU: “O ANO QUE TE CONHECI”, DE CECELIA AHERN

POR AIRIS VITAL

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Antes de compartilhar sobre este livro tenho que falar um pouco do meu envolvimento com ele. Até porque toda vez que ganhamos algo, contextualizamos o merecimento, não que o mereci, mas de alguma forma foi um GRANDE PRESENTE.

No ano de 2015, minha vida foi carimbada por três personagens: Thaisa, Telma e Jaciane, minhas ‘antigas’ amigas de quarto na residência universitária. Isso mesmo essa jovenzinha aqui, teve que estudar fora, saiu do interior para estudar na capital, rsrsrsrs clichê né?! Mas é um fato. E é assim que essa história começa, ouvi muitas histórias de trotes, inclusive as mais idiotas de cunho americanizado, se é que você me entende?!

Comecei meus primeiros contatos na defensiva, mal tinha me alojado e já tinha atividades para ser entregue em aula, no dia seguinte. Então lá estava eu, quase 1h da madrugada e chega uma Jaci, com leite e biscoito para mim. Olhei para ela…. olhei para o lanche, e pensei:

“Caramba… será que ela colocou alguma coisa dentro?! É melhor pensar que ela colocou muita hospitalidade e coragem. J-E-S-U-S, abençoa o alimento, porque eu jantei era 18h30.”

A Jaciane me ganhou com aquele gestos simples e conversa vai e vem, descobri que Telma era nativa da município que minha mãe nasceu, e a Taiza de um lugar que eu nem tinha ouvido falar. E a certeza que entre aquelas três, havia uma irmandade era perceptível e logo elas estavam me convidando a participar.

Me ajudaram a tomar decisões, inclusive a dá continuidade a faculdade, não que eu quisesse desistir mas queria mudar a rota das coisas. Pois bem… estou aqui ainda em mais um semestre, rsrsrsrsrsrsrs felicíssima. Só que mudei de quarto para dividir um outro com minha #IrmãAmigaNativa, Auxiliadora, e tive que me despedir desses carimbos incríveis e que esbarro com pouca frequência na universidade.

Em um dia desses onde a rotina frenética te sufoca, trânsito-ônibus-lotado-trabalho-fila-aulas-academia-atividades/práticas-trânsito, creio que você entenda o que estou narrando… Eu só queria me jogar na cama e ter um sonho igual a Alice no País das Maravilhas, quando abro o quarto vejo logo a capa de livro lindíssima sob minha cama…. ‘nossa isso deve ser de Leidiane ‘(atual amiga de quarto, penso), quando começo a folhear me deparo com uma linda dedicatória da Jaci para mim.

Caramba, primeira vez que fui surpreendida assim… E o título?! e aquela sub legenda?!…  ‘Uma grande amizade pode ser encontrada nos lugares mais inesperados’ e foi exatamente aí que eu recordei que amizades e pessoas de boa índole você encontra nesse Mundão de Meu Deus ainda.

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( 😉 Obrigada de novo, Jaciane. Um dos melhores presentes deste ano :3)

R.e.s.e.n.h.a.n.d.o…(voltando para o contexto do livro)

O romance da autora best-seller de P.S. EU TE AMO  é narrado em 331 páginas com o  surgimento da amizade de dois profissionais, que apresenta interesse zero para serem amigos, porém como as estações do ano muda naturalmente, com os dois não é diferente.

A narrativa é tão original que é perceptível as sensações que toda mudança e auto reconhecimento provoca neles. Nas diversas particularidades inclusive nos seus ciclos de relacionamento pessoal e profissional: Matt com sua esposa, filhos, amigos e emprego conturbado. E a Jasmine com ausência de relacionamento, super proteção com a irmã com Síndrome de Down, pai e amigos. Num contexto natalino e de ano novo, eles percebem que mudaram, ao olharem de dentro para fora.

E como ressalta Jasmine a  Matt na qual eu insisto em destacar aqui, é:

“Todos nós temos momentos marcantes em nossa vida, momentos que influenciaram mudanças pequenas ou profundas dentro de nós”.  

E um dos ensinamentos compartilhado nesta leitura envolvente é que todos nós mudamos. Às vezes certas pessoas nos auxiliam nessa mudança, sem licença e se tornam melhores amigos. E outras pessoas continuam sendo estranhas para sempre. Por isso, não deixe de surpreender aquelas pessoas que carimbaram você ao longo dos seus anos, lembre-a que um dia ela foi a força que você precisava para seguir.

Então é isso… Eu super desejo uma boa leitura ou quem sabe como presente para alguém, já que estamos neste período de auto avaliação. As BOAS FESTAS vem se aproximando…

O contador inDICA!

SÃO MIGUEL DO GOSTOSO GANHA DESTAQUE EM UM DOS MAIORES JORNAIS ARGENTINOS

Matéria escrita no último dia 13 pelo jornal La Nacion destaca turismo e os famosos ventos gostosenses.

POR AILTON RODRIGUES
SÃO MIGUEL DO GOSTOSO/RN

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O jornal argentino La Nacion publicou uma matéria especial sobre São Miguel do Gostoso no último dia 13 exaltando as características do município e incentivando os hermanos a viajarem ao município.

Com o título “Gostoso, a praia brasileira que todos estão falando”, a matéria começa falando sobre a principal referencia do município que é o vento. Inclusive destacando a presença do tricampeão mundial de windsurfe, Kauli Seadi, que escolheu a cidade para morar e assim criar uma escola onde se ensina o esporte.

Além disso, a jornalista Ana Schlimovich, autora da reportagem, destaca a culinária e como os estrangeiros ao se encantar com as praias decidem até morar em Gostoso.

As praias mais citadas são a Praia da Xepa e a de Tourinhos, esta última inclusive há uma citação mostrando como seria a calma e a simplicidade de uma das praias mais elogiadas do litoral norte, confira:

“Tudo que você tem é a cabine de um pescador e sua família que vende água de coco e cerveja sempre frias, além de peixe tão fresco que você pode vê-lo chegando do mar na canoa”, relata Schlimovich.

Na conclusão do conteúdo, há dicas de onde os turistas podem comer e hospedar.

Você pode conferir a matéria do La Nacion na íntegra clicando aqui. Até qualquer hora!

MORDIDAS NA CRECHE

Conheça medidas para evitar o problema e como reagir quando ele acontece.

POR RAPHAELA DE CAMPOS MELO

Nada mais corriqueiro no cotidiano das creches do que uma criança tascar uma mordida em outra. “Essas ocorrências são naturais na Educação Infantil. O que não exime a escola de fazer de tudo para que não se repitam”, defende Ana Paula Yazbek, coordenadora do Espaço da Vila, em São Paulo, e formadora de professores.

Ainda que desprovida de má intenção, a mordida é uma agressão, provoca dor e deixa marca. Por isso, precisa ser combatida. O primeiro passo é identificar as situações em que acontece. “Ela pode significar muitas coisas: demonstração de carinho – por vezes, aprendida em casa, com os pais – ou de interesse pelo colega, disputa por brinquedo, irritabilidade, tédio e até um meio de chamar a atenção”, lista Ana Paula. “Não podemos esquecer que nessa faixa etária os pequenos estão desbravando o mundo por meio da via oral”, acrescenta Cisele Ortiz, coordenadora de projetos do Instituto Avisa Lá.

Cientes desses diferentes aspectos, as educadoras do CEIM Cristo Rei, em Chapecó, a 545 quilômetros de Florianópolis, inseriram o tema no projeto político-pedagógico (PPP) e no planejamento dos 21 docentes do berçário e 20 do maternal.

“O ponto de partida foi conversar com as famílias para explicar o porquê das mordidas, mostrar a normalidade delas no desenvolvimento infantil e assegurar que seriam feitas intervenções pedagógicas para evitá-las”, conta a coordenadora pedagógica Juliana Sive Pommerening. Pais e responsáveis foram chamados a uma palestra na escola, organizada com base no texto Mordidas: Agressividade ou Aprendizagem?, do livro Os Fazeres na Educação Infantil (Maria Clotilde Rossetti- Ferreira, Telma Vitória, Ana Maria Mello, Adriano Gosuen e Ana Cecília Chaguri, 208 págs., Ed. Cortez, tel. 11/3611-9616, 52,20 reais).

As educadoras esclareceram que praticamente todas as crianças, entre 1 e 3 anos, em algum momento, usaram ou usarão tal conduta. Disseram também que esse recurso praticamente desaparece quando a linguagem está mais desenvolvida e enfatizaram que ficariam atentas. “Quando a mordida ocorre, é comum as famílias acharem que o filho não está sendo devidamente cuidado. Daí a importância do engajamento e da transparência por parte da instituição”, diz Ana Paula.

Além da parceria com os pais, o CEIM incluiu o tema na rotina e passou a ter um trabalho minucioso tanto para tentar evitar as mordidas quanto para fazer as intervenções necessárias quando ela acontece. A atenção com relação ao problema permeou as diversas atividades realizadas, desde os momentos de leitura até as brincadeiras. Como explica Ana Paula, as ações nesse sentido devem ser parte do dia a dia escolar.

Olhar atento dia após diaGravura de crianças mordendo objetos e até a página

“No início do ano letivo, ocorreram vários casos motivados por disputa de brinquedos e questões afetivas”, exemplifica Tatiana Bonato, que leciona para duas turmas de berçário. Sempre que episódios assim ocorriam, a educadora acalmava a vítima e, na sequência, conversava com quem tinha mordido. Em geral, o agredido não entende o porquê daquilo. E o autor do gesto não o vê necessariamente como uma violência. “Orientamos as professoras a confortar a criança ferida e mostrar ao colega o que ele fez. É importante que ele perceba a consequência da ação, mesmo sem ter tido intenção de machucar”, diz a coordenadora. Olhar para os meninos e meninas e dizer frases como “Não pode. Dói”, sem gritar, é uma boa opção. Com isso, espera-se que eles vão compreendendo que morder não pode ser a melhor forma de se comunicar.

Vale, também, mapear o primeiro evento, fazendo uma análise detalhada. Como a mordida se deu? A dupla estava brincando? Havia mais gente junto? Um deles estava ansioso para pegar o brinquedo? Ou animado, gargalhando? Havia indícios de irritabilidade? Assim, a educadora vai levantando pistas que auxiliam na compreensão do caso e ajudam a rever a organização das atividades em sala. Como diz o texto Mordidas: Agressividade ou Aprendizagem?, “para acabar com o problema, é preciso pensar sobre a rotina, o espaço, a quantidade e a variedade de brinquedos. Estar atento aos detalhes. Muitas vezes, são eles os fatores desencadeadores de mordidas”.

Quando o problema se repete

Mesmo com esses cuidados, casos de mordidas sistemáticas podem se dar e demandam uma atenção redobrada dos educadores. “Este ano, tivemos vários, protagonizados pelas mesmas crianças”, relata Tatiana. Em vez de recriminar os pequenos, a professora deixou que brincassem normalmente com a turma, mas passou a sentar próxima e ficar de olho para evitar novos episódios. Na visão de Ana Paula, este é o procedimento ideal: evitar colocar a criança de castigo e se manter por perto. A docente deve ainda se antecipar para oferecer algum brinquedo ou sugerir uma atividade, como pegar cada um pelas mãos para que, juntos, partilharem um livro, uma dança, uma bola etc. “Quem antes ia morder para obter o brinquedo percebe a presença do adulto observando e intervindo. Com isso, reduz-se a probabilidade de um novo incidente.”

Outra preocupação de Tatiana foi cuidar para que os que mordem mais não fossem rotulados. “Estereotipar é muito perigoso porque desde cedo a turma percebe comportamentos e características marcantes dos colegas e os que já são um pouco mais velhos comentam entre si”, esclarece a docente. Passar o sermão clássico de “bom menino não morde os outros” tampouco é uma postura aceitável.

A educadora e a coordenadora optaram ainda por conversar com as famílias dos que mais mordiam e colocá-las a par do que estava acontecendo. “Chamamos os pais e falamos sobre as ocasiões das abocanhadas, orientando-os a respeito do trabalho desenvolvido na escola e trocando ideias sobre as possibilidades para evitá-las”, relata a docente. O mesmo procedimento costuma ser adotado com relação aos que são mordidos. A escola conta com uma agenda de comunicação com os pais e faz reuniões com os responsáveis, por turmas, para explicar esses e outros fatos rotineiros. Quando o ataque é mais forte e deixa marcas, a coordenadora ou a educadora responsável pela turma liga para a família e explica o que houve, dizendo que pode vir buscar a criança um pouco antes do horário de saída e que estarão disponíveis para atendê-la. “Evitamos, assim, a surpresa da mãe que vai pegar o filho e o encontra machucado”, esclarece Juliana.

Ao longo do ano, com essas intervenções diárias, as educadoras do CEIM notaram não só uma drástica redução dos incidentes como também uma maior compreensão dos pais sobre o problema e o empenho deles em ajudar. “Grande parte passou a entender que a mordida não é uma agressão nem fruto do descuido das professoras da creche”, frisa Juliana.

O que fazer:

  1. Conversas iniciais Chame as famílias, diga que as mordidas são comuns na creche, mas que a escola está comprometida em evitá-las. Explique as intervenções feitas nesse sentido.
  2. Acudindo os pequenos Quando a mordida ocorre, acalme a vítima e, em seguida, explique para o colega dela que seu ato resultou em dor e choro, mesmo sem a intenção de machucar. Assim, todos vão compreendendo que morder não é uma boa forma de se expressar.
  3. De olho na repetição Quem morde deve seguir brincando com os demais. Para tanto, fique próximo, redobrando a atenção e propondo novas formas de brincar. Jamais coloque a criança de castigo.

ORIGINAL: http://novaescola.org.br/conteudo/11/mordidas-na-creche

EM 2016 AUTO DE NATAL DE GOSTOSO SERÁ SOLIDÁRIO, PARA ISSO SUA CONTRIBUIÇÃO É IMPORTANTE

Auto de Natal deste ano tem como tema “o auto do tamanho que o povo pode pagar” e pede sua contribuição.

POR AILTON RODRIGUES

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Cartaz da campanha do Auto de Natal 2016.

O Auto de Natal de Gostoso é um projeto cultural que tem parceria do Coletivo de Direitos Humanos, Ecologia, Cultura e Cidadania (CDHEC) e chega a edição de 2016 com sérios riscos de não acontecer, mas você pode evitar que isso aconteça.

Com o tema “o auto do tamanho que o povo pode pagar”, foi aberta nesta quarta-feira (16) uma campanha beneficente para que seja obtido o recurso necessário para realização do evento. Serão mais de 40 atores locais envolvidos contando a história do nascimento do menino Jesus com um toque bem gostosense.

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Auto de Natal na edição 2015.

Os números para quem quiser contribuir são os seguintes:

  • (84) 99424-2769 – Cinthia Matos.
  • (84) 99615-4587 – Suanes Silva.
  • (84) 99206-6989 – Jhony Ribeiro.

Você também pode fazer sua contribuição através da conta corrente do Coletivo de Direitos Humanos:

BANCO DO BRASIL (001)
Agência: 3525.4
Conta Corrente: 27.021-0

O evento está previsto para ser realizado dia 17 de dezembro, mas não será possível sem patrocínio, muito menos sem a ajuda das pessoas que ainda apreciam um bom espetáculo cultural como é o Auto, ao qual o Contador já teve o prazer de cobrir nos últimos dois anos.

O Contador está de olho e torce para que o Auto de Natal não tenha o mesmo fim que a Mostra de Cinema teve. Ajude e até qualquer hora!