EXPARTEC: CULTURA E INTERATIVIDADE

Nessa quarta e quinta (28 e 29) a E. E. Profª Ana Ribeiro Barbosa em São Miguel do Gostoso promoveu sua feira anual de conhecimentos, a Expartec: Exposição de Arte, Tecnologia e Ciências. Confira o que O Contador viu.

RICARDO ANDRÉ
SÃO MIGUEL DO GOSTOSO/RN

Com o Tema “O Povo e sua Cultura”, optamos por falar sobre São Miguel do Gostoso, mas focando na sua cultura e em seus personagens. – Ariclenes Silva, idealizador da Expartec.

OK!!! Ari é suspeito para opinar nessa matéria, por isso sua fala encerra aqui, agora só fotos.

Caro leitor, exposições, mostras e feiras de ciências em geral tendem a ser um momento de muito trabalho e encontro da comunidade escolar (pais, alunos, professores e técnicos). Claro que você sabe que às vezes um encontro de família pode ser bem chato, ou seja, vou ir para não perder o amigo, mas esse ano a Expartec conseguiu imprimir o conceito de interatividade. Os projetos trouxeram a tona a cultura popular e a história de São Miguel do Gostoso, valorizando seus principais elementos, mas o que fez sucesso foi a interatividade.

Não podia faltar…

O Pastoril, uma das danças típicas da cultura gostosense foi bem representada através de um grupo de alunas do 6º, com uma boa apresentação sem alterar o conteúdo tradicional, as meninas deram novo folego a esta dança típica. A apresentação mais comentada da abertura que chamou a atenção pela desenvoltura das alunas.

Foto: Ariclenes Silva
Foto: Ariclenes Silva

A coletividade das ONG’s e grupos foi presente na Expartec com a presença dessas instituições que são hoje a efervescência da área social, cultural e desportiva me São Miguel do Gostoso. Quem foi conferiu os estandes da AGOKS, Espaço TEAR – Ponto de Cultura e ASLIRIOS, e a participação do grupo Desituados.

Casa de Taipa

Confeccionada pelos alunos do 6º, 7º e apoio do 4º e 5º, sob a orientação do servidor Elenilson Amador (Zezinho), foi uma das sensações da Expartec desse ano, se tornando parada obrigatória para fotos e selfies, entra e sai constante, muita risada dos mais velhos e curiosidade dos mais novos. Construída utilizando a mesma técnica utilizada em toda região nordeste que emprega uma malha feita de madeira e cipó preenchida com barro, e decora com objetos tipos e de época.

Foto: Ariclenes Silva
Foto: Ariclenes Silva

Ela vai ficar como legado para a escola, sendo um pequeno museu. As crianças vão poder conhecer mais da própria cultura e como era o estilo de vida pais e avós, já que as casa de taipa estão sendo erradicadas.

Enchendo as salas de conteúdo

Seguindo a linha mais tradicional tivemos a salas muito interessantes como o Painel Fotográfico que teve como tema a comunidade de Tabua; a sala de música e dança que trouxe um mix de danças e estilos de musicais tradicionais e um pouco dos anos 60; a sala das Praias Urbanas, com a releitura da nossas principais paisagens através da pintura dos alunos juntamente com um pequeno cenário os visitantes se ambientarem – com areia é claro; e a sala mais simbolista de todas, que não tinha nome – e nem precisava – um oceano no estilo “Procurando Nemo” onde rapidamente quem é de Gostoso se localizava, com a Av. dos Arrecifes, Rua estrela do Mar, Rua das Arraiais, Rua dos Dourados ou dos Guajas, todas representadas por esses personagens marinhos.

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Para quem não é de Gostoso: Sim, todas as ruas de Gostoso tem nome elementos marinhos.

Superou a nossa expectativa, a equipe mais unida conseguiu um resultado que ficou visível. – Nádia Cristina, diretora da Escola Municipal Professora Ana Ribeiro Barbosa.

Além do óbvio

Uma das salas mais badaladas foi a da Feirinha. Literalmente uma feira com a maioria das coisas que você encontra em uma feira, a preços singelos e com vendedores barulhentos. Relatos apontam que houve um momento que parecia uma feira: artesanato, frutas, verduras roupas, doces, e calçados, de tudo um pouco; e muita conversa.

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No mundo das lendas do folclore

Lá no fundo do corredor havia uma grande confusão. Diziam que era um lobisomen, e quem diria, era mesmo.

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Outro exemplo de interatividade foi a sala sobre as lendas, lotada em todos os momentos. Foi feita contação de histórias, utilizando uma versão feminina do Seu Gostoso e com personagens caracterizados, trazendo várias histórias típicas do imaginário popular foram representadas, como o lobisomem, a procissão das almas e a Florzinha – sustos, gritos e risadas. A garotada já saia contando as histórias que escutaram.

Enfim, a Expartec foi o que um processo interativo precisa ser: legal.

Autor: Ricardo André

Professor de Matemática, produtor cultural e tesoureiro do Espaço TEAR (CDHEC)

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