Tiquinho dos Anjos é vetado de coligar ao partido de Caio Fernandes pelo diretório estadual do MDB e acaba destituído do cargo de presidente. Ele acusa cúpula do PT municipal como articulador do ato.
Por Ailton Rodrigues

Desde a última segunda-feira (22) os rumores que o MDB teria vetado Tiquinho dos Anjos de se coligar ao PL, partido este do pré-candidato Caio Fernandes, surgiram com mais intensidade em grupos de mensagem e redes sociais, mas os elementos tomaram forma após a entrevista cedida ao canal do YouTube BNT Web TV na noite da última terça-feira (23) onde foi dada a versão dele dos fatos.
Durante as falas, Tiquinho alegou que a articulação foi realizada entre a cúpula do PT municipal que envolve Hildemar Peixoto (presidente do partido) e João Eudes (atual vice-prefeito). O envolvimento entre o PT e o MDB no âmbito estadual teria sido a ponte necessária para que Walter Alves barrasse a possibilidade de coligação entre MDB e PL em São Miguel do Gostoso.
“Tem como eu provar. Tem áudios, tem documentos que prova toda essa articulação para me tirar esse direito. Foi feito um pedido a Fátima [Bezerra] para conversar com o atual presidente, a nível de Estado, Walter [Alves]”, disse Tiquinho na entrevista.
Tiquinho destituído
Outro fator importante foi troca imediata da presidência da comissão provisória do MDB que destituiu Tiquinho da função que exercia. Na certidão de composição obtida pelo Contador datada de 22 de julho mostram as alterações na comissão provisória do partido em Gostoso com Paulo Martins no cargo de presidente.
Além dele, que tem vínculo no município como coordenador de educação, estão na nova composição Janielle Linhares (Secretária de Turismo e Comunicação), Charles Jean (comissionado da saúde) e Ana Célia Gomes Neri (coordenadora de educação). Veja documento abaixo:
Tiquinho abordou brevemente esse ponto na entrevista, dando a entender que não tinha certeza da sua retirada da comissão. Mesmo assim, ele admitiu que se fosse impossibilitado não deixaria a chapa:
“Se acontecer do MDB me tirar o direito através dessa articulação covarde, continuarei sim ao lado de Caio e ao lado desse grupo. Não vou desistir (…) O que foi passado através de um assessor do MDB para mim é de que eu posso sim ser vice do candidato a prefeito da situação [Léo de Doquinha] e tudo estava resolvido”, declarou.
Atos incomuns
Segundo fontes políticas que o Contador ouviu, eles afirmam que a interferência direta dos diretórios estaduais não são tão comuns em eleições municipais. Um deles inclusive relatou que o MDB tem um histórico de alianças improváveis devido a sua posição de partido de centro.
Todavia até a conclusão desta matéria o diretório estadual do MDB não emitiu nenhuma nota sobre o assunto, nem o presidente estadual do partido Walter Alves.
O Contador segue acompanhando as eleições municipais. Até qualquer hora!
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