OPINIÃO: NÃO SE COMPORTE COMO UM ALIEN

POR ARICLENES SILVA

Uma triste realidade gostosense, o trânsito na orla.

Sempre pensei que alienígenas eram seres de outro planeta. Uma espécie diferente: seres feios, de cabeça, olhos e boca enormes, ou isso é apenas uma ficção cientifica, baseada em algum livro ou filme que eu ou você assistimos ou lemos quando crianças. Na verdade, na sua maioria eles são seres bonitos, e se parecem muito com o ser humano, eu diria que tem praticamente as mesmas características entre defeitos e qualidades.

Eles também fazem faculdade, alguns até são chamados de Doutores, tem ou não emprego, ganham ou não um bom salário, tem suas religiões e escolhas políticas, namoram, casam e têm filhos. Perceberam como somos parecidos?

Resquícios de alienígenas em Gostoso.

Na imagem acima temos uma prova de sua aparição entre as praias do Cardeiro e Xepa. O veiculo espacial mais utilizado por eles é o quadriciclo. Adoram andar em alta velocidade, em alguns casos consumindo bebida alcoólica, e ainda têm os mais ousados que se arriscam a fazer manobras arriscadas, muitas vezes colocando em risco a própria vida e a dos habitantes locais.

É exatamente esses hábitos da falta de respeito com o ambiente e com os banhistas que diferencia um ser humano de um alien, posso afirmar que até mesmo entre eles existe um diferencial de aspectos comportamentais. Sabemos que os próprios moradores alugam essas “naves espaciais”, sei que muitos deles dependem desse aluguel para a sobrevivência, fato. Não discordo que se trata de um nicho de negócio que têm resultados e lucros. O que falta é sensibilidade, ordem, organização, respeito pela população e a natureza.

Precisamos ir além das barreiras que acham que surte algum efeito, é preciso acima de tudo um trabalho em parceria entre gestão publica, população e as empresas de alugueis de veículos da cidade. A ação precisa ser em comum acordo de forma que exista uma convivência digna de respeito entre os turistas e cidadãos nativos.

Não podemos deixar de ir à praia por medo de ser atropelado!

Nossa liberdade, segurança e bem estar vem à frente de qualquer ação para atrair turistas. A partir do momento que tivermos um equilíbrio entre a natureza, estrutura urbana, empresas, valorização da nossa cultura local e seus artistas, os turistas de qualquer parte do mundo irão desejar vir para São Miguel do Gostoso. Entendam que nos valorizando, irão nos valorizar!  

O dinheiro não pode está acima do bom senso, da ordem e da lei.

Aqui mesmo no Contador vários textos foram publicados por outros colegas mostrando como este descontrole do trânsito na orla fere a cidade: a repercussão das matérias da Tribuna do Norte, Folha de São Paulo, de quando o Fernando Gabeira da Globonews passou por aqui e constatou este problema. Além do mais recente que foi a morte do médico paraibano Hugo Lemos que foi atropelado por um quadriciclo enquanto estava na calçada, sem falar na destruição de ninhos de tartaruga.

Os traçados nas areias estragam a naturalidade.

Estamos num ano político, delicado em outras palavras. A corrida agora é conquistar o voto dos eleitores, todo o resto vai passando meio despercebido, até mesmo parte da população deixa as coisas acontecerem de qualquer forma sem a atenção devida por estarem se doando ao seu aglomerado político. Alguns eleitores até fazem de seus colegas locais inimigos por não apoiarem seus candidatos, um absurdo!

Talvez esse fosse o momento ideal, de exigir dos políticos atuais ações e dos futuros propostas para tentar solucionar de forma sensata essa questão delicada que é o transito na nossa orla. Um grupo no WhatsApp de um político era para ser criado com intuito de discutir propostas para o desenvolvimento do município não como uma seita de adoração e bajulação.

Um politico sempre será um funcionário publico, um empregado do povo, não o contrário!

Nossas belezas naturais.

Espero que as próximas gerações incluindo meu filho tenham o privilégio de poder desfrutar da paisagem natural da Ponta do Santo Cristo, da nossa famosa Barra, subir o Tourinho e desfrutar do lindo por do sol, de poder caminhar na praia sem receios de possíveis acidentes.

Isso não é apenas um privilegio é o direito que todos temos e um dever que os órgãos municipais e qualquer outro envolvido de criar meios de preservar e salvar. Esse também é um dever meu enquanto pai e cidadão de lutar pelo futuro da minha comunidade e proporcionar esse legado ao meu filho.

Pessoas que se comportam como aliens existem (infelizmente)!

O CONTADOR VIU: POWER

Trama investe em temas fortes e releitura dos super heróis, mas peca em roteiro aberto e se perde em confusão de personagens.

POR AILTON RODRIGUES

Jamie Foxx, Joseph Gordon-Levith e Dominique Fishback são os protagonistas de Power.

A Netflix lançou um projeto audacioso visando beber do gênero dos super heróis ao trazer Power em seu catálogo neste mês de agosto, o detalhe é que o filme tem bom potencial, mas apresenta algumas falhas na montagem da trama.

A boa surpresa para nós brasileiros é ver o Rodrigo Santoro atuando em alto nível ao lado de Jamie Foxx. Na história o brasileiro faz o papel de um vilão que comercializa a droga que dá diferentes superpoderes por cinco minutos a quem a consome.

Na trama ainda tem um policial (Joseph Gordon-Levitt) que usa a droga para combater o crime e que conta com uma traficante mirim (Dominique Fishback) para seu fornecimento. Apesar de não ter consumido droga nenhuma, a menina tem uma habilidade de ser rapper e rimar com tudo o que quiser.

Rodrigo Santoro é vilão em Power.

Agora vem os detalhes da trama que incomodam do início ao fim: a menina apesar de ter um apelo para o assunto do pobre, negro, marginalizado não se aprofunda. O vilão simplesmente some para aparecer outro problema que não entendemos precisamente o desfecho e a polícia aparenta não estar incomodada com a real ameaça de uma super evolução da criminalidade.

Em resumo, a linha do roteiro de Mattson Tomlim faz a gente ficar confuso na noção de onde ele quer que a gente foque. Sobre a direção de Henry Joost e Ariel Schulman há cenas que dançam com tonalidades de cor e focos diversos o que nos deixa até animados com o potencial do filme, mas infelizmente é só isso.

Ah, não expliquei o que o Jamie Foxx faz na história, na verdade ele é um pai que procura pela filha sequestrada por ter alguma influência importante para a droga. Enfim, em resumo você pode dar uma chance a Power, mas não crie altas expectativas. É um filme mediano, estilo sessão do domingo a tarde na TV.

PROJECT POWER (2020)

  • Disponível: Netflix.
  • Duração: 111 minutos,
  • Nota do Contador: 07

Até qualquer hora!