SÃO MIGUEL DO GOSTOSO É APONTADO POR “EXPORTAR” GRÁVIDAS

Municípios de Pureza e Rio do Fogo também são apontados na pesquisa de não terem registrado “filhos” em 2013.

POR NADJARA MARTINS
JORNAL TRIBUNA DO NORTE

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Pureza, a 65 quilômetros de Natal, foi um dos 40 municípios do Rio Grande do Norte que não registrou ‘filhos’ em 2013. Entretanto, isso tem pouco a ver com a infertilidade das suas moradoras: no mesmo ano, 129 crianças nasceram de residentes da cidade. A aparente discrepância nos dados do Sistema Único de Saúde, porém, é explicada pela falta de assistência materno-infantil no interior do Estado com a ausência de recursos humanos nos hospitais regionais ou de maternidades e Unidades de Terapia Intensiva (UTI) para partos de alto e médio risco. A peregrinação das mães potiguares acaba na porta das maternidades da capital: naquele ano, dos 20.762 partos ocorridos em Natal, 8.922 eram de mães que não residiam na cidade.

A falta de assistência às parturientes potiguares e a superlotação das maternidades não são a única perda. Há prejuízos financeiros para a capital. De acordo com a Secretaria Municipal de Saúde (SMS), pelo menos 16 municípios têm descumprido a Programação  Programação Pactuada e Integrada (PPI). Todos os anos, municípios ofertam entre si serviços de saúde e recebem o “pagamento” do Ministério da Saúde. Entretanto, a realização de partos é sempre maior do que pactuada: no ano passado, foram realizados 4 mil partos oriundos da região metropolitana – quase três vezes mais que o pactuado. Considerando que todos os 2,5 mil partos feitos a mais não tiveram complicações, o custo do serviço não pago chegou a R$ 1,6 milhão.

Rio do Fogo é um exemplo emblemático. O município pactuou 20 partos com Natal. Entretanto, em 2014 foram encaminhadas 102 parturientes para as maternidades da capital. O caso não é específico: de acordo com o DataSUS, entre 2009 e 2013, residentes do município deram a luz à 424 crianças. O sistema aponta, porém, que apenas seis bebês nasceram onde suas mães vivem. Os números se repetem com intensidade semelhante em cidades como São Miguel do Gostoso, Pureza, Poço Branco e Ielmo Marinho.

Em 21 de abril, a SMS publicou três portarias regulando o atendimento a pacientes de outros municípios. De acordo com a normativa, parturientes oriundas de outras cidades passarão por triagem nas maternidades. Se os partos forem de baixo risco, sem sangramento ou proximidade da hora do parto, elas serão encaminhadas de volta para os hospitais de origem.

Secretário de Saúde de Natal, Luiz Roberto Fonseca.
Secretário de Saúde de Natal, Luiz Roberto Fonseca.

Para o secretário de Saúde de Natal, Luiz Roberto Fonseca, o problema não está só no envio das parturientes para a capital – mas no excedentes. “Temos pactuações firmadas com 16 municípios, mas somos invadidos por 147”, assevera Luiz Roberto.

Adicionado à falta de assistência materno-infantil no interior, a rede sofre também pela falta de regulação – os leitos nunca entraram na Central de Regulação, instituída em 2013 pela Secretaria de Estado de Saúde Pública (Sesap). De acordo com o Cadastro Nacional de Estabelecimentos de Saúde (CNES), o Rio Grande do Norte possui 470 leitos de obstetrícia disponíveis para o SUS. A organização do sistema para encaminhamento das mulheres, porém, é feita por telefonemas entre os hospitais à procura de vagas. O mesmo acontece com a rede de UTI neonatal e pediátrica, que não passam por regulação.

Para Luiz Roberto Fonseca, muitas vezes, a falta de acolhimento começa na base: no exame pré-natal. Sem o controle da maternidade e com a peregrinação de mulheres em trabalho de parto em busca de vagas, aumentam os riscos de complicações no procedimento. “Não tenha dúvida que hoje, o número de situações relacionadas à patologias obstétricas e ocorrência de situações de obstetrícia de alto risco materno e fetal está relacionado à baixa qualidade do pré-natal que a gente oferta”, complementa o secretário.

Leia mais em: http://tribunadonorte.com.br/noticia/cidades-a-exportama-suas-gra-vidas/313901

NO CAMPO DOS NÚMEROS: CONFIRA O QUE CADA CLUBE TEM QUE FAZER PARA SE CLASSIFICAR NA COPA CHICO NERI

Flamengo classificado no juvenil e TEC no titular são as únicas certezas do grupo B. Definições serão no próximo fim de semana.

POR AILTON RODRIGUES
NATAL/RN

CONTAS COPA CN

A Copa Chico Neri vai viver no próximo fim de semana as decisões no grupo B, com a vitória do Santos sobre o TEC e o empate do Flamengo com o São Paulo na semana passada, os contornos dos clubes para se classificarem ficou bem mais embolado.

Só há a certeza de duas coisas, a primeira é que o Flamengo está classificado no juvenil após ter vencido por 3 a 1 o tricolor da Baixinha e o segundo é que o TEC também vai para a próxima fase na categoria titular. Porém não estão definidas as posições. No sábado (23), CRB x Santos jogam, enquanto no domingo o duelo será entre Flamengo x TEC.

Lembrando que esta chave ainda tem uma peculiaridade, apenas o primeiro lugar passa direto para as semifinais. O segundo e o terceiro colocado vão se enfrentar dia 31 em uma partida playoff valendo a segunda vaga das semi e foi por isso que o Contador dividiu as contas em duas partes: na primeira você vai conferir o que cada clube vai fazer para se classificar e na segunda o que eles têm que fazer para ir às semifinais.

CATEGORIA JUVENIL – CLASSIFICAÇÃO

No juvenil são três clubes brigando por duas vagas, já que o São Paulo está eliminado e o Flamengo já está garantido no mínimo ao playoff. Vejamos o que CRB, Santos e TEC vão ter que fazer:

01 - juv class

CATEGORIA JUVENIL – SEMIFINAIS

Para ir às semifinais os quatro clubes que ainda estão vivos na disputa, e por ironia do destino se enfrentam, vão ter que fazer o seguinte:

01 - juv semi

CATEGORIA TITULAR – CLASSIFICAÇÃO

Neste caso apenas o TEC assiste os adversários, pois já está com a mão no mínimo ao playoff e o São Paulo apenas torce já que concluiu sua tabela no grupo. Vejamos:

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CATEGORIA TITULAR – SEMIFINAIS

Apenas TEC, Flamengo e Santos podem sonhar com esse mérito e por isso cada gol vai valer muito entre eles, confira:

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Ufa! Já viu que vai ter emoção de sobra nesta última rodada da fase de grupos da Copa CN! Nós estaremos ligados e contamos tudo para você!

Até lá!

MARCHA CONTRA EXPLORAÇÃO SEXUAL INFANTIL REÚNE CENTENAS DE ESTUDANTES EM GOSTOSO

Com participação em peso dos funcionários públicos do município e da prefeita, cerca de 350 crianças saíram pelas ruas pedindo que se faça as denúncias e evite a exploração sexual.

POR AILTON RODRIGUES
SÃO MIGUEL DO GOSTOSO/RN

Marcha reuniu cerca de 350 crianças e adolescentes.
Marcha reuniu cerca de 350 crianças e adolescentes.

Um gesto simbólico foi realizado nesta segunda-feira (18) em São Miguel do Gostoso pela Secretaria Municipal de Trabalho, Habitação e Assistência Social (SEMTHAS). Uma marcha em prol da defesa da criança e do adolescente percorreu algumas ruas e avenidas do município e reuniu mais de 400 pessoas das mais variadas áreas sociais.

Carro de som foi usado para animar os caminhantes e entoar os
Carro de som foi usado para animar os caminhantes e entoar os “gritos de guerra”.

Culminando exatamente com o Dia Nacional de Combate ao Abuso e à Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes, o evento reuniu ONGs como a AMJUS e o Espaço TEAR, as secretarias municipais de Saúde, Educação, Administração, Turismo e Comunicação, os escoteiros e desbravadores, além do Conselho Municipal de Direito da Criança e Adolescente (CMDCA), Conselho Tutelar, Núcleo de Participação e Desenvolvimento dos Adolescentes (NUCA) e mais de 350 alunos de todo o município incluindo alguns distritos.

Pernas de pau do Espaço TEAR com Johny Ribeiro e Suanes Silva
Pernas de pau do Espaço TEAR com Johny Ribeiro e Suanes Silva
Esquete apresentada pelos alunos do distrito Novo Horizonte.
Esquete apresentada pelos alunos do distrito Novo Horizonte.

A marcha saiu da Rua das Arabaianas e foi concluída na Avenida dos Arrecifes, não teve nenhum imprevisto e ainda contou com algumas apresentações culturais. Uma delas com o grupo de música “Só Melodia” e a outra com os alunos do Novo Horizonte que encenaram um esquete de seis minutos.

Prefeita e secretários municipais acompanharam o evento.
Prefeita e secretários municipais acompanharam o evento.

ALGUNS NÚMEROS

Segundo a Fundação ABRINQ, só em 2014 foram 24,575 denúncias de violência sexual contra crianças e adolescentes, sendo que desses casos 19,165 foram de abuso e 5,410 de exploração sexual infantil. A recomendação para quem saber de algum caso é o Disque 100 ou procurar o Conselho Tutelar mais próximo para que esse tipo de crime não fique impune.

O Contador de Causos também diz não ao abuso e a exploração.

Continuamos de olho, até lá!