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Apesar do vilão fraco, Doutor Estranho é mais um triunfo da Marvel

POR ROBERTO SADOVSKI
UOL/SP

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Doutor Estranho é outro filme sólido, divertido e empolgante de ponta a ponta saído do forno da Marvel. Pois é, mais um filme do estúdio que acerta no alvo. O estúdio aperfeiçoou sua fórmula a tal ponto que, a cada novo filme, a plateia é bombardeada com os mesmos elementos familiares e, ainda assim, ganha uma experiência totalmente nova. Porque a Marvel não faz ”filmes de super-heróis”. Faz aventuras de gêneros diversos que calham habitar o mesmo universo, algumas absolutamente sensacionais (Guardiões da Galáxia), outras cumprindo sua função narrativa/decorativa (Thor: O Mundo Sombrio). Mas poucas tem um protagonista tão carismático como Benedict Cumberbatch. E isso, acredite, faz toda a diferença.

Em seu cerne, Doutor Estranho é um filme de origem. Como tal, segue beats narrativos que acompanhamos desde o primeiro Homem de Ferro, lá em 2008. Assim como Tony Stark, o neurocirurgião Stephen Strange (Cumberbatch) é o melhor no que faz, tem o mundo a seus pés e não esconde uma mistura incômoda e irresistível de arrogância e prepotência. Essa é sua maior fraqueza: tire o que faz dele tão ”superior”, e temos um homem perdido. É o que acontece quando Strange sofre um acidente de carro que esmigalha suas mãos. Mesmo com meia dúzia de cirurgias, ele jamais poderá operar novamente. Em desespero, ele torra suas últimas economias para chegar em Catmandú, longe da ciência convencional ocidental, em busca da única pessoa capaz de curá-lo.

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Nesse ponto, Doutor Estranho joga para o alto as convenções da ”fórmula Marvel” e mergulha fundo em uma verdadeira viagem de ácido, que traduz em celulóide o universo místico do personagem nos quadrinhos. A verdade é com cada novo produto em cartaz, o estúdio expande seus horizontes. Desta vez, o resultado é uma experiência visual única: é o momento em que Strange encontra a Anciã (Tilda Swinton), Mago Supremo de nossa realidade, e descobre na prática o quão estranho, vasto e bizarro o mundo pode ser. Com um toque, o mundo se torna um caleidoscópio de cores e sons, um filho bastardo de 2001 com que deixa Interestelar no chinelo. É aí que Stephen Strange começa seu trinamento, amparado por Mordo (Chiwetel Ejiofor) e Wong (Benedict Wong). E nós, do lado de cá, somos irremediavelmente fisgados.

A essa altura, está claro que o Universo Cinematográfico Marvel segue uma linha editorial sólida. Assim como nos quadrinhos, existe um conjunto de regras para manter a coesão (visual, narrativa) entre os vários filmes do estúdio, ao mesmo tempo em que seus criadores, uma vez instruídos nos guidelines, se veem livres para tocar o barco. Quando o diretor é alguém como James Gunn ou os irmãos Russo, a assinatura do artista se torna bastante visível. No caso de Scott Derrickson (O Exorcismo de Emily Rose), o trabalho não surge tão distinto, e sim o de um artesão que move as peças e as encaixa na proposta da Marvel. Em outras palavras, ele mistura elementos familiares com a engrenagem que torna cada personagem único – além do bom humor, que aqui só perde para o clima leve de Guardiões da Galáxia. Quando a receita encontra um intérprete como Cumberbatch, o resultado é genial.

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O que não é o bastante para colocar Doutor Estranho no mesmo patamar de Vingadores ou Capitão América: Guerra Civil. Falta à aventura aquele momento de triunfo, a cena em que o cinema grita, aplaude e se empolga junto. O motivo pode estar no calcanhar de Aquiles de boa parte dos filmes com o selo Marvel: a falta de um vilão bom o bastante para elevar a jornada do herói. Madd Mikkelsen é um ator irretocável, mas não lhe é dado muito o que fazer como Kaecilius, outro mestre das artes místicas treinado pela Anciã que, para superar uma tragédia familiar (muito mal explicada), alia-se à entidade maligna Dormammu, que planeja sequestrar a Terra e adicioná-la à sua Dimensão Sombria. Kaecilius surge como um vilão genérico, que pouco tem a acrescentar a não ser como um espelho distorcido de Strange.

Se o vilão é fraco, visualmente Doutor Estranho é uma paulada nos sentidos. Além do passeio interdimensional que apresenta o personagem a várias realidades, o filme de Derrickson triunfa ao mostrar cenas de ação inovadoras, com a gravidade sendo reescrita constantemente e as leis da física indo para o espaço. É um balé visual preciso e inventivo, traduzido em sequencias que mostram que, mesmo com o exagero digital do cinema de entretenimento do novo século, ainda encontra um respiro de criatividade. O que inclui o clímax, que parece começar no mesmo set de Quarteto Fantástico e o Surfista Prateado (medo!), mas culmina com Cumberbatch numa paisagem criada em CGI, encontrando uma solução narrativa original.

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Ah, Benedict… Assim como Robert Downey Jr.como Tony Stark ou Ryan Reynolds como Deadpool, o ator abraça o personagem – um homem de ciência descobrindo que a magia também tem espaço em nossa realidade – sem se importar nem por um segundo com seu potencial para descambar na paródia. Difícil imaginar outro astro capaz de mencionar termos como Olho de Agamotto ou Livro de Cogliostro (senti falta das Faixas Vermelhas de Cyttorak) com tamanha seriedade. Charme, uma língua afiada e humor ferino (imagino o quanto deve ter sido ridículo executar o gestual místico do bom Doutor no set, sem nenhum efeito especial para diminuir o rosto corado), fazem com que Cumberbatch alcance a dose exata de credibilidade para ”vender” a entrega de Stephen Strange de homem da ciência a candidato a Mestre das Artes Místicas. É um trabalho duro mas alguém tem de fazê-lo: Doutor Estranho mostra que, quando o assunto é levar personagens dos quadrinhos para o cinema, a Marvel ainda reina suprema.

ORIGINAL: http://robertosadovski.blogosfera.uol.com.br/2016/11/02/apesar-do-vilao-fraco-doutor-estranho-e-mais-um-triunfo-da-marvel/

FESTIVAL DE GRAMADO: ‘BARATA RIBEIRO, 716’ GANHA O PRÊMIO DE MELHOR FILME

Favorito, Elis fica com o prêmio do júri popular.

POR RODRIGO FONSECA
DO OMELETE.

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Num gesto de ousadia capaz de referendar o mais popular dos gêneros do cinema nacional, a comédia, o júri do 44º Festival de Gramado rompeu com toda e qualquer expectativa – a começar pelo favoritismo em prol do musical de tintas trágicas Elis – ao conceder o troféu Kikito de melhor filme e o de melhor direção a um mestre do humor: Domingos Oliveira venceu a disputa com Barata Ribeiro, 716. Láureas de melhor trilha sonora e melhor atriz coadjuvante (para Glauce Guima) coroaram ainda mais esta trama sobre álcool, amigos e amores ambientada nos anos 1960, com base nas memórias do cineasta de um apartamento que teve na Zona Sul do Rio de Janeiro, em Copacabana. Caio Blat encarna um alter ego do cineasta, já premiado na Serra Gaúcha antes com Infância (2014), Juventude (2008), Separações (2002) eAmores (1998).

Caio foi meu ego neste filme e eu fui o outro“, brinca Domingos, único diretor com status de mestre em concurso este ano, em que a toada cômica conquistou o júri também em O Roubo da Taça.

Defenestrado pela ala mais velha da crítica, por seu tom de chanchada avesso à correção política, o longa de Caíto Ortiz, sobre o sumiço da Jules Rimet, em 1983, ganhou Kikitos de roteiro, direção de arte, fotografia e ator, coroando a genial atuação de Paulo Tiefenthaler. De Elis, do qual muito se esperava, veio o prêmio de júri popular, o de montagem e o merecidíssimo troféu de melhor atriz para Andréia Horta, por uma genial recriação da vida da cantora Elis Regina.

Falado em espanhol e todo rodado no Uruguai, mas com verba brasileira, O Silêncio do Céu, de Marco Dutra, papou o Prêmio Especial do Juri e o prêmio da crítica, além de um Kikito de som. O melhor longa hispânico foi o paraguaio Guaraní. O melhor curta foi Rosinha.

LONGAS-METRAGENS BRASILEIROS

Melhor Filme: “Barata Ribeiro, 716”, de Domingos Oliveira

Melhor Direção: Domingos Oliveira (“Barata Ribeiro, 716”)

Melhor Atriz: Andréia Horta (“Elis”)

Melhor Ator: Paulo Tiefenthaler (“O Roubo da Taça”)

Melhor Atriz Coadjuvante: Glauce Guima (“Barata Ribeiro, 716”)

Melhor Ator Coadjuvante: Bruno Kott (“El Mate”)

Melhor Roteiro: Lucas Silvestre e Caíto Ortiz (“O Roubo da Taça”)

Melhor Fotografia: Ralph Strelow (“O Roubo da Taça”)

Melhor Montagem: Tiago Feliciano (“Elis”)

Melhor Trilha Musical: Domingos Oliveira (“Barata Ribeiro, 716”)

Melhor Direção de Arte: Fábio Goldfarb (“O Roubo da Taça”)

Melhor Desenho de Som: Daniel Turini, Fernando Henna, Armando Torres Jr. e Fernando Oliver (“O Silêncio do Céu”)

Melhor Filme – Júri Popular: “Elis”, de Hugo Prata

Melhor Filme – Júri da Crítica: “O Silêncio do Céu”, de Marco Dutra

Prêmio Especial do Júri: “O Silêncio do Céu”, pelo domínio da construção narrativa e da linguagem cinematográfica.

GUARDIÕES DA GALÁXIA ESTARÃO EM ‘VINGADORES: GUERRA INFINITA’, AFIRMA VIN DIESEL

Ator diz que os esquadrões da Marvel vão se encontrar no filme.

POR GUILHERME JACOBS
DA OMELETE

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O encontro entre os Guardiões da Galáxia e os Vingadores no cinema está cada vez mais próximo. De acordo com Vin Diesel, ator responsável por viver Groot, ambas equipes da Marvel vão, como esperado, se reunir em Vingadores: Guerra Infinita.

“Agora, os Guardiões vão ser inclusos em Vingadores: Guerra Infinita e isso é incrivelmente animador,” Diesel disse em uma transmissão ao vivo na sua fanpage no Facebook, no qual ele celebra o fato de ter passado de 100 milhões de curtidas na rede social.

Vocês ficaram sabendo antes de todo mundo,” o ator afirmou na conversa com fãs.

Obviamente isso não é uma confirmação oficial da Marvel, mas o fato de que os Guardiões vão interagir com os Vingadores não é uma surpresa, especialmente considerando que em Guerra Infinita, os heróis vão finalmente enfrentar o vilão Thanos, cuja conexão com o grupo de Groot é bem profunda.

Vingadores: Guerra Infinita tem estreia prevista para março de 2018, enquanto o quarto filme da franquia deve chegar aos cinemas em 2019. Já o lançamento de Guardiões da Galáxia 2 está marcado para 27 de abril de 2017.

Matéria Original em: https://omelete.uol.com.br/filmes/noticia/guardioes-da-galaxia-estarao-em-vingadores-guerra-infinita-afirma-vin-diesel/

‘X-MEN: APOCALIPSE’ ACERTA EM NOVOS HERÓIS, MAS SUBESTIMA VILÃO

Apocalipse é mal-aproveitado em novo filme sobre os mutantes da Marvel. Sequência de ‘Dias de um futuro esquecido’ estreia nesta quinta-feira (19).

POR BRUNO ARAÚJO E CESAR SOTO
G1, SÃO PAULO/SP

Cena de 'X-Men: Apocalipse' (Foto: Divulgação)

Como o vilão é messiânico, vale usar uma reflexão bíblica. “X-Men: Apocalipse”, que estreia no Brasil nesta quinta-feira (19), escreve certo por linhas tortas. O terceiro filme da segunda trilogia dos mutantes da Marvel acerta nas novas versões de heróis clássicos do grupo, como Ciclope e Jean Grey, e traz o espírito do desenho animado da década de 1990 – uma das encarnações mais queridas dos X-Men fora dos quadrinhos.

Porém, o novo trabalho do diretor Bryan Singer (e sua quarta produção sobre os mutantes) não tem a simplicidade e a coesão que ainda fazem de “Primeira classe” (2011) o melhor filme sobre o time de mutantes. “Apocalipse” desenvolve mal suas sub-tramas, constrange nas cenas de humor e subestima a força do vilão do título, e por isso é a parte mais fraca desse novo momento dos X-Men nos cinemas. Assista ao trailer acima.

Fim dos tempos
“X-Men: Apocalipse” se passa na década de 1980, 10 anos após os acontecimentos de “Dias de um futuro esquecido”. James McAvoy volta a interpretar o Professor Xavier, que desistiu do heroísmo para se dedicar totalmente a ajudar jovens mutantes a controlar seus poderes. Já Magneto – vivido novamente por um ótimo como sempre, mas entediado como nunca, Michael Fassbender – substituiu seu ódio por uma vida tranquila, sob anonimato, ao lado da esposa e da filha.

Toda essa paz acaba (é claro) com o retorno de En Saban Nur, ou Apocalipse, considerado o primeiro mutante da história. Sua grande habilidade é absorver os poderes de outros mutantes, e graças a isso ele chegou muito perto de dominar o planeta no Egito antigo… até ser traído e preso em uma pirâmide gigantesca com o maior defeito estrutural de uma super arma desde a Estrela da Morte.

Apocalipse é a grande ameaça aos mutantes em 'X-Men: Apocalipse' (Foto: Divulgação)Apocalipse é a grande ameaça aos mutantes da Marvel em ‘X-Men: Apocalipse’ (Foto: Divulgação).

A aparição de Apocalipse é um pedido antigo dos fãs dos quadrinhos, mas acaba sendo um dos problemas do novo filme. Além do seu plano raso, sem gravidade alguma, de destruir a tudo e a todos para liderar os sobreviventes, a versão cinematográfica do vilão consegue a proeza de parecer poderoso demais para os mocinhos no começo… mas incapaz de oferecer perigo algum no final.

En Saban Nur vaporiza humanos com um piscar de olhos e consegue ampliar enormemente os poderes de seus “cavaleiros”, um grupo de mutantes escolhido para governar ao seu lado. Mas são os pupilos (que mereciam muito mais tempo em cena para terem o nível de ameaça de seu mestre) que vão às vias de fato com os X-Men. E Apocalipse acaba encerrando sua participação medindo forças com artifícios de roteiro tirados da cartola, e não com os super-heróis. Ele merecia mais.

A caracterização do vilão também não ajuda. Os trailers já indicavam o que vinha pela frente, mas havia esperança por um tapinha no visual final. Pedido negado. É impossível olhar para o vilão nos cinemas e não lembrar de Ivan Ooze, o inimigo púrpura do filme de 1995 dos “Power Rangers”. Nem mesmo a presença do badalado Oscar Isaac (“Star Wars: Episódio VII – O despertar da força”) salva, mergulhado debaixo de tinta roxa e acessórios cafonas.

Jean Grey, Noturno e Ciclope em cena de 'X-Men: Apocalipse' (Foto: Divulgação)
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Jean Grey (Sophie Turner), Noturno (Kodi Smit-McPhee) e Ciclope (Tye Sheridan) em cena de ‘X-Men: Apocalipse’ (Foto: Divulgação)

CATACLISMA DE CONFUSÃO
A ameaça de Apocalipse não vem só. E entre o Professor Xavier enfrentando novas mentes poderosíssimas, Magneto buscando (e desistindo) a redenção, um novo vilão, mais mutantes e a tentativa de estabelecer um universo funcional e cheio de personagens como o dos Vingadores, há muita coisa acontecendo em “X-Men: Apocalipse” de forma superficial.

Histórias paralelas, como o parentesco entre Mercúrio e Magneto e a formação dos Quatro Cavaleiros do Apocalipse, são muito mal-exploradas. E não é por falta de tempo, já que o filme bate na casa das 2h30 de projeção. Já a participação de Wolverine, por mais que seja um grande serviço aos fãs, serve apenas para desviar o foco de uma trama que já tinha de lidar com muitos elementos em cena.

O que é uma pena, pois as novas versões de Jean Grey (Sophie Turner) e Ciclope (Tye Sheridan) desenvolvem uma relação promissora para o futuro da franquia. Ao contrário da trilogia original de filmes, em “X-Men: Apocalipse” o jovem Scott Summers já vai mostrando sua vocação para a liderança, enquanto Jean Grey transmite com mais credibilidade a instabilidade dos seus poderes – e a eventual evocação de uma tal de Fênix.

Cena de 'X-Men: Apocalipse' (Foto: Divulgação)Tempestade (Alexandra Shipp), Apocalipse (Oscar Isaac) e Psylocke (Olivia Munn) em cena de ‘X-Men: Apocalipse’ (Foto: Divulgação).

A força de “Primeira classe” estava exatamente na simplicidade. Mesmo os clichês do gênero se encaixavam na proposta de ser uma espécie de homenagem mutante aos filmes sobre espiões e a Guerra Fria.

Já “Apocalipse” peca na megalomania. Em uma cena, Jean Grey deixa o cinema após assistir “Star Wars: Episódio VI – O retorno de Jedi” e diz: “o terceiro filme é sempre o pior”, no que parece ser uma indireta a “X-Men: O confronto final” (2006), responsável por enterrar a trilogia original. Ironicamente, o novo filme não foge completamente de cometer os mesmos erros.

“X-Men: Apocalipse” está longe de ser ruim como o longa dirigido por Brett Ratner, mas também não é memorável. Se fôssemos ranquear as produções de super-heróis de 2016, ele se encaixaria naquela categoria “espere sair em DVD”. “Capitão América: Guerra Civil” segue liderando como o filme “pare o que está fazendo e vá ao cinema” do ano, enquanto “Batman vs Superman: A origem da justiça” não merece sua atenção.

TESTEMUNHEM #01 – MAD MAX: ESTRADA DA FÚRIA

Em um ano cheio de antigas franquias cinematográficas sendo repaginadas, Mad Max: Estrada da Fúria não só se sobressai, mas também fica marcado como exemplo a ser seguido pelos filmes de ação.

POR VALMIRO “ZUNO” RIBEIRO
NATAL/RN

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Mais uma vez dirigido por George Miller, Mad Max: Estrada da Fúria retorna ao mundo pós-apocalíptico estabelecido na trilogia dos anos 80, dessa vez com Tom Hardy (o Bane, de “Batman – O Cavaleiro das Trevas Ressurge) interpretando Max, assumindo o papel que antes pertencia a Mel Gibson (Coração Valente).

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Estrada da Fúria conta a história de Max, inicialmente vagando por um mundo desértico, e Furiosa (Charlize Theron), que acredita que ao voltar para a sua terra natal pode encontrar um lugar melhor para sobreviver. O principal tema do filme é a busca por um lugar para viver, e não mais sobreviver. O filme possui um ritmo frenético, pois em quase todas as cenas os personagens principais estão dentro de veículos de alta velocidade, tendo que lidar com inimigos e obstáculos durante a sua jornada.

O que mais chama a atenção em Mad Max é a falta de efeitos especiais feitos com computação gráfica, sua fotografia e a sua edição. As cenas com os veículos foram gravadas de verdade, e todas as explosões também aconteceram de verdade, sem o auxílio de efeitos computadorizados. O visual rústico dos carros, objetos e roupas dos personagens se mesclam com o visual do ambiente desértico, tornando tudo mais crível no mundo fictício do filme. Finalmente, a edição do filme faz o espectador ficar apreensivo e vibrar a cada cena, graças aos bons takes de câmera e a ótima integração da trilha sonora.