O Contador viu: Justiça 2 (primeiros episódios)

Trama de Manuela Dias volta ao Globoplay para uma segunda temporada após 8 anos da primeira parte que rendeu uma indicação ao Emmy Internacional.

Por Ailton Rodrigues

Quatro tramas se entrelaçam em Justiça 2 – Foto: divulgação.

Afinal, o que é justiça pra você? É com essa indagação que ‘Justiça 2‘ volta ao Globoplay para uma segunda temporada, 7 anos depois da primeira parte ser um grande sucesso que rendeu indicação ao Emmy Internacional em 2017.

São 28 episódios sendo divulgados 4 por semana e tentando por meio de 4 histórias paralelas (que em algum momento se cruzam) discutir o que é a justiça para uma sociedade tão desigual como a brasileira. Pode-se destacar que as atuações e o roteiro, de fato, são os grandes momentos dessa primeira leva de episódios.

“Não é uma série focada nas questões judiciais. É focada no que a gente acredita que é justiça, no conceito de justiça e na esperança de que exista justiça na Terra… Trafega em questões éticas, tanto que se propõe a investigar a vida dos personagens depois que a justiça morde o seu pedaço. A gente não vê o que aconteceu dentro da cadeia, a gente só vê o crime e, depois, a maior parte da série, é sobre como essa pessoa recompõe a vida dela e se é possível recompor a vida”, disse Manuela Dias.

A primeira história é a de Balthazar (Juan Paiva), um motoboy honesto acusado de assaltar seus ex-patrões, Nestor (Marco Ricca) e Silvana (Maria Padilha), na segunda trama temos Jayme (Murilo Benício), empresário preso após sua sobrinha Carolina (Alice Wegmann) revelar ter sido estuprada por ele durante a adolescência.

Depois temos a manicure Geíza (Belize Pombal) que é presa ao matar o traficante Renato (Filipe Bragança) e a última história apresentada é a de Milena (Nanda Costa), uma aspirante a cantora que comete pequenos crimes, mas que fica na cadeia por ser acusada de um delito que não cometeu.

Marcelo Novais e Paola Oliveira em Justiça 2.

Toda a trama é ambientada em Ceilândia no DF, com cores noturnas, o peso das cenas vai nos colocando no lugar daqueles personagens. Como é apenas introdutório, a expectativa é que nos emocionaremos mais ao descobrir o que estas pessoas farão após sair da cadeira. A vingança é uma forma de justiça? A justiça vem naturalmente? Devemos ir atrás de esclarecer as injustiças?

O que posso afirmar é que de fato é uma injustiça você não dar uma chance pra essa obra.

Até qualquer hora.

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Autor: Ailton Rodrigues

Técnico em Informática (IFRN), que adora esportes e jornalismo, estando sempre disponível para bons papos. Coordenador de Comunicação do clube de futebol TEC (Tabua Esporte Clube), membro do Conselho do Coletivo de Direitos Humanos, Ecologia, Cultura e Cidadania (CDHEC), comunicador da Mostra de Cinema de Gostoso. Formado em Pedagogia (UFRN).

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