A Produtora do Fest Bossa & Jazz foi enfática na explicação da retirada dos ambulantes: “Estou pagando a faixa de areia que estou usando e acho justo usar da maneira que eu quiser”.
POR AILTON RODRIGUES
SÃO MIGUEL DO GOSTOSO/RN

A polêmica sobre a proibição dos ambulantes venderem na Praia da Xêpa durante o Fest Bossa & Jazz ainda está tendo repercussão, desta vez a produtora do evento, Juçara Figueiredo, expôs sua opinião sobre o assunto.
A produtora foi bem clara e firme no seu depoimento exclusivo para o Contador de Causos, primeiramente ela explicou o motivo da retirada dos ambulantes, confira:
“Estou trazendo um evento gratuito, além de trazer cultura e educação para essas crianças daqui, então eu acho que estou agregando, estou somando com vocês. A questão da polêmica da praia, primeiro que vocês são muito bem vindos aos shows, vocês vão conhecer o trabalho da gente, mas saibam que para isso acontecer tem custo! A gente paga! eu paguei taxas para união, bombeiros, liberação de ARTs (Anotação de Responsabilidade Técnica), toda essa estrutura que está aqui e isso é dinheiro, tem que sair de algum lugar.
Eu tenho parte em patrocínios? Tenho, inclusive com lei de incentivo, mas não cobre tudo e eu tenho patrocínio, por exemplo, com companhia de bebida, porém eles me dão em produto e eu tenho que escoar estes produtos para fazer dinheiro.
É essa a visão, não tem outra explicação. Estou pagando a faixa de areia que estou usando e eu acho justo usar da maneira que eu quiser, é a mesma coisa que você alugar um salão de eventos, você não vai ter exclusividade sobre ele? Eu tô alugando a faixa de areia, tô pagando para a União, não estou pagando para a prefeitura. A União me cobra isso, tenho todas as regras para cumprir, toda a papelada e foi um mês de batalha para a liberação disso, eu acho que é justo escolher como conduzir as coisas e é assim que eu faço em todos os lugares que faço o festival”, declarou.
Depois disso, Juçara ainda procurou minimizar os efeitos da distância imposta de 300 metros das barracas para praia:
“Também tenho plena convicção que quando o evento terminar, todos vão ficar impressionados por saber o intuito disso, Isso é uma besteira, são meia dúzia de ambulantes que é daqui, o resto vem tudo de fora, não agrega nada para a cidade, vão deixar é lixo! Os daqui, tudo bem, vão fazer um dinheirinho. Ótimo! Eles têm um lugar para explorar aqui na boca do evento, aonde começa a nossa estrutura.”, disse.
O Contador continua de olho nesse assunto e no Bossa & Jazz, mas afinal você concorda com as declarações da produtora? Deixe seu comentário! Mas atenção é obrigatória a sua identificação, pois não publicamos comentários anônimos ou fakes. Até qualquer hora!
Conheço o trabalho da Juçara e acompanho a mais de três anos sua dedicação e empenho. O que Gostoso está recebendo neste final de semana é a somatória de um trabalho continuo e árduo. Tenho casa em Gostoso e conheço profundamente as necessidades da comunidade. Na minha opinião quem está explorando os ambulantes não é a organização do festival e sim alguns poucos inescrupulosos e irresponsável blogs que esquecem de resaltar a importância do pós festival e o quanto estes mesmos ambulantes irão faturar a mais nos próximos meses em função de milhões de reais em publicidade gratuita do município não só no Brasil mas também em vários países do exterior. Esse valor e varias vezes superior a arrecadação anual do município. E o festival não está hoje em Gostoso sem a participação efetiva da Secretaria de turismo e da Prefeita que devem ser aplaudidas pela comunidade pelo empenho de trazer este evento sem ter um centavo de investimento público e angariar um retorno imediato ao setor hoteleiro, comercio e a divulgação.
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E isso ai Ricardo Mourinho também conheço o trabalho dela a 5 anos e seio o quanto ela ralou pra fazer um evento desse na minha cidade ela está de parabéns
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