O CONTADOR VIU: SHE-RA E AS PRINCESAS DO PODER

Série mostra que não tem relação direta com a personagem dos anos 80, mas reboot é bem feito.

POR AILTON RODRIGUES

legiao_s4xh8r3kmihagqfdp7wemnnayx2fjekyzwub6t519i.png
Foto: reprodução Netflix.

Quando a Netflix anunciou no ano passado que faria uma série sobre a She-ra, os fãs da versão passada nos anos 80 ficaram na bronca após assistir o reboot, mas ficou claro que a animação não teria ligação direta com sua antecessora e o melhor de tudo é que ficou muito bom.

Adora é uma guerreira criada na Horda, uma espécie de reduto para criar soldados, mas acaba se transformando em uma princesa ao ser “chamada” pela Esperança da Luz para se tornar a She-ra e com isso ter um propósito maior: salvar toda a Etéria! Com isso, já fica claro o objetivo da criadora Noelle Stevenson que é o de nos presentear com uma história de crescimento.

Na trama, Adora também pode ser denominada como uma jovem que está indecisa e não sabe até onde seus poderes a levará. Além disso, os dilemas vividos pela protagonista começam com essa adaptação dela ao sair da Horda e ser ambientada na Rebelião, um país mágico onde as princesas vivem.

45447

Nesse arco é importante ver a postura da heroína com as pessoas ao qual ela foi criada para odiar, mexe profundamente com Adora, mas ela aprende que não devemos nos deixar ser guiados por preconceitos passados por pessoas antigas que maculam as gerações futuras, por não ter mais sentido com causas sem justificativa.

Outro ponto interessante de se destacar é na missão da She-ra ao juntar as princesas de Etéria na busca para vencer a Horda, o roteiro nos conduz a conhecer cada uma dessas princesas que têm um poder, características especiais e uma origem o que nos levar a enxergá-las além da aparência.

Devo dizer, que fiquei bem feliz com a animação e mesmo você que ainda lembra daquela She-ra de maiô colado e botas longas deve dar uma oportunidade para Adora e sua turma te entreter nessas duas temporadas já disponíveis na Netflix.

Até qualquer hora!

Autor: Ailton Rodrigues

Técnico em Informática (IFRN), que adora esportes e jornalismo, estando sempre disponível para bons papos. Coordenador de Comunicação do clube de futebol TEC (Tabua Esporte Clube), membro do Conselho do Coletivo de Direitos Humanos, Ecologia, Cultura e Cidadania (CDHEC), comunicador da Mostra de Cinema de Gostoso. Atualmente aluno de Licenciatura em Pedagogia (UFRN).